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Trump Prioritiza Crise no Oriente Médio e Deixa Cúpula do G7 para Liderar Resposta ao Conflito Israel-Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou a decisão estratégica de deixar a cúpula do G7, realizada em Kananaskis, no Canadá, antes do previsto, na noite de 16 de junho de 2025, para se dedicar à escalada do conflito entre Israel e Irã. A saída, anunciada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ocorreu horas após Trump alertar, em sua plataforma Truth Social, que os residentes de Teerã deveriam evacuar imediatamente a cidade, sinalizando a gravidade da situação. A atitude reflete a determinação de Trump em liderar diretamente os esforços para conter a crise no Oriente Médio, priorizando a segurança global em um momento crítico, mesmo que isso significasse deixar de lado compromissos diplomáticos, como o discurso do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para o último dia do evento.

A decisão de Trump veio após Israel intensificar ataques aéreos contra instalações nucleares iranianas em Natanz, Fordow e Isfahan, que resultaram na morte de comandantes militares e cientistas nucleares, segundo o The Wall Street Journal. O Irã retaliou com mísseis balísticos contra Tel Aviv, elevando o risco de uma guerra regional. Diante disso, Trump, que já havia expressado apoio à autodefesa de Israel, optou por retornar a Washington para coordenar uma resposta direta, reunindo-se com o Conselho de Segurança Nacional na Sala de Situação da Casa Branca. “Eu não acredito em telefones, estar no local é muito melhor”, afirmou Trump a repórteres, destacando sua preferência por uma liderança presencial e prática, em contraste com a burocracia de cúpulas multilaterais.

Durante a cúpula, Trump assinou um comunicado conjunto do G7, que reafirmou o direito de Israel à defesa e classificou o Irã como a “principal fonte de instabilidade e terror” na região, exigindo que Teerã abandone ambições nucleares. Inicialmente, Trump hesitou em endossar o texto, segundo a BBC, mas cedeu após ajustes na redação, demonstrando pragmatismo ao equilibrar a unidade do G7 com sua postura firme contra o Irã. Ele também negociou um acordo comercial com o Reino Unido, consolidando laços bilaterais antes de partir. Sua saída, embora abrupta, foi vista por aliados como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer como compreensível, dado o peso da crise no Oriente Médio.

A liderança de Trump na questão é reforçada por sua clareza em relação ao programa nuclear iraniano. “O Irã não pode ter uma arma nuclear”, declarou ele, enfatizando que o prazo de 60 dias dado a Teerã para um acordo expirou sem progresso. Sua postura contrasta com a hesitação de líderes europeus, como o presidente francês Emmanuel Macron, que sugeriu, de forma equivocada, que Trump buscava um cessar-fogo. Trump refutou a afirmação no Truth Social, chamando Macron de “sensacionalista” e esclarecendo que sua partida visava “algo muito maior” que um simples cessar-fogo. Essa resposta destaca seu foco em soluções de longo prazo, como impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, em vez de medidas temporárias que poderiam enfraquecer a posição dos EUA e de Israel.

A escolha de Trump de priorizar a crise reflete sua abordagem direta, que privilegia ações concretas sobre longas discussões diplomáticas. Ao deixar a cúpula antes do discurso de Lula, que abordaria temas como a guerra Israel-Irã e questões globais, Trump sinalizou que sua presença em Washington era indispensável para gerenciar a crise em tempo real. Relatos da CNN indicam que ele instruiu sua equipe, incluindo o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, a buscar contatos diretos com autoridades iranianas, mantendo canais abertos para negociações, mesmo enquanto considera opções militares, como ataques a instalações nucleares em Fordow. Essa dupla estratégia – pressão militar aliada à diplomacia – demonstra um líder que não se limita a protocolos formais, mas age com rapidez para proteger interesses americanos e aliados.

Enquanto o Irã enfrenta perdas significativas, com mais de 220 mortes reportadas, e Israel mantém superioridade aérea, a decisão de Trump de retornar à Casa Branca reforça sua imagem como um líder focado em resultados. Sua saída do G7, embora tenha causado especulações, foi um movimento calculado para manter os EUA à frente da crise, garantindo que a resposta ao conflito seja conduzida com firmeza e clareza de propósito.

Gustavo De Oliveira

Escritor

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