O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 1º de julho de 2025 um marco significativo na busca pela paz no Oriente Médio, ao afirmar que Israel concordou com as condições para um cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza. A iniciativa, mediada pelos Estados Unidos, Catar e Egito, visa criar uma janela para negociações que possam levar ao fim definitivo do conflito entre Israel e o Hamas, que já dura mais de 20 meses. Em uma postagem no Truth Social, Trump destacou a disposição de Israel em avançar com a proposta, enfatizando que o acordo é uma oportunidade para salvar vidas e restaurar a estabilidade na região.
A decisão de Israel de aceitar os termos do cessar-fogo reflete um compromisso com a segurança e a busca por soluções diplomáticas, mesmo diante de desafios impostos pelo Hamas, grupo classificado como terrorista por diversos países. O conflito, iniciado com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas e resultou na captura de 250 reféns, levou a uma resposta militar israelense que buscou desmantelar a infraestrutura do grupo em Gaza. O cessar-fogo proposto inclui a libertação de reféns israelenses, a troca por prisioneiros palestinos e um aumento significativo na entrada de ajuda humanitária em Gaza, medidas que demonstram a intenção de Israel de priorizar a vida de seus cidadãos e aliviar a crise humanitária.
Trump, que tem se destacado como um mediador firme na região, celebrou o progresso após reuniões em Washington com o ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer, e outros altos funcionários. Ele alertou o Hamas que a proposta é a melhor oportunidade para um acordo, afirmando: “Espero, pelo bem do Oriente Médio, que o Hamas aceite este acordo, porque não ficará melhor – SÓ PIORARÁ.” A postura de Trump reflete sua abordagem pragmática, que já rendeu resultados, como o cessar-fogo entre Israel e Irã em junho de 2025, após 12 dias de confrontos. Sua determinação em pressionar ambas as partes para um entendimento demonstra um compromisso com a paz duradoura.
O plano de 60 dias prevê a libertação inicial de cerca de 10 reféns vivos e a entrega de corpos de reféns falecidos, com negociações para um cessar-fogo permanente durante o período. Israel também concordou em permitir a entrada de ajuda humanitária por canais tradicionais da ONU, abandonando temporariamente o controverso sistema da Gaza Humanitarian Foundation. Essa concessão reflete a flexibilidade de Israel em buscar soluções que atendam às necessidades humanitárias sem comprometer sua segurança, especialmente diante das demandas do Hamas por uma retirada completa das forças israelenses de Gaza e a manutenção de seu controle político, condições que Israel considera inaceitáveis.
A liderança de Trump e o apoio de Israel à proposta têm sido elogiados por aliados internacionais, que veem no acordo uma chance de reduzir as tensões e evitar uma escalada ainda maior. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se reunirá com Trump em Washington na próxima semana, expressou otimismo sobre as negociações, reforçando que Israel busca a libertação de todos os reféns e a eliminação da ameaça representada pelo Hamas. A determinação de Israel em proteger seus cidadãos, combinada com a pressão diplomática de Trump, sinaliza um momento de esperança para a resolução de um conflito que já causou milhares de mortes, incluindo mais de 56.000 palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.
Enquanto o Catar e o Egito preparam-se para entregar a proposta final ao Hamas, a comunidade internacional observa com atenção. A aceitação do cessar-fogo por Israel demonstra sua disposição de buscar a paz, mesmo após anos de ataques do Hamas. A liderança de Trump, com sua habilidade de unir partes em conflito, pode ser um divisor de águas, oferecendo uma chance para que a região avance em direção à estabilidade e à prosperidade.