Dourados-MS,
Semestre- Camara

Grid List

Foto - Osvaldo Duarte

Dourados

Heberson Júnior Cavalcante de Almeida, encontrado morto na manhã desta segunda-feira (13/8) num conjunto de quitinetes em obra na rua Maipu, região do Jardim Carisma, em Dourados, foi assassinado com duas facadas no pescoço.

No local a perícia encontrou sinais de sangue na parede, o que leva crer que a vítima resistiu ao ataque dos agressores.

Ele estava desaparecido desde a sexta-feira (10/8) depois de sair para jantar com amigos.

A vítima é de Dourados, mas morava em Campo Grande. Heberson passava dias na cidade e foi visto pela última vez num Ford Fiesta branco, com placas HSD-5814.

A polícia ainda não encontrou o veículo e já iniciou investigações sobre quem teria cometido e os motivos do crime. 

De acordo com o apurado no local, o rapaz estava com as mãos e pés amarrados e um pano amarrado junto ao rosto. 

O delegado encarregado das investigações, descarta que o rapaz tenha sido morto pelo chamado "Tribunal do Crime".

 

Dourados News

Maconha e pasta base apreendidos no mesmo ônibus - Foto - 3 BPM

Dourados

Durante a madrugada de sexta-feira (10), policiais do Canil do 3o. BPM realização uma ação no terminal rodoviário de Dourados que culminou na prisão de três jovens por tráfico de drogas.

A primeira prisão ocorreu por volta das 23 horas, quando durante vistoria e busca com os cães farejadores em um ônibus que fazia o itinerário Ponta Porã X Dourados, os policiais acabaram localizado na bagagem de mão de Maríliz Pimentel Cândia (21) moradora na cidade de Dois Irmãos do Buriti/MS, dois tabletes de pasta base de cocaína que totalizou 1,9 quilos da droga. A acusada relatou que foi contratada em Ponta Porã pá trazer a droga até Dourados e entrega a uma pessoa desconhecida na rodoviária, recebendo 400 reais pelo transporte.

O segundo caso ocorreu na abordagem do mesmo ônibus e culminou com a prisão de Tiago Alves da Silva (29) morador na capital do estado, de posse de 3 tabletes de maconha. O acusado relatou ser músico e que faz uso da droga pra se inspirar em novas composições, além de ter comprado a droga pela quantia de 150 reais próximo aos camelos da cidade de Ponta Porã.

Já por volta da 2:50hs, os policiais fizeram a varredura em outro ônibus que fazia o itinerário Ponta Porã X Dourados e localizando uma grande quantidade da droga conhecida como Skunk (Super Maconha). Foram apreendidos 59 pacotes da droga que totalizaram 13,1 quilos de posse de Ana Cristiane da Costa Pereira (28) moradora na cidade de Cuiabá/MT. A acusada relatou ter sido contratada para pegar a droga em Ponta Porã e levar até a cidade de Campo Grande, recebendo 2 mil reais pelo transporte.

Todos os casos foram encaminhado à DEPAC, sendo registrados como tráfico de drogas.

 

Assecom 3 BPM

Bilhete dizia “Não roubar mais nos bairros Terrassa e Cidade Nova” - Foto: Porã News

Outras Cidades

O corpo de um jovem de 20 anos foi encontrado com vários tiros e um bilhete alertando ladrões para que não roubassem nos bairros Terrassa e Cidade Nova, em Ponta Porã. Identificado como Willian David Villalba Espinosa, tinha passagem por roubo e era procurado pela polícia. Quatro homens o sequestraram e executaram em seguida.

De acordo com o site Porã News, no início noite de ontem (10) Willian foi cercado por quatro homens armados. Algumas horas depois foi encontrado com vários disparos no rosto e cabeça, no Jardim Ivone.

Junto ao corpo da vitima foi encontrado um bilhete escrito em espanhol “Não roubar mais nos bairros Terrassa e Cidade Nova”. Este recado seria para os outros ladrões que estariam atuando nos bairros.

Ainda conforme o site Porã News, os autores teriam ainda passado à polícia falsas ocorrências em regiões opostas da cidade a que foi encontrado o corpo.

Crimes como estes dos chamados “justiceiros da fronteira” têm sido registrado na região de fronteira, onde devido ao grande número de roubos e assaltos, algumas pessoas teriam optado por fazer justiça com as próprias mãos.

 

 

Correio do Estado

Foto - Osvaldo Duarte

Dourados

O produtor rural Antônio Biagi Neto, 65, morador em Cristalina, distrito de Caarapó, foi assassinado entre a tarde de terça-feira (7/8) e a madrugada desta quarta após ter a Fiat Strada roubada. A polícia encontrou o corpo dele na MS-156.

Julião Cavaleiro, 20, acabou preso. Ele é o principal suspeito de ter cometido o crime e possui várias passagens, entre elas latrocínio e receptação, além de tentativa de homicídio enquanto menor.

De acordo com o apurado, após o desaparecimento da vítima, familiares acionaram órgãos de segurança pública para comunicar o fato.

Durante investigações, Julião foi preso.

Em ação envolvendo a Polícia Civil de Caarapó, SIG (Setor de Investigações Gerais) de Dourados, DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e Polícia Militar, chegaram ao corpo de Antônio.

Aparentemente morto a pauladas, a vítima estava às margens da MS-156, próximo a um canavial. O veículo dele também foi encontrado na mesma região.

O suspeito pelo crime acabou autuado em flagrante pelo latrocínio – roubo seguido de morte – e a polícia investiga a existência de outro suspeito no assassinato.

 

 

Dourados News

Foto - DOF

Dourados

Foi recuperado poucas horas após o assalto, o carro modelo Toyata Corolla roubado de um taxista, de 64 anos, na manhã deste sábado (4). A vítima mora em Ivinhema e foi acionado para uma falsa corrida até Dourados, onde foi surpreendido pelos dois homens que anunciaram o assalto armados, exigindo que ele saísse do carro.

O veículo foi localizado pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que faziam rondas em busca dos suspeitos do crime. Os policiais encontraram o carro abandonado, na MS-376, anel viário de Dourados, próximo a Penitenciária Estadual de Dourados.

De acordo com a polícia tudo indica que o carro apresentou problemas mecânicos e por isso os assaltantes o deixassem a beira da rodovia.

Até o momento não há pistas do paradeiro dos criminosos. A polícia investiga o caso.

 

Dourados Agora

Corpo foi encontrado em cela da Máxima - Foto: Arquivo/ Correio do Estado

Campo Grande

Detento, de 34 anos, foi encontrado morto na manhã de hoje, dentro da Penitenciária de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande. Ismael Ferreira Araújo estava preso numa cela com outros 12 internos que tem problemas psiquiátricos.

