Dourados-MS,
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Policiais Militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, na manhã desta sexta-feira, quatro veículos carregados com 1.595 pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai.

A ação ocorreu em virtude da Operação Hórus, parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante um patrulhamento ostensivo em uma área rural, na região de Laguna Carapã.

Os militares deram ordem de parada aos quatro veículos, um Fiat Palio vermelho, um Fiat Uno vermelho, um VW Gol verde e um Fiat Uno amarelo, que seguiam em comboio. As oito pessoas disseram que revenderiam os cigarros paraguaios na cidade de Dourados. O material apreendido foi avaliado em R$ 124 mil reais.

A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados, para posterior agendamento e entrega na Receita Federal de Ponta Porã.

Policiais Militares Ambientais de Bonito receberam denúncias de um incêndio em vegetação ocorrido em uma propriedade rural, localizada no município, a 35 kg da cidade e autuou nesta sexta-feira (7) o proprietário da fazenda por incêndio. A PMA verificou que o infrator efetuara a queima do material proveniente da derrubada de algumas árvores em coivaras e leiras sem autorização ambiental.

Quando os Policiais chegaram o material lenhoso ainda estava em chamas. O infrator (23) residente em Bonito, foi autuado administrativamente e multado em R$ 1.000,00. Ele também responderá por crime ambiental, com pena prevista de seis três a seis de detenção. O órgão ambiental não expedirá mais licença para queima controlada até o mês de novembro, tendo em vista um Decreto Federal e uma Resolução do órgão ambiental estadual.

No início da tarde desta sexta-feira (07/08), a guarnição da Polícia Militar em Bataguassu apreendeu um veículo que transportava 300 quilos de maconha, sendo 9 deles na variedade Skunk.

Os policiais realizavam policiamento pela MS 395, próximo ao Jardim Vila Nova, quando deram ordem de parada ao condutor de um veículo GM Prisma placas de Porto Alegre/RS, sendo que o mesmo não acatou e passou e empreender fuga em alta velocidade.

Ao perceber que seria alcançado pela viatura, o condutor abandonou o veículo às margens da rodovia e continuou a fuga a pé, adentrando em meio a vegetação densa. Foi realizado um cerco na mata, porém, o homem não foi mais visto. Ao realizar uma vistoria no porta malas do carro, foi constatado que estava abarrotado de tabletes de Maconha, que após pesada totalizou 300 quilos, sendo 9 quilos da variedade Skunk, embaladas a vácuo.

Diante dos fatos, o veículo com o entorpecente apreendido foi apresentado à DP para providências.

A missão era complicada. Mas fica ainda mais difícil quando seu zagueiro não tem um bom dia. Com duas falhas de Varane, o Real Madrid não suportou. O Manchester City voltou a vencer o gigante espanhol por 2 a 1, agora na Inglaterra, e avançou às quartas de final da Liga dos Campeões. Em um confronto recheado de craques, coube a Gabriel Jesus decidir. Com um gol e uma assistência, ele brilhou novamente e ajudou a impor a primeira eliminação da carreira de técnico de Zidane em um mata-mata do torneio.

Nesta sexta-feira (7), na segunda sessão de treinos livres para o GP que marca os 70 anos da Fórmula 1, em Silverstone (Inglaterra), a Mercedes foi absoluta. O hexacampeão mundial Lewis Hamilton conseguiu o tempo de 1min25s606 para ser o mais rápido.

O segundo melhor do dia foi seu companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas. O australiano Daniel Ricciardo, da Renault, surpreendeu e ficou com a terceira melhor marca.

O holandês Max Verstappen, da RBR, ficou em quarto, sendo seguido pelos pilotos da Racing Point, o canadense Lance Stroll como quinto melhor e o alemão Nico Hulkenberg como sexto.

O monegasco Charles Leclerc, o britânico Lando Norris, o espanhol Carlos Sainz e o francês Esteban Ocon completaram os dez primeiros.

Já o tetracampeão mundial Sebastian Vettel segue o calvário que enfrenta na atual temporada, a última da sua carreira pela Ferrari. Atual 13º colocado no campeonato, nesta sexta o piloto teve problemas no carro no final da sessão de treinos.

