O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou seu apoio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, classificando as investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como uma “caça às bruxas”. Em publicações feitas nos dias 7 e 8 de julho de 2025 na rede social Truth Social, Trump pediu que as autoridades brasileiras “deixem Bolsonaro em paz”, afirmando que o ex-presidente “não é culpado de nada, exceto por lutar pelo povo”. Ele defendeu que o único julgamento legítimo para Bolsonaro seria nas urnas, pelo voto do povo brasileiro, e prometeu acompanhar de perto o desenrolar do caso.
Bolsonaro enfrenta um processo no STF acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022. As investigações apontam para reuniões suspeitas, esboços de decretos golpistas e articulações com militares e civis para questionar o resultado eleitoral. Trump, no entanto, classificou essas ações judiciais como uma perseguição política, comparando-as a táticas que, segundo ele, já enfrentou nos Estados Unidos. “O grande povo do Brasil não vai tolerar o que estão fazendo com seu ex-presidente. Estarei observando de perto a caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores”, escreveu o presidente americano.
A defesa de Trump ocorre em um momento de tensão entre os Estados Unidos e o Brasil, agravada pela imposição de uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras, anunciada em 9 de julho de 2025. A medida, segundo Trump, visa retaliar o que ele descreve como “injustiças” do governo brasileiro, incluindo o julgamento de Bolsonaro e supostos ataques a empresas americanas de tecnologia. A carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que o processo contra Bolsonaro é uma “vergonha internacional” e exigiu seu encerramento imediato. A Embaixada dos EUA em Brasília também emitiu um comunicado ecoando as declarações de Trump, enquanto o Itamaraty convocou o representante americano para esclarecimentos.
O apoio de Trump tem mobilizado aliados de Bolsonaro, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato para atuar nos EUA, buscando sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso. Apesar das pressões, o STF mantém que as investigações seguem sem influência externa, com o julgamento previsto para ocorrer entre agosto e setembro de 2025. A postura de Trump reflete sua visão de que líderes conservadores, como ele e Bolsonaro, enfrentam tentativas de silenciamento por parte de instituições que acusam de agir com motivações políticas.
O caso destaca a importância de preservar a soberania das nações, ao mesmo tempo em que levanta questões sobre a independência judicial e o papel das urnas como expressão da vontade popular. A relação entre Trump e Bolsonaro, marcada por encontros durante seus mandatos, como em 2019, reforça a percepção de uma aliança entre líderes que compartilham valores de defesa da liberdade individual e da ordem nacional.