De acordo com boletim de ocorrência registrado, a vítima estava na cela 102, galeria B, pavilhão 4. O corpo de Ismael foi encontrado por volta das 8h30, quando agentes penitenciários foram até o local, que fica na área de saúde do presídio. Não há detalhes sobre a situação em que o corpo estava.

Ainda segundo o registro, uma equipe da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga foi chamada, junto com policiais do Grupo de Operações e Investigações (GOI), além de peritos, estiveram no presídio para investigar o caso, registrado como morte a esclarecer.

“Au au au, o Felipão é genial”. Relembrando os anos 90, assim cantou a torcida do Palmeiras antes de a bola rolar neste domingo, e com um gol de Deyverson, ‘bancado’ por Luiz Felipe Scolari, o Verdão venceu o Vasco por 1 a 0 no Allianz Parque, na estreia do comandante palestrino em sua casa.

Antes de a bola rolar, Felipão já estava encantado com a moderna casa palestrina e despreocupado com o time que mandava a campo: “É um estádio moderno, lindo. Estou muito feliz. Tenho um grupo bom e posso mesclar, deixar alguns titulares no banco”. Mas Scolari deixou todos, menos Bruno Henrique, entre os suplentes.

Pouco por desentrosamento e muito por falta de inspiração, o primeiro tempo no Allianz Parque foi como o novo terceiro uniforme do Palmeiras, estreado neste domingo: sem cor, sem brilho. Parecido com o jogo do meio de semana contra o Cerro Porteño, o Verdão não levou grandes sustos na etapa inicial, mas também não criou.

Os maiores perigos vieram de erros do próprio Alviverde. Estreando pela equipe, Gustavo Gómez, acostumado a sair jogando pelo chão e com passes curtos, não se entendeu com Victor Luis. Após alguns toques do paraguaio, o lateral chegou a reclamar com o companheiro das ‘fogueiras’.

No ataque, a única oportunidade veio com Deyverson, que ganhou de cabeça em lindo cruzamento de Jean, mas Martín Silva defendeu. Do lado vascaíno, Pikachu teve boa chance nos minutos finais do primeiro tempo, mas Weverton pegou.

Esta acabou sendo a única participação do goleiro palestrino no jogo, já que no intervalo ele precisou ser substituído por Jailson. Foi a segunda alteração de Felipão, que já havia sido obrigado a trocar Gustavo Scarpa, que se contundiu sozinho, por Hyoran.

Do lado visitante, Rafael Galhardo deu lugar a Raul. Assim, Andrey foi para a lateral direita e Thiago Galhardo ficou mais centralizado ajudando Giovanni Augusto na armação das jogadas. A mudança melhorou o Cruzmaltino, que ensaiou uma pressão no início da etapa final. No entanto, o Palmeiras, com Deyverson e Lucas Lima inspirados, foi quem abriu o marcador.

Com 15 jogados, Lucas Lima girou na entrada da área e descolou levantamento surpreendente para Hyoran, por trás da zaga adversária. Com todo o tempo do mundo, o meia ajeitou o corpo e cabeceou. A bola encobriu Martín Silva, mas tocou no travessão. No rebote, Deyverson mandou para as redes.

O jogo aéreo ainda funcionou de novo, cinco minutos depois, mas a arbitragem anulou erroneamente o gol de Gustavo Gómez após cobrança de falta de Jean. Os dois tentos sofridos causaram mudanças duplas no Vasco. De uma vez só, os reforços Vinícius Araújo e Maxi López fizeram suas estreias, entrando nos lugares de Giovanni Augusto e Andrés Rios.

Com as alterações, Thiago Galhardo ficou ainda mais centralizado, na armação das jogadas, com Vinícius Araújo aberto pela esquerda e Maxi López buscando o jogo aéreo na frente. As mexidas deram trabalho ao Maior Campeão do Brasil, mas mostrando segurança defensiva, o Alviverde chegou ao quarto duelo com Luiz Felipe Scolari no comando, o quarto sem sofrer gols.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 VASCO

Data: 12 de agosto de 2018, domingo
Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa) e Leone Carvalho Rocha
Público: 30.012
Renda: R$ 1,930.884,80

Cartões amarelos: Luan (PALMEIRAS); Andrey e Maxi López (VASCO)

GOL
PALMEIRAS: Deyverson, aos 15 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Weverton (Jailson); Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Victor Luis; Thiago Santos; Jean, Bruno Henrique, Lucas Lima e Gustavo Scarpa (Hyoran); Deyverson
Técnico: Luiz Felipe Scolari

VASCO: Martín Silva; Rafael Galhardo (Raul), Ricardo, Leandro Castán e Ramon; Leandro Desábato e Andrey; Yago Pikachu, Giovanni Augusto (Vinícius Araújo) e Thiago Galhardo; Andrés Rios (Maxi López)
Técnico: Jorginho

Três dias antes do confronto que valerá a sobrevivência na Copa do Brasil, Corinthians e Chapecoense se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro, na tarde deste domingo, pelo Campeonato Brasileiro. O time paulista, repleto de reservas, largou na frente com um gol de Marquinhos Gabriel, mas cedeu a virada por 2 a 1 no segundo tempo. O estreante argentino Diego Torres anotou em cobrança de falta e Doffo fechou a contagem nos acréscimos.

O resultado fez o Corinthians, com os seus 26 pontos ganhos, ficar ainda mais distante dos primeiros colocados da competição nacional de pontos corridos. A Chapecoense, que estreou o técnico Guto Ferreira, soma 21 e conseguiu se distanciar da zona de rebaixamento.

Os dois times voltarão à Arena Condá já na quarta-feira, mas pela Copa do Brasil. Nesse mata-mata, o Corinthians (que jamais tinha perdido para a Chapecoense; agora, são seis vitórias, três empates e uma derrota) vem de um triunfo por 1 a 0 em Itaquera e depende de um empate para se classificar.

Pelo Braisleiro, só haverá nova rodada no fim de semana que vem. O Corinthians receberá o Grêmio no sábado, enquanto a Chapecoense visitará o líder São Paulo no domingo.

Vantagem rápida
O Corinthians não demorou a abrir o placar na Arena Condá. Logo aos cinco minutos, o time visitante apareceu bem na ponta esquerda com Clayson, que fez o cruzamento para a área. Lá dentro, Roger cabeceou em cima do goleiro Jandrei, e Marquinhos Gabriel apareceu para aproveitar o rebote.

O gol deu tranquilidade ao Corinthians, que, bem organizado em campo, passou a jogar sem pressa. Era o oposto da Chapecoense. O time recém-assumido por Guto Ferreira até tentou dar uma resposta rápida ao adversário, porém esbarrou no seu setor ofensivo, pouco criativo ou envolvente.

Quando queria acelerar o jogo, o Corinthians conseguia incomodar. Atuando mais recuado, Araos voltava a mostrar que foi uma contratação acertada, ditando o ritmo do meio-campo. Mais à frente, Mateus Vital e Clayson se movimentavam bem e acompanhavam o chileno. Ao contrário de Roger.

