Em um discurso vibrante durante as celebrações do Dia da Independência, em 4 de julho de 2025, o presidente Donald Trump comemorou a aprovação do “One Big Beautiful Bill Act”, um pacote de cortes fiscais de US$ 4,5 trilhões ao longo de 10 anos, assinado por ele no mesmo dia. A legislação, aprovada pela Câmara dos Representantes e pelo Senado em uma votação apertada, liderada por republicanos, estende permanentemente os cortes de impostos de 2017, implementados durante seu primeiro mandato, e introduz novas isenções fiscais, como a eliminação de impostos sobre gorjetas, horas extras e benefícios da Previdência Social para aposentados. Trump destacou a medida como a maior redução tributária da história americana, afirmando que ela impulsiona a prosperidade econômica e protege os trabalhadores dos EUA. Em um momento marcante, ele declarou: “Como presidente, proclamo que a América jamais será comunista!”, reforçando sua visão de um país fundamentado na liberdade econômica e no livre mercado.
O pacote, conforme detalhado pelo Tax Foundation, reduz a receita tributária federal em US$ 4,5 trilhões de 2025 a 2034, com um impacto dinâmico de US$ 4,1 trilhões após considerar o crescimento econômico projetado de 1,2% no PIB a longo prazo. A legislação mantém os cortes de impostos individuais e corporativos da Lei de Cortes de Impostos e Empregos (TCJA) de 2017, aumenta a dedução padrão em US$ 1.000 para indivíduos e US$ 2.000 para casais até 2028, e eleva o limite de dedução de impostos estaduais e locais (SALT) de US$ 10.000 para US$ 40.000 por cinco anos. Além disso, inclui medidas populistas, como isenção de impostos sobre gorjetas, beneficiando trabalhadores de serviços, e deduções de até US$ 4.000 para idosos com renda de até US$ 75.000, segundo a BBC.A aprovação do projeto, que enfrentou resistência de democratas e alguns republicanos, foi viabilizada pelo processo de reconciliação orçamentária, permitindo a passagem com maioria simples no Senado, onde o vice-presidente JD Vance deu o voto decisivo. O pacote também inclui cortes de gastos de US$ 1,2 trilhão, com ajustes em programas como Medicaid, que agora exige verificações semestrais de elegibilidade e introduz requisitos de trabalho para adultos sem deficiência, conforme relatado pela NBC News. Apesar de críticas de democratas, como o líder Hakeem Jeffries, que acusaram o projeto de favorecer os ricos, o Tax Policy Center estima que a classe média receberá um corte médio de US$ 1.750 em 2027, equivalente a um aumento de 2,2% na renda após impostos.
Trump defendeu o pacote como um estímulo à economia, destacando que ele atrairá investimentos, criará empregos e fortalecerá a indústria americana. “Estamos colocando dinheiro de volta no bolso dos trabalhadores e garantindo que as empresas americanas prosperem”, disse ele em Iowa, durante um evento marcando o início das celebrações do 250º aniversário dos EUA. A Casa Branca, por meio da secretária de imprensa Karoline Leavitt, celebrou a aprovação como uma “vitória” para o povo americano, enfatizando que os cortes de impostos promovem o crescimento econômico sem precedentes. O projeto também elimina incentivos fiscais para energia limpa da Lei de Redução da Inflação de 2022, redirecionando recursos para prioridades como segurança de fronteiras e defesa, com US$ 90 bilhões alocados para o Departamento de Segurança Interna e US$ 150 bilhões para o Departamento de Defesa.Embora o pacote aumente a dívida nacional em US$ 3,3 trilhões até 2034, segundo o Congressional Budget Office, defensores argumentam que o crescimento econômico gerado pelos cortes compensará parte das perdas. A estratégia de Trump, que combina cortes fiscais com tarifas sobre importações, como os 20% sobre bens vietnamitas, reforça a proteção da economia americana contra a concorrência desleal, especialmente da China. A medida reflete um compromisso com a soberania econômica e a independência, garantindo que os trabalhadores dos EUA sejam priorizados em um mercado global competitivo.