Em 1º de julho de 2025, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou o encerramento oficial das operações da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), marcando uma reorientação significativa na política externa americana sob a administração Trump. Em um comunicado intitulado “Tornando a Ajuda Externa Grande Novamente”, Rubio declarou que “os contribuintes americanos não pagarão mais impostos para financiar governos falidos em terras distantes”, enfatizando que os programas de assistência externa serão agora administrados diretamente pelo Departamento de Estado, com foco nos interesses nacionais dos EUA. A decisão, aplaudida por defensores de uma política externa mais pragmática, reflete a determinação de Rubio em alinhar os gastos públicos com os valores e prioridades dos cidadãos americanos.
A USAID, criada em 1961 pelo presidente John F. Kennedy, gastou mais de US$ 715 bilhões (ajustados pela inflação) ao longo de seis décadas, mas, segundo Rubio, apresentou resultados aquém das expectativas desde o fim da Guerra Fria. O secretário criticou a agência por criar um “complexo industrial de ONGs” que, em muitos casos, beneficiou executivos de organizações não governamentais com estilos de vida luxuosos, enquanto os objetivos de desenvolvimento econômico e estabilidade global raramente foram alcançados. Ele destacou que, no Oriente Médio e no Norte da África, onde a USAID investiu US$ 89 bilhões, a percepção favorável aos EUA é inferior à da China em quase todas as nações, exceto o Marrocos, conforme dados do Departamento de Estado. Além disso, os US$ 9,3 bilhões gastos em Gaza e na Cisjordânia desde 1991, que incluíram beneficiários ligados ao Hamas, geraram críticas em vez de gratidão, segundo Rubio.
A nova abordagem, liderada pelo Departamento de Estado, priorizará investimentos estratégicos em nações que demonstrem capacidade e disposição para o autodesenvolvimento, com assistência limitada no tempo e focada em resultados concretos. Rubio citou exemplos de países da América Latina e da África, onde líderes locais expressaram preferência por parcerias comerciais e investimentos em vez de ajuda paternalista. Um zambiano, por exemplo, afirmou que “seria mais útil aprender a pescar do que receber peixes do governo dos EUA”, enquanto uma etíope destacou os benefícios mútuos do investimento sobre a ajuda unilateral, de acordo com o comunicado do Departamento de Estado. Essa visão reflete uma mudança para o comércio e o investimento privado, incluindo empresas americanas, como motores de crescimento global, em vez de subsídios prolongados.
A decisão de Rubio, que assumiu a direção interina da USAID em 2025, também responde a críticas de longa data sobre a falta de transparência da agência. Durante seu tempo no Senado, Rubio relatou dificuldades em obter respostas sobre o destino dos fundos da USAID, uma frustração compartilhada por outros congressistas ao longo de décadas. A transferência das funções de assistência externa para o Departamento de Estado visa garantir maior responsabilidade e alinhamento com a doutrina “America First”, promovendo eficiência e reduzindo desperdícios. A medida também elimina programas considerados desalinhados, como iniciativas de diversidade e inclusão (DEI) ou operações que, segundo Rubio, promoveram “ideais antiamericanos” ou tentativas de mudança de regime em outros países.
A extinção da USAID foi celebrada como um passo corajoso para proteger os recursos dos contribuintes americanos, garantindo que cada dólar gasto no exterior promova diretamente os interesses nacionais. A nova política enfatiza que a ajuda humanitária vital será mantida, mas com supervisão mais rigorosa, e que os beneficiários saberão que a assistência vem “do povo americano”, simbolizada pela bandeira dos EUA. A iniciativa de Rubio reforça a visão de uma política externa que valoriza a soberania, a eficiência e a prosperidade dos americanos, enquanto oferece às nações parceiras oportunidades para crescimento sustentável por meio de parcerias estratégicas.