O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, enfatizou a importância de os Estados Unidos adotarem medidas concretas para promover a estabilidade global, especialmente em resposta às crescentes ameaças representadas pela cooperação entre Rússia, Irã, China e Coreia do Norte. Durante uma série de declarações em 2024 e 2025, Rutte destacou que o Irã desempenha um papel significativo no apoio à guerra da Rússia contra a Ucrânia, fornecendo drones e outras tecnologias que têm causado impacto devastador no conflito. Ele alertou que essa aliança entre nações autoritárias representa uma ameaça não apenas à Europa, mas também à segurança global, incluindo os Estados Unidos.
Rutte, em um discurso no Carnegie Europe em dezembro de 2024, afirmou que o Irã, junto com a Coreia do Norte e a China, está fornecendo apoio material à Rússia, permitindo que o país intensifique sua produção militar e mantenha a ofensiva na Ucrânia. “O Irã está fornecendo drones que matam ucranianos inocentes todos os dias”, disse ele, durante uma coletiva de imprensa prévia à Cúpula da OTAN em Haia, em 23 de junho de 2025. Ele também observou que a Rússia, em troca, fornece tecnologia de mísseis à Coreia do Norte e recursos financeiros ao Irã, que são usados para financiar grupos militantes no Oriente Médio, como o Hamas, ampliando a instabilidade regional.
O líder da OTAN instou os Estados Unidos a manterem um papel ativo na aliança, reforçando a necessidade de uma cooperação transatlântica robusta para enfrentar esses desafios. Em uma entrevista à PBS News em 25 de junho de 2025, Rutte destacou que a segurança do Atlântico é crucial para os interesses americanos, e que a OTAN deve se preparar para ameaças de longo prazo, incluindo a possibilidade de a Rússia estar pronta para confrontos diretos com a aliança em cinco anos. Ele também defendeu o aumento dos gastos com defesa, sugerindo que o atual patamar de 2% do PIB é insuficiente, e que os aliados devem mirar em 5% até 2035 para garantir a capacidade de dissuasão.
Embora Rutte tenha elogiado a liderança dos EUA, especialmente sob o governo Trump, por pressionar os aliados a elevar seus orçamentos de defesa, ele também expressou preocupação com a possibilidade de um acordo de paz mal negociado na Ucrânia. Em Davos, em janeiro de 2025, ele alertou que uma vitória russa custaria “trilhões, não bilhões” aos membros da OTAN, devido à necessidade de reforçar a dissuasão contra um Kremlin fortalecido. Rutte enfatizou que qualquer negociação de paz deve incluir a Ucrânia como parte central e resultar em um acordo sustentável, evitando repetições dos fracassos dos acordos de Minsk.
A postura da OTAN reflete uma visão de que a estabilidade global depende de uma resposta coordenada às ações de nações como o Irã, que, ao apoiar a Rússia, contribuem para a escalada de conflitos. Rutte pediu que os aliados intensifiquem a produção industrial de defesa e fortaleçam parcerias com nações do Indo-Pacífico, como Japão e Coreia do Sul, para contrabalançar a crescente interconexão entre as ameaças no Atlântico e no Pacífico.