Alexi Stival, mais conhecido como Cuca, está de volta ao Santos. O técnico, de 57 anos, foi anunciado nesta sexta-feira (7) como treinador da equipe paulista até março de 2021, um mês após o término do Campeonato Brasileiro, que começa amanhã (8). Ele, inclusive, pode até reestrear já no primeiro jogo do Peixe, no domingo (9), contra o Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, às 16h (horário de Brasília). Para isso, o nome precisa aparecer no Boletim Informativo Diário (BID), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Será a terceira passagem de Cuca pelo comando do time santista. A primeira experiência no Peixe foi em 2008, por somente 14 jogos, com três vitórias, quatro empates e sete derrotas. A volta foi em 2018, dirigindo a equipe em 28 partidas, com 10 vitórias, 10 empates e oito derrotas. Na ocasião, o técnico deixou o cargo ao final do Brasileirão para cuidar da saúde. Ele teve um problema no coração e passou por um cateterismo.

"Sabia que um dia voltaria para ter mais uma oportunidade nesse gigante do futebol. Da última vez, também tínhamos alguns problemas, o clube não estava bem na classificação, mas com o esforço de todos conseguimos evoluir e melhorar a situação, ainda que longe do que queríamos", disse Cuca, em uma carta aberta. "Agora eu estou completamente recuperado e assumo em um momento que o Santos passa por um processo de reestruturação, de organização do futebol, sem condições de fazer grandes investimentos", completou.

Cuca vai substituir o técnico Jesualdo Ferreira. O português foi mandado embora após a eliminação santista nas quartas de final do Campeonato Paulista. A saída do treinador levou também ao pedido de demissão do diretor técnico William Thomas. A vaga será ocupada pelo ex-volante Renato Florêncio, que terá o suporte do gerente das categorias de base, Jorge Andrade, e de Everson Rocha, responsável pelo departamento de análise.

Ex-atacante do próprio Santos, tendo feito 46 jogos e marcado 15 gols pelo clube, Cuca tem como principais títulos da carreira o da Libertadores de 2013, pelo Atlético-MG, e o do Brasileiro de 2016, pelo Palmeiras. Na última temporada, ele dirigiu o São Paulo. O técnico estava sem clube desde 26 de setembro, quando foi demitido pelo time do Morumbi.

O monitoramento dos focos de incêndio no Pantanal e fundamental para o planejamento de ações de combate. Durante a reunião de avaliação do relatório semanal

Operação Pantanal, nesta sexta-feira (7) o titular da Semagro, Jaime Verruck destacou o aumento dos focos. 
Sonora 

Análise do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima estima pancadas de chuva e melhora da umidade relativa do ar para a região entre os dias 14 a 21 de agosto. Mas o volume não será  suficiente para acabar com os focos. Pela cenário  crítico haverá monitoramento pelos próximos três meses.

Além das frentes de combate, a Polícia Militar Ambiental trabalha na fiscalização para combater os crimes ambientais.    

O comandante da PMA, José Carlos Rodrigues, a coordenadora do Cemtec, Franciane Rodrigues, e o chefe do Centro de Proteção Ambiental do CBMMS, tenente coronel Moreira participaram da reunião.

Mesmo diante do aumento de casos em Mato Grosso do Sul, a média de pessoas que permaneceu em casa nesta quinta-feira (6) foi de 35,2%, com esse índice o Estado ocupa a 24ª colocação entre as unidades da federação. Já entre as capitais brasileiras, Campo Grande tem a segunda pior taxa de isolamento social, com média de 34,3%.

A alta mobilidade social continua fazendo parte da rotina do sul-mato-grossense conforme as taxas mapeadas para o dia. O menor índice registrado foi em Batayporã que teve média de 26,9%. A maior taxa foi de 60,7% mapeada em Figueirão. Confira aqui a lista completa de cidades e suas respectivas taxas de distanciamento social.

Evolução da doença

Durante a transmissão ao vivo desta sexta-feira (07.08), o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, falou da evolução da pandemia no Estado.  “Precisamos conter os avanços da doença na Capital, dos mais de 700 casos registrados em 24 horas no Estado, metade é da Capital. Além disso, já ultrapassamos a marca de 500 pessoas internadas”

De acordo com o boletim epidemiológico da SES são 29.988 casos confirmados em Mato Grosso do Sul, sendo que 887 exames deram positivos em apenas 24 horas, com Campo Grande registrando 391 casos novos.

Mato Grosso do Sul registrou 23 óbitos anunciados nesta sexta-feira, sendo 12 residentes de Campo Grande, totalizando 481 vítimas fatais da doença. “Dos óbitos registrados, 19 possuíam alguma comorbidade ou relação de risco. Mas a doença acomete todas as idades, independentemente de ter alguma comorbidade ou não”, alertou a secretária adjunta da SES, Christine Maymone.

