O Irã vive um momento de profunda instabilidade, com relatos de que o alto comando militar do país estaria ocultando informações cruciais sobre a guerra com Israel do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, devido a supostas fragilidades em sua saúde mental. A informação, divulgada por fontes de inteligência ocidentais e amplificada por veículos como o Iran International, sugere que Khamenei, de 86 anos, estaria sendo afastado de decisões estratégicas em um contexto de intensos bombardeios israelenses iniciados em 13 de junho de 2025. Esses ataques, que destruíram instalações nucleares em Natanz, Fordow e Isfahan, mataram comandantes de alto escalão, como o chefe do Estado-Maior Mohammad Bagheri e o general Ali Shadmani, e causaram centenas de mortes, expõem as vulnerabilidades de um regime que, sob a liderança de Khamenei, parece incapaz de responder com eficácia.
Khamenei, no poder desde 1989, consolidou um sistema teocrático que combina autoritarismo religioso com controle militar, mas sua gestão tem sido marcada por decisões que agravaram a crise atual. Sua insistência em manter um programa nuclear ambíguo, apesar de sanções econômicas que reduziram o PIB iraniano em 45% desde 2012, reflete uma visão obstinada que prioriza a retórica antiocidental sobre o bem-estar da população. A repressão brutal de protestos, como os de 2022-2023 contra a obrigatoriedade do hijab, e a alocação de bilhões de dólares para milícias regionais, como o Hezbollah e o Hamas, enquanto a economia interna colapsa, evidenciam uma liderança desconectada das aspirações de uma sociedade jovem e insatisfeita. A inflação galopante e o desemprego crescente alimentam o descontentamento, com estimativas de que 80% dos 92 milhões de iranianos se opõem ao regime.
A suposta fragilidade mental de Khamenei, embora não confirmada oficialmente, levanta questões sobre sua capacidade de liderar em um momento crítico. Relatos indicam que ele se isolou em um bunker em Teerã, comunicando-se apenas por meio de assessores de confiança e evitando comunicações eletrônicas para não ser rastreado. Essa postura, aliada à nomeação de substitutos para comandantes mortos e até de três clérigos como possíveis sucessores, sugere um líder acuado, incapaz de lidar com a velocidade e a intensidade dos ataques israelenses. A perda de figuras-chave, como Shadmani, descrito como próximo a Khamenei, em apenas quatro dias após sua nomeação, expõe a desorganização do alto comando militar, que agora parece agir às escondidas para manter a ilusão de controle.
A decisão de ocultar a gravidade da situação de Khamenei, se verdadeira, reflete não apenas a fragilidade pessoal do líder, mas também a deterioração de um sistema que depende de sua figura central para funcionar. Enquanto o Irã lança mísseis balísticos contra Israel, como os disparos contra Tel Aviv em 17 de junho, a falta de coordenação estratégica é evidente. A retórica de Khamenei, que prometeu “consequências irreparáveis” aos EUA e Israel, soa vazia diante da incapacidade de suas forças de conter a ofensiva adversária. A campanha israelense, apoiada pelos EUA, destruiu infraestruturas críticas e revelou falhas de inteligência, com o Mossad infiltrando drones e agentes no território iraniano.
O regime de Khamenei, que por décadas se sustentou em uma mistura de repressão interna e projeção de poder regional, agora enfrenta um teste existencial. A nomeação de sucessores e o refúgio em um bunker indicam um líder ciente de sua vulnerabilidade, mas incapaz de adaptar sua visão rígida às demandas de um conflito moderno. A insistência em manter o programa nuclear, mesmo à custa de isolamento econômico e perdas militares, reflete uma obstinação que pode acelerar a desestabilização do Irã. Enquanto o país sofre com bombardeios e deslocamentos populacionais, a liderança de Khamenei, marcada por décadas de repressão e má gestão, parece estar à beira do colapso, deixando o futuro da República Islâmica incerto.