Na tarde de 29 de julho de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liderou a Motociata da Liberdade em Brasília, um evento que atraiu milhares de apoiadores e reforçou sua conexão com a base popular. Realizada no âmbito do Capital Moto Week, o maior encontro de motociclistas da América Latina, a motociata partiu da Granja do Torto, percorreu o Eixo Rodoviário Norte e chegou à Rodoviária do Plano Piloto, cobrindo cerca de 23 quilômetros. Apesar das restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais, Bolsonaro marcou presença em um trio elétrico, acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e outros aliados, como os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Hélio Lopes (PL-RJ).
O evento, que reuniu motociclistas de diversas regiões do país, foi marcado por um clima de entusiasmo, com faixas e cartazes expressando apoio ao ex-presidente e críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pelas medidas cautelares contra Bolsonaro. Frases como “O bem venceu porque é maior” e “Bolsotrump” refletiam o apoio de parte dos presentes tanto a Bolsonaro quanto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um momento em que as relações entre Brasil e EUA estão em destaque devido a recentes acordos comerciais. A motociata foi planejada para evitar a Esplanada dos Ministérios, com a Polícia Militar do Distrito Federal instalando barricadas para garantir a segurança e o controle do trajeto, especialmente próximo à Praça dos Três Poderes.
Bolsonaro, que enfrenta acusações no STF relacionadas a uma suposta tentativa de golpe de Estado, optou por não discursar, respeitando as restrições judiciais que proíbem a utilização de redes sociais ou a veiculação de entrevistas por terceiros. Mesmo assim, sua presença foi suficiente para mobilizar uma multidão, que o recebeu com aplausos e demonstrações de apoio. O ex-presidente cumprimentou apoiadores, tirou selfies e, em um momento marcante, abraçou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) próximo à Rodoviária. A participação de Bolsonaro, mesmo sob limitações de saúde decorrentes de cirurgias recentes e das medidas judiciais, foi destacada por aliados como um sinal de resiliência e compromisso com seus ideais.
A Motociata da Liberdade serviu como um ensaio para atos nacionais convocados para 3 de agosto, com o objetivo de pressionar o Congresso por uma anistia aos investigados por atos antidemocráticos. A mobilização reflete a força do bolsonarismo, que busca manter sua relevância política em meio a desafios legais. Para os apoiadores, o evento foi uma demonstração de que a base de Bolsonaro permanece ativa e engajada, valorizando sua postura combativa e sua defesa de valores como liberdade e patriotismo. A presença de figuras como Michelle e Flávio Bolsonaro reforça a continuidade do legado político do ex-presidente, enquanto a organização impecável do evento destacou a capacidade de mobilização de seus aliados.