A Polônia deu início a um ambicioso programa voltado para jovens entre 18 e 35 anos, residentes na União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, que possuam ascendência polonesa. A iniciativa, batizada de “Poland. Business Adventure”, oferece bolsas de estudo e suporte logístico para estágios de três meses em algumas das maiores empresas do país. Com uma diáspora estimada em cerca de 20 milhões de pessoas ao redor do mundo, o governo polonês aposta na atração de talentos que possam, eventualmente, retornar e contribuir para a economia local.
A estratégia reflete uma preocupação crescente do governo com a retenção de talentos e o fortalecimento da economia nacional. Desde sua entrada na União Europeia em 2004, a Polônia viu milhões de cidadãos emigrarem, especialmente para países como o Reino Unido, em busca de melhores oportunidades. Agora, com uma economia em expansão e um mercado de trabalho aquecido, as autoridades enxergam na diáspora uma fonte valiosa de capital humano. Dados recentes apontam que o país já é um dos mais dinâmicos da Europa Central, com crescimento constante e investimentos significativos em infraestrutura e inovação.
A iniciativa também carrega um apelo sutil às gerações mais jovens, que cresceram distantes da terra natal de seus antepassados. Embora o foco seja profissional, há um esforço implícito em reacender o senso de identidade nacional, algo que ressoa com valores tradicionais preservados na cultura polonesa. Especialistas acreditam que, ao oferecer uma experiência estruturada e vantajosa, o programa pode incentivar não apenas estadias temporárias, mas também decisões de longo prazo, como a mudança definitiva para o país.
Empresas participantes incluem gigantes dos setores de tecnologia, manufatura e serviços, que buscam mão de obra qualificada em um momento em que a Polônia compete com vizinhos como a Alemanha por profissionais. A diáspora polonesa, uma das maiores do mundo, está espalhada principalmente pelas Américas e Europa, com comunidades expressivas em cidades como Chicago, Londres e Toronto. O governo espera que, ao abrir portas para esses jovens, o programa sirva como um primeiro passo para reverter, ainda que parcialmente, o fluxo migratório histórico.