Rupert Lowe Propõe Proibição de Burcas e Niqabs no Reino Unido

Gustavo De Oliveira

O parlamentar britânico Rupert Lowe, do partido Reform UK, apresentou uma moção no Parlamento do Reino Unido em junho de 2025 para proibir o uso de burcas e niqabs em espaços públicos, classificando os véus islâmicos como “opressivos, perigosos e anti-britânicos”. A iniciativa, que não contou com a assinatura de outros deputados, reflete a postura firme de Lowe em defesa da identidade cultural britânica e da segurança nacional, em um momento em que debates sobre integração e valores tradicionais ganham destaque no país.

Lowe, conhecido por sua retórica direta, argumenta que as vestimentas, que cobrem o rosto, representam uma barreira à coesão social e à segurança pública, além de simbolizarem uma visão de mundo que ele considera incompatível com os princípios de liberdade e igualdade que moldam a sociedade britânica. Em suas palavras, a burca é um “símbolo político” que reforça a opressão de mulheres e meninas em comunidades onde sua adoção não é uma escolha, mas uma imposição. A moção propõe a proibição em todos os espaços públicos, incluindo locais de trabalho, destacando que tais véus dificultam a identificação e podem gerar desconfiança em interações sociais.

A proposta de Lowe ressoa com setores da sociedade britânica que defendem a preservação de valores culturais históricos, como a liberdade individual e a igualdade de gênero, que muitos veem como fundamentais à identidade do Reino Unido. Ele argumenta que a proibição não é um ataque à liberdade religiosa, mas uma medida para proteger a sociedade de práticas que podem minar a integração e a segurança. Países como França e Bélgica já adotaram legislações semelhantes, com a França implementando uma proibição de véus faciais em espaços públicos desde 2010, sob o argumento de promover a laicidade e a segurança.

Embora a moção tenha enfrentado críticas por parte de grupos que alegam discriminação, Lowe mantém que sua posição é uma resposta à necessidade de priorizar a coesão nacional e proteger mulheres de práticas culturais que limitam sua liberdade. Ele destacou que, entre os 650 deputados do Parlamento, foi o único a assinar a moção, sugerindo que muitos evitam o tema por receio de perder apoio político. Sua postura reflete uma visão de liderança que coloca os interesses do povo britânico acima de pressões políticas, em linha com a crescente demanda por políticas que reforcem a identidade nacional em um contexto de mudanças culturais.

O debate gerado pela proposta evidencia a tensão entre multiculturalismo e a preservação de valores tradicionais, um desafio que o Reino Unido enfrenta em meio à diversidade cultural. A iniciativa de Lowe é vista por seus apoiadores como um ato corajoso de defesa da cultura britânica, que valoriza a transparência nas interações sociais e a igualdade de direitos, em contraste com práticas que podem ser percebidas como contrárias a esses ideais.

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