O Estado de Mato Grosso do Sul avançou no ranking de transparência em relação às informações do coronavírus e, agora, ocupa o primeiro lugar na lista dos estados brasileiros, segundo o levantamento da Open Knowledge Brasil.

Em uma semana, o Estado subiu 3 pontos e adquiriu a nota máxima de 100 pontos, empatando com Rondônia e Espírito Santo. A evolução de Mato Grosso do Sul é resultado das mudanças na divulgação do microdados, na plataforma Mais Saúde, assim como a possibilidade de baixar o arquivo em formato Excel, ajustável à necessidade da informação, seja por parte da população como da imprensa.

“Desde o começo nossa prioridade é apresentar à população informações verdadeiras e precisas sobre a doença, porque apenas assim conseguiríamos combater de forma assertiva a doença no Estado”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

Do mesmo modo, o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, comemora os resultados e fala sobre a importância do resultando diante do trabalho desenvolvido pelas partes envolvidas na divulgação dos dados. "A transparência é uma prioridade do nosso governo inclusive durante a pandemia. Temos nos esforçado ao máximo para que todas as nossas ações, compras emergenciais, medidas e informações sejam disponibilizadas de maneira rápida para a população e esse constante avanço no ranking é a prova disso".

Vale destacar que nos dois últimos relatórios a OKBR elevou os critérios de avaliação e a mudança na metodologia aumentou a exigência das informações. A OKBR, também conhecida como Rede pelo Conhecimento Livre, é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos e apartidária que atua no país desde 2013. A rede desenvolve e incentiva o uso de tecnologias cívicas e de dados abertos.

O Índice de Transparência da Covid-19 é uma iniciativa para avaliar a qualidade dos dados e informações relativos à pandemia do novo coronavírus publicados pela União e pelas unidades da Federação nos portais oficiais.  

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu R$ 100 milhões, em doação de um grupo de empresas, para investir no aprimoramento de suas instalações que serão usadas na produção da vacina da covid-19. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7), em nota publicada na página da Fiocruz.

“A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu a doação de uma coalisão de empresas e fundações para adequações em seu parque fabril e aquisição de equipamentos necessários à produção da vacina para covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, por meio do acordo com a AstraZeneca. A doação também auxiliará na expansão da estrutura de controle de qualidade, em função da grande demanda de testes que a nova vacina irá gerar”, informou a entidade.

Segundo a Fiocruz, “a expansão será importante para a realização dos testes de qualidade do imunizante desde a sua primeira fase de incorporação, que consiste no recebimento de 100 milhões de doses do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem), dentro de um acordo de encomenda tecnológica respaldado pelo governo”.

A doação, de cerca de R$ 100 milhões, foi feita por Ambev, Americanas, Itaú Unibanco, Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e a Behring Family Foundation. Um comitê composto por todas as empresas e fundações será formado para acompanhar as iniciativas.

O Brasil chegou a 99.572 mortes desde o início da pandemia do novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram registrados 1.079 óbitos, segundo o balanço diário do Ministério da Saúde divulgado hoje (7). O resultado significa avanço de 1% sobre os dados de quinta-feira, quando o painel marcava 98.493 falecimentos.

O número acumulado de casos atingiu 2.962.442. Desde quinta-feira, foram 50.230 novos casos informados pelas secretarias de saúde. A soma é 1,7% maior do que a registrada quinta-feira pela atualização diária do Ministério da Saúde, quando o painel trazia 2.912.212 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

O número de pessoas em acompanhamento é de 794.476. Já a quantidade de recuperados totalizou 2.068.394.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,4%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 47,4. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1409,7.

Covid-19 nos estados

Os estados com mais mortes em função da covid-19 são São Paulo (24.735), Rio de Janeiro (14.028), Ceará (7.921), Pernambuco (6.867) e Pará (5.854). As Unidades da Federação com menos óbitos foram Tocantins (437), Mato Grosso do Sul (481), Roraima (544), Acre (556), Amapá (599).

