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Folha Do MS

Com o Pacto Pantanal, MS lidera modelo que transforma a conservação em ativo estratégico para o desenvolvimento

Mato Grosso do Sul deu um passo histórico com o lançamento do Pacto Pantanal nesta quinta-feira (27), maior programa de conservação ambiental já criado para o bioma pantaneiro. A iniciativa consolida o Estado como protagonista de uma nova lógica de desenvolvimento sustentável, em que a preservação ambiental se converte em ganho social, econômico e climático.

Construído a partir de um amplo diálogo entre o Governo do Estado, comunidades locais, produtores, pesquisadores e instituições ambientais, o Pacto Pantanal é estruturado sobre três pilares: infraestrutura ecológica, produção sustentável e inclusão socioprodutiva. Na prática, isso significa recuperar nascentes, restaurar bacias hidrográficas, remunerar quem conserva e garantir condições dignas para quem vive no bioma.

O governador Eduardo Riedel destacou que o Pacto Pantanal representa um marco na construção de uma política pública integrada, voltada tanto à proteção do bioma quanto à qualidade de vida das comunidades locais. “Estamos consolidando uma trajetória de resultados positivos para o Pantanal e para quem vive ali, com ações abrangentes que priorizam a preservação ambiental e o bem-estar da população”, afirmou.

Durante o lançamento, que aconteceu no auditório do Bioparque Pantanal, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, reforçou a importância estratégica do programa para o presente e o futuro do Estado. “O Pantanal é um tesouro da humanidade, mas, para nós, é também uma casa, sustento e identidade. Com o Pacto Pantanal, mostramos que é possível proteger o meio ambiente sem abandonar as pessoas. Estamos integrando conservação, geração de renda e políticas públicas, num movimento inédito que fará de Mato Grosso do Sul um exemplo para o Brasil e o mundo”.

Para o presidente da SOS Pantanal, Alexandre Bossi, o Pacto Pantanal é um exemplo de vanguarda em políticas ambientais no Brasil. Ele destacou que Mato Grosso do Sul alia responsabilidade fiscal e crescimento econômico com uma gestão ambiental séria e eficiente. “É um resultado extraordinário, que demonstra o pioneirismo de um Estado comprometido. Com o primeiro pagamento por serviços ambientais do país, MS preservará cerca de 30% do bioma pantaneiro. Isso precisa inspirar outras unidades da federação. Parabéns ao Governo pela liderança”, disse.

Uma das ferramentas centrais do programa é o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que transforma a conservação em política de incentivo direto. O Estado autoriza e recompensa financeiramente o produtor rural ou a comunidade tradicional que atua na manutenção de áreas nativas, proteção de nascentes ou práticas de uso sustentável do solo.

Segundo o programa, serão priorizadas áreas críticas para a conservação hídrica e regiões com alto risco de manipulação ambiental. Além do PSA, o Pacto Pantanal prevê ações externas à infraestrutura essencial, como construção e manutenção de pontes, estradas sustentáveis ​​e acesso à educação, tecnologia e saúde em regiões isoladas.

Representando a ministra Marina Silva, o ministro substituto do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, elogiou a iniciativa do Governo de Mato Grosso do Sul, classificando-a como uma ação inovadora no contexto da produção agropecuária. Segundo ele, o Estado demonstra protagonismo ao abrir novas possibilidades concretas para o financiamento da conservação ambiental, como a proposta pioneira de aquisição de licenças já emitidas. “É uma medida estratégica, que reforça o papel dos produtores como aliados centrais da sustentabilidade e posiciona o Estado para atrair investimentos e novas parcerias. Parabéns pela concepção e ousadia da ideia”, destacou.

Ao todo, o programa tem previsão de atingir cerca de 50 mil famílias pantaneiras e envolver mais de 9 milhões de hectares, abrangendo toda a totalidade do Pantanal sul-mato-grossense. O governo também articula parcerias com entidades nacionais e internacionais para ampliar o financiamento das ações, com ênfase em resultados mensuráveis ​​e transparência.

“Estamos apostando em um modelo inteligente, que combina ciência, economia verde e justiça social. O Pacto Pantanal é mais do que uma política ambiental — é uma política de Estado que valoriza quem protege e vive no bioma”, reforçou Barbosinha.

Com a implementação do programa, Mato Grosso do Sul passa a liderar uma nova abordagem de governança ambiental, baseada no conceito de que preservação compensa — para a natureza, para quem produz e para toda a sociedade.

Gustavo De Oliveira

Escritor

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