Aos 33 minutos, Mateus Vital carregou a bola desde o meio-campo até a área da Chapecoense, pela ponta esquerda, clareou e finalizou colocado. Acertou o travessão. Na sobra, Roger mandou a bola para longe, em um dos lances em que destoou negativamente dos seus colegas de ataque.

Reação da Chape
Na esperança de mudar o panorama da partida, Guto Ferreira mexeu na Chapecoense no intervalo. Trocou Victor Andrade por Bruno Silva e viu a sua equipe mudar também de postura, adiantando a marcação e tornando-se mais agressiva. O Corinthians ficou acuado, com grandes dificuldades para cruzar o meio de campo.

Aos 22 minutos, já com Doffo no lugar de Yann Rolim, a Chapecoense teve uma grande oportunidade para empatar. Cássio foi enganado pelo quique da bola ao deixar o gol e só não se complicou porque fez uma defesa fora da área. Acabou punido com o cartão amarelo, para revolta do time da casa, que queria a expulsão do goleiro corintiano.

O protesto foi esquecido rapidamente. Afinal, o estreante Diego Torres aproveitou que Marllon ficou estático na barreira do Corinthians e mandou a bola para a rede na cobrança colocada, para preocupação de Osmar Loss. De imediato, o técnico sacou Clayson (que, ao sair, irritou-se com a provocação de uma torcedora e retrucou com um esguicho de água) e mandou Pedrinho a campo.

A Chapecoense teve outra alteração, a sua última, com Canteros no posto de Diego Torres. Guto Ferreira quase se arrependeu, já que Douglas se machucou em seguida e correu o risco de deixar o gramado. No Corinthians, retiraram-se realmente Marquinhos Gabriel, substituído por Ralf, e Roger, por Emerson Sheik.

As apostas de Loss não surtiram efeito. Muito distante daquele time que havia sido no primeiro tempo, o Corinthians não tinha forças para chegar à vitória. E ainda levou a virada. Aos 49 minutos, a Chapecoense encaixou um contra-ataque e foi premiada pelo gol de Doffo, ficando com a sobra de bola oferecida por Cássio após chute cruzado de Márcio Araújo.

FICHA TÉCNICA
CHAPECOENSE 2 X 1 CORINTHIANS

Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data: 12 de agosto de 2018, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Assistentes: João Luiz Coelho (RJ) e Thiago Henrique Farinha (RJ)
Público: 10.070 pessoas
Renda: R$ 324.005,00
Cartões amarelos: Leandro Pereira (Chapecoense); Cássio e Marquinhos Gabriel (Corinthians)
Cartão vermelho: Barreto (reserva da Chapecoense)
Gols: 
CHAPECOENSE: Diego Torres, aos 24, e Doffo, aos 49 minutos do segundo tempo; CORINTHIANS: Marquinhos Gabriel, aos 5 minutos do primeiro tempo

CHAPECOENSE: Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Amaral, Victor Andrade (Bruno Silva), Yann Rolim (Doffo) e Diego Torres (Canteros); Leandro Pereira
Técnico: Guto Ferreira

CORINTHIANS: Cássio; Mantuan, Léo Santos, Marllon e Carlos Augusto; Gabriel, Araos, Marquinhos Gabriel (Ralf), Mateus Vital e Clayson (Pedrinho); Roger (Emerson Sheik)
Técnico: Osmar Loss

A “lei do ex” não tem falhado no futebol brasileiro. E assim foi na vitória do Atlético sobre o Santos, por 3 a 1, na manhã deste domingo, no Independência. O duelo pelo Campeonato Brasileiro teve sofrimento e bastante raça para o clube alvinegro conseguir o resultado que deixa a equipe na quarta colocação com 30 pontos anotados, já o Peixe segue colocado na zona de rebaixamento, com 18 tentos, na 16ª posição.

O jogo que marcou o reencontro do Atlético com o técnico Cuca – treinador que negociou com o clube mineiro em algum momento da temporada – foi bastante complicado para os dois lados. Além do forte calor, as duas equipes entraram em campo pressionadas. O Atlético foi mais eficiente, e conseguiu fazer o resultado. Já os santistas não curtiram o reencontro com o Ricardo Oliveira: ele marcou dois gols no triunfo e garantiu os três pontos para o Galo.

O Atlético volta a campo no próximo domingo, às 16h (de Brasília), contra o Botafogo, no Engenhão. Já o Santos terá o Cruzeiro, na quarta-feira, pela Copa do Brasil. Já pelo Brasileirão, o Peixe recebe o Sport, no sábado, na Vila, às 16h.

Primeiro tempo

O Atlético entrou em campo com alterações na equipe titular. O técnico Thiago Larghi fez testes durante a semana e a formação o agradou. O treinador atleticano tirou o volante Matheus Galdezani e escalou Nathan no lugar. Já Luan perdeu a vaga para Tomás Andrade.

A partida começou equilibrada. As disputas de meio campo eram intensas. Prova disso é que logo aos 2 minutos, dois jogadores já ficaram caídos no gramado.

Aos 9, o Galo chegou ao gol. No primeiro chute contra a meta de Vanderlei, Tomás Andrade recebeu na esquerda e tocou para Elias. O volante chutou forte, no cantinho e o goleiro santista não conseguiu alcançar.

O Galo, no entanto, recuou após o gol. O Santos aproveitava a situação para utilizar a velocidade e técnica de Rodrygo para buscar o ataque.

Aos 26, o Santos chegou ao empate. Com boa jogada de Rodrygo, na direita, a bola sobrou para Bruno Henrique, já dentro da área. Ele cruzou para Gabriel que mandou para o fundo das redes.

Mesmo com o gol santista, o Atlético não cresceu de rendimento. O Galo ficou travado no meio campo. Seu melhor jogador na etapa inicial, Tomás Andrade, não conseguia ter mais espaços e a armação de jogadas do Galo era inútil. Lá na frente, Ricardo Oliveira ficava ilhado.

Segundo tempo

Na volta para a etapa complementar, o técnico Thiago Larghi mandou Cazares na vaga de Tomás Andrade. A expectativa era ter um time com uma melhor armação de jogadas.

Não funcionou nos primeiros minutos. O jogo ficava bastante travado no meio campo, sem chances claras para os dois lados. O Atlético até conseguia segurar a bola, mas não fazia disso chances. O Santos também apostava na velocidade de Bruno Henrique, mas Emerson marcava bem o adversário.

Após os 20 minutos, com o calor que fazia em Belo Horizonte, os espaços começaram a aparecer. O Atlético soube aproveitar melhor essa situação.

Chará cresceu de rendimento e Elias aparecia bem no ataque. Com isso, o Atlético conseguiu criar mais chances. Primeiro com uma boa chegada de Chará, que chutou forte após tabela com Ricardo Oliveira.