Boletim epidemiológico covid-19
Boletim epidemiológico covid-19 - Ministério da Saúde

A quebra do sigilo bancário de Fabrício Queiroz, ex-asssessor do senador Flávio Bolsonaro na época em que ele era deputado estadual no Rio, mostra que a primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu R$72 mil em sua conta em cheques depositados pelo ex-funcionário entre 2011 e 2018. Em dezembro de 2018, relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), referente aos anos de 2016 e 2017, revelou o repasse de R$ 24 mil de Queiroz para a primeira-dama. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o valor total seria, na verdade, R$ 40 mil, e que a justificativa seria o pagamento de um empréstimo. Os dados foram divulgados pela revista "Crusoé" e confirmados pelo GLOBO.

Os extratos bancários mostram que pelo menos 21 cheques foram depositados na conta de Michelle. Ela recebeu de Queiroz três cheques de R$ 3 mil em 2011, seis cheques no mesmo valor em 2012 e mais três de R$3 mil em 2013. Em 2016, foram mais nove depósitos, totalizando R$ 36 mil. Segundo a "Crusoé", os cheques foram compensados em 25 de abril, 19 e 23 de maio, 20 de junho, 13 de julho, dois em 22 de setembro, 14 de novembro e 22 de dezembro.

Além das transferências feitas por Queiroz à primeira-dama, a mulher do ex-assessor, Márcia Aguiar, depositou pelo menos quatro cheques na conta de Michelle em 2011, no valor total de R$ 11 mil. A informação foi revelada pelo jornal "Folha de S. Paulo" e também confirmada pelo GLOBO.

No período da quebra de sigilo, Queiroz recebeu em sua conta R$1,6 milhão de salários da PM e da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), R$2 milhões em 483 depósitos de servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro enquanto ele era deputado estadual e R$ 900 mil depositados em dinheiro em espécie sem identificação. No total, o ex-assessor recebeu 6,2 milhões entre 2007 e 2018.

Os extratos não apontam nenhum depósito de Jair Bolsonaro na conta de Queiroz.

Após a publicação da reportagem pela "Crusoé", o Ministério Público do Rio divulgou uma nota em que diz que "a primeira-dama não faz parte do escopo das investigações sobre a prática de rachadinha no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia do Estado do Rio de Janeiro, que seguem normalmente, sob sigilo, a cargo do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), por designação do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem".

Os 'rolos' de Queiroz

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz são investigados por suspeita da prática de "rachadinha", esquema de desvio de dinheiro público por meio da devolução de parte dos salários de funcionários do gabinete do então deputado estadual. Desde 2018, quando o Consellho de Controle de Atividades Finaneiras (Coaf) apontou  “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz, o MP levantou indícios de um esquema criminoso liderado por Flávio Bolsonaro de desvio e lavagem de dinheiro na Alerj, envolvendo contratação de familiares como assessores e funcionários fantasmas.

A investigação começou em 2018, após o Coaf apontar movimentação atipica“ de R$ 1,2 milhão, em 2016 e 2017, nas contas de Fabrício Queiroz. Assessores do ex-deputado estadual transferiram recursos a Queiroz em datas próximas ao pagamento de servidores da Alerj. Segundo o Coaf, Flávio recebeu 48 depósitos no valor de R$ 2 mil. Na época, ele afirmou que transferências fracionadas que somaram R$ 96 mil entre junho e julho de 2017 eram relativos à venda de um apartamento.

Segundo o Ministério Público, os valores recebidos por Flávio têm origem na prática de “rachadinha” e data de quando ele era deputado estadual entre os anos de 2007 e 2018. Os promotores afirmam que Flávio nomeava assessores orientados a devolver parte de seus salários para o grupo; que o ex-policial militar Fabrício Queiroz fazia toda a operação de recolhimento da remuneração dos funcionários.

Questionado sobre a movimentação atípica em sua conta, Fabrício Queiroz afirmou que suas transações financeiras eram fruto da compra e venda de veículos usados. Porém, além da movimentação de R$ 1,2 milhão, o ex-assessor da Alerj também entrou no radar do Coaf por outros R$ 5,8 milhões movimentados nos últimos três anos. Somados, os valores somam transações atípicas de R$ 7 milhões.

 

A população desocupada do país, entre 12 e 18 de julho, chegou a 12,4 milhões de pessoas, um pouco acima do registrado na semana anterior, quando era de 12,2 milhões. Com o resultado, a taxa de desocupação ficou em 13,1%, a mesma da semana anterior, mas acima da taxa registrada da primeira semana de maio (3 a 9 de maio) que atingiu 10,5% e quando o número desocupados era de 9,8 milhões. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad covid-19) semanal, divulgada hoje (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na terceira semana de julho, cerca de 6,2 milhões de pessoas (7,5% da população ocupada) estavam afastadas do trabalho por causa do distanciamento social. O número representa queda tanto em relação à semana anterior quando 7 milhões de trabalhadores (8,6%) estavam afastados quanto na comparação com a primeira semana da pesquisa, entre 3 e 9 de maio - 16,6 milhões de pessoas, o equivalente a 19,8% da população ocupada.

