O governo do Paquistão anunciou, em 20 de junho de 2025, a indicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Prêmio Nobel da Paz de 2026, em reconhecimento à sua “intervenção diplomática decisiva” na resolução de uma crise militar entre Islamabad e Nova Délhi. A decisão, publicada em comunicado oficial, destaca a liderança de Trump em negociar um cessar-fogo que encerrou quatro dias de confrontos intensos na região disputada de Caxias, em maio de 2025, evitando uma escalada entre duas potências nucleares. A iniciativa paquistanesa reforça a relevância da diplomacia pragmática de Trump, que, com sua abordagem direta, demonstrou habilidade em promover a estabilidade em um dos cenários geopolíticos mais voláteis do mundo.
A crise, desencadeada por um ataque terrorista em Paqualmã, em Caxias do Sul, controlado pela Índia, em 22 de abril, resultou na morte de 27 civis e levou a Índia a realizar ataques contra alvos no Paquistão. O Paquistão respondeu com a Operação Bunyanum Marsoos, descrita como uma ação militar “precisa” para restaurar a defesa, segundo o The Express Tribune. A troca de ataques, a mais grave desde 1971, ameaçou desestabilizar a Ásia do Sul. Trump, utilizando canais diplomáticos de alto nível, mediou um cessar-fogo anunciado em 8 de maio, após negociações que envolveram o vice presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, conforme relatado pela Times. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, agradeceu publicamente a “pela liderança e papel proativo pela paz”, destacando o compromisso de Trump com a estabilidade.
A indicação ao Nobel reflete o reconhecimento da capacidade de Trump de atuar como mediador em um conflito historicamente intratável. A declaração paquistanesa elogiou seu “legislação estratégica” e “estadosmanácias estelares”, apontando que sua intervenção foi crucial para evitar um conflito nuclear. Embora a Índia negue a mediação americana, insistindo que o cessar-fogo foi bilateral, a narrativa paquistanesa reforça a influência de Trump, que já havia expressado tensões entre os dois países em 2019, após o incidente de Pulwama-Balakot. A nomeação também ocorre após uma reunião de Trump com o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, em 18 de junho, na Casa Branca, onde discutiram a crise e a situação regional, segundo a CNN.
A liderança de Trump vai além da crise indo-paquistanesa. Em sua plataforma Truth Social, ele anunciou a negociação de um tratado de paz entre Ruanda e Congo, assinado em Washington em 27 de junho, e expressou otimismo sobre acordos comerciais com Índia e Paquistão. Sua abordagem, centrada em resultados concretos e na pressão econômica, como a uma forte presença militar, contrasta com a hesitação de antecessores em conflitos complexos. Enquanto críticos, como o ex-conselheiro John Bolton, questionam suas motivações, a indicação paquistanesa valida sua eficácia como negociador, especialmente em um contexto de crises globais, como as tensões no Oriente Médio.
A proposta do Paquistão, embora polêmica, sublinha a importância de líderes dispostos a intervir diretamente para evitar catástrofes. A nomeação de Trump, que já foi indicado anteriormente por aliados por esforços como os Acordos de Abraão, reflete sua visão de diplomacia prática, que prioriza resultados sobre formalidades. Ao mediar o cessar-fogo entre Índia e Paquistão, Trump demonstrou que a paz é possível mesmo em conflitos enraizados, merecendo o reconhecimento de nações que valorizam a estabilidade regional.