Lances depois, aos 25, Cazares cruzou na medida para Ricardo Oliveira. O atacante desviou de cabeça e a bateu Vanderlei marcou o segundo gol atleticano.

No finalzinho, Ricardo Oliveira recebeu a bola na frente, em contra-ataque rápido, e fechou a contagem: 3 a 1 para o Galo.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 3 X 1 SANTOS

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 12 de agosto de 2018, domingo
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo D’alonso Ferreira
Assistentes: Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes

Gols: Elias, aos 9 minutos do primeiro tempo, Ricardo Oliveira, aos 25 e aos 48 do segundo tempo (Atlético); Gabriel, aos 25 do primeiro tempo (Santos)
Cartões: Maidana, Elias (Atlético)

ATLÉTICO-MG: Victor; Emerson, Léo Silva, Iago Maidana e Hulk; José Welison, Elias (Matheus Galdezani) e Nathan (Luan); Yimmi Chará, Tomás Andrade (Cazares) e Ricardo Oliveira
Técnico: Thiago Larghi

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Lucas Veríssimo e Dodô; Alison (Yuri Alberto), Jean Mota (Diego Pituca) e Léo Cittadini; Rodrygo, Bruno Henrique (Copete) e Gabigol
Técnico: Cuca

Atlético-MG e Santos não apresentam bom futebol e vivem momento ruim na temporada. Em busca da reação, as equipes se enfrentarão na manhã deste domingo, às 11h (de Brasília), no Estádio Independência, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A maior pressão do Galo é por atuações melhores, já que o time ocupa a quinta colocação no Brasileirão, com 27 pontos. Depois da Copa do Mundo, apenas uma vitória foi conquistada. O Peixe, além de jogar mal, está na 15ª colocação, com 18 pontos, e luta contra a zona do rebaixamento.

Para o duelo, o técnico Thiago Larghi fez mudanças na equipe atleticana. O zagueiro Leonardo Silva está com uma inflamação e não vai para a partida. Gabriel será o substituto. Maidana segue na equipe, assim como Emerson, que vai ganhar mais minutos em campo. Na esquerda, Hulk continua, já que Fábio Santos está no departamento médico.

O meio-campo será o mais alterado. O volante Matheus Galdezani perdeu a posição para Nathan, novo armador da equipe. Tomás Andrade treinou na vaga de Luan no ataque. Ricardo Oliveira enfrentará pela primeira vez seu ex-clube.

O Santos também deve fazer mudanças, mas as alterações são um mistério. O técnico Cuca não descarta preservar alguns titulares após o empate com o Ceará, na última quarta-feira, em Fortaleza. A viagem foi desgastante e o preparo físico será exigido no jogo pela manhã.

Dodô cumpriu suspensão e é presença garantida. Diego Pituca briga por posição com Renato, enquanto a camisa 9 segue sendo disputada por Gabigol e Yuri Alberto.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG X SANTOS
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 12 de agosto de 2018, domingo
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo D’alonso Ferreira
Assistentes: Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes

ATLÉTICO-MG: Victor; Emerson, Gabriel, Iago Maidana e Hulk; José Welison, Elias e Nathan; Yimmi Chará, Tomás Andrade e Ricardo Oliveira
Técnico: Thiago Larghi

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca (Renato) e Carlos Sánchez (Jean Mota); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabigol (Yuri Alberto)
Técnico: Cuca

O Botafogo estreia o técnico Zé Ricardo neste domingo, às 11h (de Brasília), no Estádio Durival Britto, em Curitiba (PR), enfrentando o Paraná pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. O novo comandante substitui a Marcos Paquetá, demitido após cinco jogos.

O Glorioso, que vem de empate por 0 a 0 com o Santos, soma 21 pontos e está na parte intermediária da tabela de classificação. Zé Ricardo disse que vive uma grande expectativa para esta estreia.

“Foi uma semana leve de treinos e peguei o grupo motivado, disposto a subir na tabela de classificação e conseguir grandes objetivos. Esta estreia foi muito esperada por mim e a nossa expectativa é a de um bom resultado, mesmo com o Paraná não tendo uma posição na tabela compatível com a qualidade de seu jogo. Enfrentei eles quando dirigia o Vasco e sei que vai ser um jogo muito complicado”, disse o treinador.

A situação do Paraná, que tem 13 pontos, a que Zé Ricardo se refere, é a lanterna do Campeonato Brasileiro. O time trocou de posição com o Ceará após ser derrotado pelo time nordestino por 1 a 0, em casa, na rodada passada. O fato de duelar com o lanterna, entretanto, não é comemorado pelos alvinegros.

“Não podemos levar em consideração a posição dos times na tabela de classificação. O Campeonato Brasileiro sempre apresenta jogos muito equilibrados. Nós empatamos com o Ceará dentro do nosso estádio com o adversário estando na zona de rebaixamento. E foi um duelo dos mais complicados. Portanto, sabemos que as coisas não funcionam dessa maneira. Vamos ser muito exigidos e temos que estar preparados”, disse o volante Rodrigo Lindoso.

Em termos de escalação, o Botafogo terá o reforço do lateral-esquerdo Gilson, que cumpriu suspensão contra o Santos e deve reaparecer na vaga de Yuri. Quem pode ser relacionado é o outro lateral-esquerdo do plantel, Moisés, recuperado da lesão na coxa esquerda. O goleiro Gatito Fernández, recuperado de lesão no punho direito, mas sem jogar desde antes da Copa do Mundo, pode ser outra novidade. Neste caso, Saulo voltaria a condição de reserva.

Pelo lado do Paraná, Rogério Micale sabe que é preciso reagir rapidamente para parar de dar desculpas aos torcedores, que protestaram no meio de semana. “Não temos mais que blindar nada e nem justificar os maus resultados com boas atuações ou excesso de finalizações, pois o que interessa mesmo é a bola na rede. Todos aqui sabem a responsabilidade que possuem dentro do grupo. Vamos enfrentar o Botafogo em casa e precisamos ganhar a partida para começarmos a reagir neste Campeonato Brasileiro. O nosso pensamento está voltado para este jogo”.

O time terá mudanças em relação à formação que perdeu para o Ceará. O meia Nadson, com lesão na coxa direita, fica de fora, o que vai precipitar a entrada de Maicosuel, principal reforço do clube, no time titular. A outra opção, Carlos Eduardo, rescindiu contrato com o clube esta semana. Ainda no meio-de-campo, Leandro Vilela, que não vem agradando, pode ser barrado e neste caso a vaga ficaria com Alex Santana.

