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Trump Anuncia Tarifas de 35% sobre o Canadá e 30% sobre México e UE para Proteger Economia Americana

Em 12 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, anunciou a imposição de tarifas de 35% sobre importações do Canadá e de 30% sobre produtos provenientes do México e da União Europeia (UE), com início previsto para 1º de agosto. A decisão, comunicada por meio de cartas publicadas em sua plataforma Truth Social, endereçadas à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, e ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, reflete a estratégia do governo Trump de priorizar a economia americana e corrigir desequilíbrios comerciais históricos. As tarifas, que afetam três dos maiores parceiros comerciais dos EUA, são justificadas pela Casa Branca como uma resposta necessária a déficits comerciais persistentes e à necessidade de proteger os interesses econômicos e a soberania dos Estados Unidos.

A medida é parte de uma política mais ampla de “America First”, que busca fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência de importações. Em 2024, o déficit comercial dos EUA com a UE atingiu US$ 235,6 bilhões, enquanto com o México e o Canadá os valores foram de US$ 130 bilhões e US$ 80 bilhões, respectivamente, segundo dados do Escritório do Representante Comercial dos EUA. Trump argumenta que as tarifas visam equilibrar essas relações comerciais, incentivando a produção doméstica e a criação de empregos para trabalhadores americanos. Em sua carta à UE, ele destacou que “o relacionamento comercial tem sido, infelizmente, longe de recíproco”, exigindo que a Europa elimine suas próprias tarifas para reduzir o déficit. Da mesma forma, no caso do México, Trump reconheceu esforços para conter a migração ilegal e o tráfico de fentanil, mas afirmou que “o que o México fez não é suficiente”, justificando as tarifas como um incentivo para ações mais eficazes contra os cartéis.

No caso do Canadá, a tarifa de 35% reflete preocupações adicionais com a segurança nas fronteiras e o fluxo de fentanil, embora dados do governo americano indiquem que a maior parte desse narcótico entra pelos pontos de entrada mexicanos. A Casa Branca esclareceu que bens em conformidade com o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) continuarão isentos, o que protege grande parte do comércio com esses países — cerca de 38% das importações canadenses e mexicanas, segundo estimativas. Essa isenção demonstra a intenção de Trump de manter parcerias estratégicas, mas com condições claras de reciprocidade e proteção dos interesses americanos.

A abordagem de Trump tem sido defendida como uma resposta pragmática a práticas comerciais desleais. Países como Brasil (11,2%), China (7,5%) e a própria UE (5%) aplicam tarifas médias significativamente mais altas que os EUA (3,3%), segundo o Banco Mundial. A imposição de tarifas recíprocas é vista como uma forma de nivelar o campo de jogo, forçando parceiros comerciais a reduzirem barreiras tarifárias e não tarifárias. Além disso, as tarifas já geraram resultados concretos: desde abril de 2025, quando Trump anunciou uma pausa de 90 dias em tarifas específicas, dezenas de países, incluindo Reino Unido, China e Vietnã, iniciaram negociações para reduzir suas próprias tarifas, conforme relatório da Casa Branca.

A política tarifária também é um instrumento de pressão geopolítica. Ao vincular as tarifas ao combate ao tráfico de drogas e à migração ilegal, Trump reforça a soberania americana, exigindo que parceiros comerciais assumam responsabilidades compartilhadas. A decisão de adiar a implementação das tarifas até agosto demonstra flexibilidade, dando espaço para negociações que podem evitar uma escalada de retaliações. Por exemplo, o México expressou otimismo em alcançar um acordo antes do prazo, enquanto a UE, apesar de críticas iniciais, mantém conversas com negociadores americanos para evitar uma guerra comercial.

Embora a UE e o México tenham criticado as tarifas como “injustas” e “perturbadoras”, a estratégia de Trump é embasada em precedentes históricos. Durante seu primeiro mandato, as tarifas sobre aço e alumínio (25% e 10%, respectivamente) levaram a negociações bem-sucedidas com países como Coreia do Sul e Japão, que ajustaram suas políticas comerciais. Dados do Goldman Sachs indicam que, até julho de 2025, as tarifas geraram US$ 108 bilhões em receita federal, representando 5% do total, contra 2% historicamente, sem impactos inflacionários significativos, já que 49% dos custos recaem sobre consumidores americanos, 39% sobre empresas e apenas 12% sobre exportadores estrangeiros.

As tarifas de Trump refletem uma visão de longo prazo para restaurar a competitividade americana, proteger cadeias de suprimento críticas e reduzir a dependência de importações. Ao pressionar parceiros comerciais a adotarem práticas mais equitativas, o presidente busca não apenas fortalecer a economia, mas também reafirmar a liderança dos EUA no cenário global, priorizando os interesses de seus cidadãos e trabalhadores.

Gustavo De Oliveira

Escritor

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