Para a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, esse movimento, provavelmente, representa o retorno das pessoas ao trabalho. “Como o total de pessoas não afastadas do trabalho aumentou na terceira semana de julho, isso indica que a maioria das pessoas que estavam afastadas pelo distanciamento voltaram para o trabalho que tinham antes da pandemia”, observou.

De acordo com a pesquisa, na terceira semana de julho, a população ocupada do país era de 81,8 milhões. O número representa estabilidade em relação ao período anterior em que foi estimada em 81,1 milhões de pessoas e queda na comparação com a semana de 3 a 9 de maio, quando era de 83,9 milhões de pessoas.

Já a estimativa da população ocupada e não afastada do trabalho ficou em 72,5 milhões de pessoas, alta na comparação com o período anterior de 71 milhões e com a semana de 3 a 9 de maio, de 63,9 milhões. Segundo a pesquisa, entre essas pessoas, 8,2 milhões ou 11,3% trabalhavam remotamente. O total representa estabilidade em relação à semana anterior de 8,2 milhões ou 11,6%. Em números absolutos, o número de pessoas em home office (8,6 milhões) se manteve estável na comparação com a primeira semana da pesquisa, mas apresentou queda percentual já que, em maio, o índice atingia 13,4%.

O nível de ocupação de 48,% se mostrou estável na comparação com a semana anterior de 47,6% e em queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, quando atingiu 49,4%.

A taxa de informalidade aproximada ficou em 32,5%, o que é um recuo em relação à semana anterior (34,0%) e à semana de 3 a 9 de maio (35,7%). A taxa de participação na força de trabalho ficou atingiu 55,2%, o que estatisticamente, segundo o IBGE, é estável se comparado à semana anterior (54,8%) e, ainda à primeira semana de maio (55,2%).

Fora da força de trabalho

A população fora da força de trabalho, que não estava trabalhando nem procurava por trabalho, somou 76,2 milhões de pessoas e se manteve estável em relação à semana anterior, quando alcançou 76,9 milhões, como também à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Entre essas pessoas, a pesquisa apurou que cerca de 28 milhões de pessoas ou 36,7% da população fora da força de trabalho disseram que gostariam de trabalhar. O contingente ficou estável em relação à semana anterior (28,3 milhões ou 36,7%), mas cresceu na comparação com a primeira semana da pesquisa entre 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

A pandemia ou a falta de uma ocupação na localidade em que moravam foram os motivos para cerca de 18,6 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar, não procurarem uma vaga. O número correspondia a 66,4% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. O total permaneceu estável em relação à semana anterior (19,2 milhões ou 68,0%) e em comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 70,7%).

Saúde

A Pnad covid-19 estimou também que na terceira semana de julho, cerca de 3,3 milhões de pessoas ou 23,7% das que apresentaram algum sintoma da doença buscaram atendimento médico. O total ficou estável em relação à semana anterior, quando era de 3 milhões ou 21,5% e, no entanto, de queda em números absolutos mas aumento em termos percentuais, se comparado à semana de 3 a 9 de maio. Naquele momento somaram 3,7 milhões ou 13,7%. De acordo com a pesquisa, cerca de 85% destes atendimentos foram na rede pública de saúde.

Na semana de 12 a 18 de julho, os números indicam que 13,8 milhões de pessoas ou 6,5% da população do país apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal investigados pela pesquisa, que são febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular. Estatisticamente, isso representa que ficou estável frente a semana anterior de 13,9 milhões ou 6,6% da população e de queda em relação ao período de 3 a 9 de maio, 26,8 milhões ou 12,7%.

Entre 12 e 18 de julho, 9,3% daquelas que tiveram sintomas de síndrome gripal, ou seja, 302 mil pessoas, procuraram atendimento em ambulatório ou consultório privado ou ligado às Forças Armadas. Segundo a pesquisa, o contingente representa estabilidade tanto na comparação com a semana anterior (315 mil ou 10,6%), como em relação à primeira semana de maio (320 mil ou 8,7%).