FICHA TÉCNICA 
PARANÁ-PR X BOTAFOGO-RJ

Local: Estádio Durival Britto, em Curitiba (PR)
Data: 12 de agosto de 2018 (Domingo)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP) e Rogerio Pablos Zanardo (SP)

PARANÁ: Richard, Júnior, René Santos, Rayan e Igor; Leandro Vilela (Alex Santana), Torito González e Maicosuel; Silvinho, Rodolfo e Rafael Grampola
Técnico: Rogério Micale

BOTAFOGO: Gatito Fernández, Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson; Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Luiz Fernando e Leonardo Valencia; Rodrigo Pimpão e Kieza
Técnico: Zé Ricardo

Foto - Divulgação

Futebol

Vivendo um bom momento na temporada, com a retomada do bom futebol e reencontrando o caminho das vitórias, o Atlético Paranaense vai a Fortaleza, onde neste sábado, às 16 horas (de Brasília), encara o Ceará. Será um duelo dentro da zona de rebaixamento com cara de decisão, já que pontos somados diante de adversários diretos podem ser decisivos na manutenção das equipes na Série A do Campeonato Brasileiro ao final da competição.

O técnico Tiago Nunes, até para evitar o desgaste pela maratona de jogos e viagens do Rubro-Negro, pode fazer algumas mudanças no time. O meia argentino Lucho González, por exemplo, deve ser poupado. Com isso, apesar do retorno de Wellington, Bruno Guimarães seguiria no time titular. Na zaga, Wanderson deve retornar ao time após cumprir suspensão diante do Peñarol, pela Copa Sul-americana. Em compensação, Paulo André e Thiago Heleno seguem vetados pelo departamento médico. Já o atacante Pablo, um dos destaques desta nova fase, está fora para cumprir suspensão automática.

O atacante Marcinho alertou para a força da equipe cearense jogando no Presidente Vargas e, para superar as dificuldades, quer a equipe com a mesma pegada das últimas partidas. “É um confronto direto, precisamos estar preparados. Será difícil jogar aqui, porque depois que mudaram o mando de campo ainda não perderam. Vamos procurar jogar da mesma maneira que jogamos os últimos jogos, pois precisamos pontuar fora de casa”, afirmou.

O Vozão vem de um empate amargo diante do Santos, em partida que saiu na frente e dominou as ações. Os dois pontos podem fazer falta em uma briga que promete ser acirrada contra a zona de rebaixamento e terá mais um capítulo diante do Furacão, o terceiro confronto direto seguido o Alvinegro. O foco agora é acertar a pontaria, o ponto fraco diante do Peixe, e deixar para trás mais um adversário na classificação.

FICHA TÉCNICA
CEARÁ X ATLÉTICO-PR

Local: Estádio Presidente Vargase, em Fortaleza (CE)
Data: 11 de Agosto de 2018, sábado
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

CEARÁ: Everson, Fabinho, Tiago Alves, Luiz Otávio e João Lucas; Edinho, Richardson e Calyson; Juninho Quixadá, Felipe Azevedo e Arthur
Técnico: Lisca

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Wanderson, Léo Pereira e Renan Lodi; Wellington e Bruno Guimarães; Marcelo, Raphael Veiga e Marcinho; Bergson
Técnico: Tiago Nunes

Duas décadas após vitimar a Seleção Brasileira na decisão da última Copa do Mundo que sediou, a França voltou a levantar o mais cobiçado troféu do planeta. O time comandado por Didier Deschamps, campeão como jogador em 1998, fez 4 a 2 sobre a Croácia na final deste domingo, no Estádio Luzhnikí, em Moscou, e igualou Argentina e Uruguai como detentora de dois títulos mundiais.

Agora, a França só está atrás de Brasil, com as suas cinco conquistas, e Alemanha e Itália, com quatro cada, no rol de maiores vencedores de Copas do Mundo. Os franceses ainda deixaram para trás Espanha e Inglaterra, ambas com uma taça, enquanto a Croácia precisou se contentar com o vice-campeonato, a sua melhor campanha em Mundiais. Em 1998, havia sido terceira colocada, posto hoje ocupado pela Bélgica.

Para superar os croatas, a França teve a mesma prudência das fases anteriores da Copa do Mundo da Rússia. Suportou a pressão inicial da equipe adversária e abriu o placar com um gol contra de Mandzukic. Absorveu o empate, que veio com Perisic, e voltou a ficar à frente ainda no primeiro tempo, em pênalti convertido por Griezmann. Na segunda etapa, Pogba e Mbappé transformaram o triunfo em goleada, e Mandzukic descontou em falha feia do goleiro Lloris.

 

 

Polêmicas e gols


A Croácia rejeitou o jogo estudado nos primeiros minutos da final da Copa do Mundo. Vindo de três prorrogações, o time dirigido por Zlatko Dalic aproveitou o fôlego inicial para partir para cima da França, aparentemente surpreendida pela postura da seleção adversária.

Os franceses, no entanto, não mudaram o estilo que marcou a sua campanha no Mundial. Com um jogo cauteloso desde a fase de grupos, a equipe de Didier Deschamps teve paciência para conter o ímpeto da Croácia e, aos poucos, começar a se soltar no gramado.

Aos 17 minutos, a França abalou, de fato, os croatas. Griezmann sofreu uma falta na ponta direita bastante contestada pela seleção adversária e apresentou-se para a cobrança. Ele levantou a bola na área, onde Mandzukic fez a torcida brasileira recordar Fernandinho, protagonista de lance infeliz contra a Bélgica, e cabeceou para anotar o gol contra.

Com a vantagem no marcador, a torcida francesa passou a cantar ainda mais alto no Estádio Luzhnikí, sobrepondo-se à maioria croata. Dentro de campo, o país campeão mundial de 1998 também parecia que tiraria proveito do momento para se impor diante da finalista inédita de Copas do Mundo.

A superioridade francesa, contudo, durou dez minutos. Aos 27 minutos, Modric bateu falta ensaiada, jogando a bola para o lado direito da área. Mandzukic e Rebic desviaram pelo alto até Vida escorar para Perisic. O meia da Internazionale cortou para a esquerda para se desvencilhar de Kanté e chutou forte e cruzado para empatar o jogo.

A França reagiu. Aos 35 minutos, Griezmann bateu um escanteio da direita, e Perisic tocou a bola com o braço ao afastar para a linha de fundo. O árbitro argentino Néstor Pitana já havia assinalado novo tiro de canto quando começou a ser convencido pela reclamação de Matuidi, que viu o lance, e seus compatriotas a consultar o VAR.

Pitana, então, correu em direção ao monitor instalado à beira do gramado. Demorou, mas assinalou o pênalti a favor da França. Griezmann, o homem das bolas paradas, ignorou a movimentação provocativa do goleiro Subasic, deslocou o oponente e recolocou a sua nação à frente no placar.

 

Virou goleada


Com mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo, a Croácia iniciou o segundo sem alterações, esperançosa de que seria recompensada pela ofensividade. A França, como tinha feito na semifinal a ponto de enervar a Bélgica, não teve vergonha de se fechar e ficar armada para os contra-ataques.