A Pnad-covid-19 mensal apontou que cerca de 912 mil pessoas procuraram atendimento em hospital, público, particular ou ligado às Forças Armadas na semana entre 12 e 18 de julho. O resultado representa 6,6% daquelas que apresentaram sintomas e ficou estatisticamente estável na comparação com a semana anterior, quando eram 914 mil pessoas ou 6,6% e também frente a semana de 3 a 9 de maio com 1,1 milhão ou 4,0%. Entre os que procuraram atendimento, 135 mil (14,8%) foram internados, o que também é uma estabilidade frente a semana anterior (124 mil ou 13,6%) e a semana de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).

A produção de veículos no país caiu 36,2% em julho na comparação com o mesmo mês de 2019, ao passar de 267 mil unidades para 170,3 mil. Na comparação com junho, quando foram produzidos 98,4 mil, houve aumento de 73%. No acumulado do ano, a produção de novos veículos registrou queda de 48,3%, com 899,6 mil unidades ante as 1.741,3 mil do mesmo período do ano anterior.

De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luis Carlos Moraes, que divulgou os dados hoje (7), a produção das fábricas que estavam paradas devido à pandemia de covid-19 foi retomada no mês de julho e praticamente todas as montadoras voltaram a produzir, mesmo que em um ritmo diferente.

“No acumulado do ano, a queda na produção foi significativa comparado com mesmo período de 2009 por conta da paralisação em março e abril e o retorno gradativo das fábricas em maio, junho e julho. Porém o ritmo está mais baixo por conta dos cuidados com a saúde. Muitas voltaram em um turno só e outras voltaram em dois, mas com menos pessoas na linha de produção”, disse Moraes.

Segundo a Anfavea, as vendas em julho chegaram a 174,5 mil veículos, um aumento de 31,4% em relação a junho. Na comparação com julho de 2019, quando as vendas atingiram as 243,6 mil unidades, houve queda de 28,4%. No acumulado do ano também houve queda (-36,6%) ao passar de 1.551,8 mil carros vendidos para 983,3 mil. “As vendas foram as piores desde julho de 2006, mas foram o melhor resultado desde o início da pandemia de covid-19”, ressaltou Moraes.

As exportações de veículos montados cresceram 49,7% em julho ante junho, ao atingir 29,1 mil unidades. Em relação a julho do ano passado, as vendas para o exterior caíram 30,8%% e no acumulado do ano, 43,7%, já que foram comercializadas 149,7 mil ante 264,1 mil.

“Foi um mês bom, porque como as empresas ficaram paralisadas durante abril e maio parte desses embarques foram feitos em julho. Havia ainda um represamento de embarques de meses anteriores por conta da liberação de importação do governo argentino e isso foi regularizado parte em julho. O número baixo no acumulado do ano se deve ao fato de que os principais mercados também estão sofrendo pela crise causada pela pandemia”, explicou.

De acordo com a associação, o emprego no setor sofreu variação negativa de 1,2% ao reduzir em julho o número de postos de trabalho de 124.001 (em junho) para 112.517. Na comparação com julho do ano passado, a redução foi de 4,8%. “Já foram 3,5 mil demissões desde o início da pandemia. Houve também casos de PDV [Programa de Demissão Voluntária] e não renovação dos contratos com prazo determinado. A redução dos empregos na indústria automobilística só não é pior porque as empresas estão usando os mecanismos da Medida 936”.

A Lei 14.020/2020, aprovada a partir da Medida Provisória 936, citada por Moraes, instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, como forma de diminuir os efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia do novo coronavírus.  Entre outras medidas, a lei permite a suspensão temporária do contrato de trabalho por até 60 dias e a redução proporcional de salários e da jornada dos trabalhadores pelo período de até 90 dias. 

Segundo Moraes, o setor sempre defendeu a quantidade e qualidade dos empregados porque as pessoas são muito bem preparadas e treinadas em todas as áreas. “São pessoas trabalhando com novas tecnologias, mas a realidade que estamos enfrentando é um novo patamar de mercado e ajustes aconteceram esse mês e podem acontecer nos próximos meses.”

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,36% em julho deste ano, taxa acima do 0,26% de junho deste ano e do 0,19% de julho do ano passado. Este é o maior índice para um mês de julho desde 2016 (0,52%).

Com o resultado, o IPCA acumula taxas de inflação de 0,46% no ano e de 2,31% em 12 meses, de acordo com dados divulgados hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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