O primeiro susto por meio de contragolpe ocorreu aos seis minutos. O astro Mbappé, apagado até então, foi lançado por Pogba e acelerou pela ponta direita, caçado por Vida. Só parou quando Subasic surgiu diante dele para fazer a defesa, em lance tão veloz quanto um grupo de torcedores que invadiu o campo pouco depois.

Embora a estratégia já tivesse mostrado potencial, a França resolveu se precaver também defensivamente, trocando Kanté, que tinha cartão amarelo, por N’Zonzi. Já Pogba, mesmo com algumas falhas na marcação, permaneceu no gramado. Para a alegria dos franceses.

Aos 13 minutos, Pogba fez mais um lançamento para Mbappé, que, desta vez, cruzou quando avançou à linha de fundo direita. Griezmann reteve a bola e rolou para trás, onde já tinha chegado o volante do Manchester United. Ele finalizou forte, carimbou a marcação e ficou com o rebote. Na segunda tentativa, estufou a rede.

A França assumiu o controle da decisão a partir de então. Abatida, a Croácia dava sinais de ter enfim acusado o desgaste físico, deixando a bola mais tempo nos pés dos franceses. Aos 19 minutos, Mbappé desferiu novo golpe ao ter espaço para concluir rasteiro de fora da área. Subasic, que nem esticou o braço, aceitou.

O quarto gol fez a França relaxar no Luzhnikí. Até demais. Aos 23, Varane recuou a bola para Lloris, que, cheio de confiança, tentou driblar Mandzukic. Não conseguiu. O centroavante croata dividiu com firmeza e mandou a bola para dentro, desta vez a favor do seu país.

Diminuir a considerável vantagem francesa fez a Croácia reavivar as suas esperanças, mas não tanto. Bem protegida, agora com Tolisso e Fekir nos lugares de Matuidi e Giroud, a França sabia administrar a partida, apenas à espera do momento de levantar, em 15 de julho de 2018, o troféu que Zinedine Zidane conquistou em 12 de julho de 1998.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 4 X 2 CROÁCIA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 15 de julho de 2018, domingo
Horário: 12 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernán Maidana e Juan Belatti (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: Kanté e Hernández (França)
Gols: FRANÇA: Mandzukic (contra), aos 17, e Griezmann, aos 37 minutos do primeiro tempo; Pogba, aos 13, e Mbappé, aos 19 minutos do segundo tempo; CROÁCIA: Perisic, aos 27 minutos do primeiro tempo; Mandzukic, aos 23 minutos do segundo tempo

FRANÇA: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Kanté (N’Zonzi), Pogba, Mbappé, Griezmann e Matuidi (Tolisso); Giroud (Fekir)
Técnico: Didier Deschamps

CROÁCIA: Subasic; Versaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pjaca); Brozovic, Rakitic, Rebic (Kramaric), Modric e Perisic; Mandzukic
Técnico: Zlatko Dalic

A história da Copa do Mundo 2018 está prestes a ganhar seu capítulo final. Após 31 dias, 63 jogos e 163 gols, chegou a horá do imponente Estádio Lujniki receber a final do mundial. Croácia e França se encontram de forma inédita em uma decisão, às 12h (de Brasília).

Vitoriosa em 1998, a França persegue seu segundo título mundial em sua terceira final no intervalo de dez anos. A Croácia, por sua vez, vai em busca do troféu inédito numa campanha que superou o histórico terceiro lugar conquistado justo na Copa que o adversário levou o troféu para a casa. Naquela ocasião, a seleção croata foi eliminada na semifinal para a... campeã França.

A decisão também vai colocar em lados opostos os candidatos ao título de melhor jogador da Copa do Mundo: Luka Modric e Kylian Mbappé. A conquista do torneio e uma boa exibição na decisão será decisiva na eleição. 

Estádio Lujniki preparado para receber a final da Copa do Mundo (Foto: Divulgação / FIFA)
Estádio Lujniki preparado para receber a final da Copa do Mundo (Foto: Divulgação / FIFA)

 

França x Croácia
12h - Estádio Lujniki, Moscou 
Final da Copa do Mundo 2018 

A França chega pronta para subir de patamar e se afirmar como potência mundial. É sua terceira decisão de Copa do Mundo em 20 anos, algo que nenhum outro país atingiu nesse período. Se vencerem, os franceses conquistarão o bicampeonato, igualando-se a Argentina e Uruguai, e deixando Espanha e Inglaterra para trás.

A campanha da França até aqui é praticamente irretocável. São cinco vitórias (nenhuma na prorrogação) e um empate (contra a Dinamarca, na última rodada da fase de grupos, quando já estava classificada e poupou alguns titulares). 

Mais do que isso: a França pode se orgulhar de ter ficado atrás no placar por apenas nove minutos nos seis jogos que disputou, ou seja, 1,66% do total de 540 minutos (sem contar os acréscimos). Esse raro momento de desvantagem ocorreu quando levou a virada da Argentina no início do segundo tempo, com gol de Mercado, nas oitavas de final, no minuto 48 (3 do segundo tempo). O empate com Pavard veio aos 57 (12 do segundo tempo). No total, a França esteve em vantagem por 212 minutos (39,25% do tempo de seus seis jogos) e em igualdade nos outros 319 (59,07%). 

Mbappé é a grande esperança da França para a final da Copa do Mundo (Foto: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images)
Mbappé é a grande esperança da França para a final da Copa do Mundo (Foto: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images)

A França aposta muito na técnica de Griezmann e na velocidade de Mbappé, cada um com três gols na Copa. O centroavante Giroud ainda não marcou nenhum, mas continua com moral com o técnico Deschamps, por seu valor tático, de segurar a bola e abrir espaço para os colegas de time.

– Não há nada mais bonito nem mais forte do que estar em uma final de Copa do Mundo. Trabalhamos da melhor maneira possível para termos uma boa partida. Não há euforia aqui, mas estamos num nível de satisfação muito grande. 

Deschamps pode entrar para seleto grupo de vencedores da Copa como jogador e técnico (Foto: Lars Baron - FIFA via Getty Images)
Deschamps pode entrar para seleto grupo de vencedores da Copa como jogador e técnico (Foto: Lars Baron - FIFA via Getty Images) 

Esta já é a campanha mais expressiva da Croácia na história das Copas do Mundo. Participante como estado independente desde 1998 (onde conquistou o terceiro lugar), a seleção croata vai disputar sua primeira decisão de mundial. Se há dez anos o líder era Davor Suker, a chamada geração de ouro também tem seu craque bem definido: Luka Modric. Porém, desta vez, a seleção conta com uma constelação de coadjuvantes de luxo: Subasic, Vrsaljko, Rakitic, Perisic e Mario Mandzukic.

No jargão moderno do futebol, dá para dizer que a Croácia "aprendeu a sofrer" nesta fase de mata-mata da Copa do Mundo. A classificação para a final foi conquistada com prorrogações nas oitavas, quartas e semifinal. Só a última partida com a Inglaterra não precisou ser decidida nos pênaltis. Um desafio físico para a Croácia que jogou, além do tempo normal, mais 90 minutos - um "jogo a mais" nesta Copa do Mundo. 

Modric pode se credenciar ao título de melhor do mundo com a conquista da Copa do Mundo (Foto: REUTERS/Ivan Alvarado)
Modric pode se credenciar ao título de melhor do mundo com a conquista da Copa do Mundo (Foto: REUTERS/Ivan Alvarado)

Aliás, as duas decisões por pênaltis também serviram para que um novo herói croata florescesse: Danijel Subasic. Ele pegou até aqui quatro cobranças de pênaltis em dez - um recorde ao lado do argentino Goycochea, em 1990.

Para a partida contra a França, o técnico Zlakto Dalic não terá nenhum problema para escalar o time, que treinou em clima descontraído na véspera. Força máxima em busca do título inédito. Embora tenha disputado três prorrogações, a equipe não tem lesionados, nem suspensos. 

- Nós podemos fazer mais, nós queremos fazer nosso país orgulhoso. Os croatas deixaram de lado todos os problemas para celebrar a Copa e ficaram orgulhosos. Os fãs e as pessoas que estão no nosso país nos motivam muito. Espero que tenhamos 4 milhões de pessoas nas ruas da Croácia amanhã celebrando uma grande festa, talvez fazendo as celebrações que fazem no Brasil e na Argentina - disse Dalic.

A campanha da Croácia tem até aqui 12 gols marcados e 11 sofridos. Foram 100 finalizações até aqui, a terceira maior marca da Copa. A artilharia do time é dividida entre Luka Modric, Perisic e Mario Mandzukic, todos com dois gols marcados. Por outro lado, a seleção croata é que mais sofreu cartões amarelos na competição: 14.

Prováveis escalações

FRANÇA: Lloris, Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernandez; Kanté, Pogba e Matuidi; Griezmann, Mbappé e Giroud. Técnico: Didier Deschamps
Desfalques: nenhum

CROÁCIA: Subasic, Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic; Brozovic, Rakitic e Modric; Perisic, Rebic e Mandzukic. Técnico: Zlakto Dalic
Desfalques: nenhum

Arbitragem 

  • Árbitro principal: Néstor Pitana (Argentina)
  • Assistente 1: Hernan Maidana (Argentina)
  • Assistente 2 :Juan Pablo Belatti (Argentina)
  • Quatro árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)

 

Globo Esporte

A Bélgica encerrou sua campanha na Copa do Mundo de 2018 de forma honrosa neste sábado, em São Petersburgo. Enfrentando a Inglaterra pelo terceiro lugar da competição, os Red Devils foram cirúrgicos logo no início da partida, assim como já haviam sido contra o Brasil, nas quartas de final, e acabaram vencendo os adversários por 2 a 0, graças aos gols de Meunier, aos três minutos de jogo, e Hazard, já no final do segundo tempo.

Com o resultado, o time comandado pelo técnico Roberto Martínez entrou para a história do futebol belga. Nenhuma geração do país chegou tão longe quanto essa de 2018 em uma Copa do Mundo. Em 1986, a Bélgica também foi eliminada na semifinal, porém, na disputa pelo terceiro lugar acabou derrotada pela França.

A Inglaterra, por sua vez, perdeu a grande oportunidade de fazer sua melhor campanha em Mundiais desde o título em 1966, quando sediou o torneio. Neste sábado o técnico Gareth Southgate levou a campo uma equipe sem quatro titulares e, embora tenha assegurado o comprometimento de seus jogadores no confronto com os belgas, não se esforçou muito para superar a campanha de 1990, quando os ingleses disputaram o terceiro lugar e acabaram derrotados pela Itália.

O jogo – A Bélgica iniciou a partida de maneira avassaladora neste sábado. Sem dar espaços à Inglaterra, o time do técnico Roberto Martínez foi cirúrgico em sua primeira oportunidade, logo aos três minutos, e desta maneira acabou abrindo o placar. Em contra-ataque fulminante, Chadli recebeu ótima enfiada de bola de Lukaku e cruzou na medida para Meunier, que se antecipou ao zagueiro para chegar finalizando de primeira dentro da área, sem chances para o goleiro Pickford.

Embpolgados com o gol precoce, os belgas continuaram pressionando a Inglaterra e por pouco não ampliaram aos 11 minutos, quando De Bruyne recebeu de Lukaku e bateu sem tomar distância, na tentativa de iludir o zagueiro. Antes de chegar ao gol, a bola ainda contou com desvio da defesa inglesa, mas o goleiro adversário estava esperto para fazer a defesa.

A Inglaterra só foi responder, de fato, aos 22 minutos, com seu artilheiro, Harry Kane. Sterling ajeitou para o camisa 9 na entrada da área, porém, ele não pegou bem na bola e a viu sair mascada pela linha de fundo.

Antes do intervalo, a Bélgica ainda teve mais duas oportunidades para ir ao vestiário com uma vantagem ainda maior no placar. Aos 34 minutos, Hazard recebeu bom passe de De Bruyne dentro da área e tentou a finalização, mas foi travado na hora “h” pelo zagueiro Stones. Na sequência, após cobrança de escanteio, foi a vez de Alderweireld completar a sobra do chute de Tielemans e mandar rente ao travessão, assustando o goleiro Pickford.

Segundo tempo

A Inglaterra voltou para o segundo tempo disposta a reverter o jogo. Para isso, o técnico Gareth Southgate promoveu duas alterações em sua equipe: a entrada de Lingard na vaga de Rose e Rashford no lugar de Sterling. As mudanças pareceram ter surtido efeito aos nove minutos, quando Lingard bateu cruzado dentro da área e viu Harry Kane se jogar na bola na tentativa de um desvio para o gol, o que não aconteceu.

A Bélgica, por sua vez, não deixou barato e respondeu logo em seguida. De Bruyne encontrou uma brecha mínima entre os zagueiros adversários e tocou em profundidade para Lukaku. O atacante, porém, não conseguiu dominar a bola da forma que queria e, frente a frente com Courtois, a viu escapar de seus pés, desperdiçando grande oportunidade.

Tentando correr atrás do prejuízo, a Inglaterra seguiu pressionando a Bélgica no restante da partida. Aos 24 minutos, a melhor chance dos Three Lions. Eric Dier, do Tottenham, tabelou com Jesse Lingard e saiu na cara do gol. O volante ainda tocou por cima do goleiro, mas, antes de a bola cruzar a linha, Alderweireld apareceu de forma providencial para afastar o perigo.

Se a Inglaterra não aproveitou sua grande oportunidade, a Bélgica fez o seu dever de casa. Aos 36 minutos, De Bruyne arrancou pelo meio e acionou Eden Hazard na esquerda. O atacante do Chelsea invadiu a área e tocou na saída do goleiro, estufando as redes e assegurando o histórico terceiro lugar da ótima geração belga.

FICHA TÉCNICA
BÉLGICA 2 X 0 INGLATERRA

Local: estádio Krestovsky, em São Petersburgo (RUS)
Data: 14 de julho de 2018 (sábado)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (IRN)
Assistentes: Reza Sokhandan (IRN) e Mohammadreza Mansouri (IRN)

Gols: Meunier, aos três minutos do 1ºT; Hazard, aos 36 minutos do 2ºT (Bélgica)
Cartões amarelos: Maguire e Stones (Inglaterra); Witsel (Bélgica)

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Meunier, Witsel, Tielemans (Dembélé) e Chadli (Vermaelen); De Bruyne, Lukaku (Mertens) e Hazard
Técnico: Roberto Martínez

INGLATERRA: Pickford; Jones, Stones e Maguire; Trippier, Loftus-Cheek (Dele Alli), Dier, Delph e Rose (Lingard); Sterling (Rashford) e Kane
Técnico: Gareth Southgate

 

Gazeta Esportiva

 

O atacante inglês Harry Kane tem uma missão particular na partida deste sábado:

Copa 2018

Bélgica e Inglaterra voltam a se enfrentar neste sábado (14) na Copa do Mundo e, mais uma vez, será uma partida de objetivos mornos. Se, na primeira fase, as duas seleções entraram em campo já classificadas e com times reservas, hoje belgas e ingleses disputam o terceiro lugar da competição. As duas seleções do Grupo G chegaram até as semifinais e perderam. O terceiro lugar é tudo que lhes resta.

Nas entrevisrtas coletivas, entretanto, o discurso oficial das duas seleções é valorizar a partida. Para a Bélgica, vale o melhor desempenho do país em copas. Em 1986, quando disputou a terceira posição, perdeu para a França na prorrogação e terminou em quarto lugar.

“Temos o dever de terminar em terceiro pelo país, pelo time e pelos jogadores. Não temos a oportunidade de jogar este tipo de partida de Copa todo dia. Estamos motivados, mesmo a noite após a [derrota na] semifinal tendo sido dura”, disse o meio-campo Axel Witsel.

A Inglaterra não precisa vencer para ostentar um novo recorde para o país. Foi campeã do mundo em 1966, mas pode garantir a melhor colocação em uma copa desde então; e lá se vão 52 anos. Em 1990, disputou o terceiro lugar, mas foi derrotada pela Itália. E, desde o longínquo ano do título, o quatro lugar foi o melhor que conseguiram em um Mundial.

O técnico inglês, Gareth Southgate, não negou a dificuldade em lidar com a derrota para a Croácia, vinda no segundo tempo da prorrogação. “Em termos de mentalidade, é óbvio que foram dois dias realmente difíceis para nós. Estávamos a 20 minutos da final da Copa e a razão para estarmos aqui era alcançar o objetivo maior. Emocionalmente, têm sido dois dias difíceis.”

Ainda que não seja nas condições esperadas, esta é a chance de a Inglaterra vencer um adversário de primeira linha do futebol mundial no torneio. Tirando a própria Bélgica, que enfrentou na primeira fase com time reserva – e perdeu –, jogou contra Tunísia, Panamá, Colômbia, Suécia e Croácia, sendo derrotada por esta última na semifinal.

“A Bélgica tem estado em uma jornada brilhante e quer terminar bem [a Copa], assim como nós. Existem alguns jogadores excelentes no espetáculo, e será um bom teste para nós. Não vencemos um desses times de primeira linha ainda, então temos que agarrar a oportunidade que temos”, disse Southgate.

Artilharia

O atacante inglês Harry Kane tem uma missão particular na partida deste sábado: confirmar a artilharia da Copa da Rússia. Ele tem seis gols no torneio, até agora, e poderá garantir a artilharia hoje. Para isso precisará contar com a ajuda de seus companheiros de defesa, porque o segundo colocado, com quatro gols, é justamente o centroavante da Bélgica, Romelu Lukaku.

A missão de Kane, porém, não parece ser das mais difíceis. Lukaku precisaria marcar três gols para superá-lo, mas dentro que o cardápio da partida apresenta, este é um dos temperos disponíveis.

 

Agencia Brasil

A Croácia enfrentou sua terceira prorrogação seguida e eliminou a Inglaterra com um gol salvador de Mandzukic, em virada na prorrogação. Os croatas vão para a primeira final de Copa do Mundo da sua história após uma partida de altos e baixos. Foram dominados no primeiro tempo por uma Inglaterra que marcou um gol cedo, aos 5 minutos, mas se acomodou com o resultado e perdeu boas chances de ampliar. No segundo tempo, a Croácia apareceu, fazendo a melhor performance desde a fase de grupos.

“Estamos na final. Foi merecido. Não fui eu [o responsável pela vitória], foram os jogadores. O que esses meninos fizeram hoje, o quanto lutaram e correram, isso tem que ficar na história”, disse o técnico da Croácia, Zlatko Dalic após a partida.

Inglaterra enfrenta a Croácia pela Semi final da Copa do Mundo 2018
A Croácia ataca o gol da Inglaterra em partida com virada após gol inglês no início do jogo (Kai Pfaffenbach/Reuters/Direitos reservados)

A Croácia correu e lutou. Mesmo quando o ataque parecia nulo, com Rebic e Mandzukic errando tudo que tentavam, a defesa foi sólida na maior parte do tempo. Quando funcionou, o ataque teve a colaboração fundamental do lateral Vrsaljko e do meia Perisic.

O artilheiro inglês Harry Kane foi discreto. Desperdiçou as poucas chances que teve e jogou recuado, buscando o jogo no meio campo na maior parte do tempo. A Inglaterra cai em uma semifinal de Copa do Mundo novamente, após 28 anos.

Primeiro tempo: 1 a 0

A Inglaterra começou o jogo a todo vapor. Logo aos cinco minutos, Modric derrubou Dele Alli perto da meia-lua da área. O lateral Trippier fez uma cobrança perfeita e não deu chances para o goleiro Subasic. A Inglaterra conseguia seu gol no início da partida. Era o cenário perfeito para o time do técnico Gareth Southgate.

Com o gol cedo, a disposição para atacar passou para o lado croata. A Croácia, que teve dificuldades para marcar gols nas fases eliminatórias da Copa, precisava empatar o jogo, mas esbarrava no sistema defensivo inglês e no próprio nervosismo.

A Inglaterra aproveitou os espaços e quase marcou em jogadas de velocidade. Pegando a defesa desarrumada, Harry Kane quase marcou e perdeu dois gols incríveis. Para sorte dele, o juiz marcou impedimento nas duas chances. Em uma delas, o impedimento era duvidoso.

A Croácia pouco ameaçou na primeira etapa. A melhor chance foi nos minutos finais. Após um erro de saída de bola do goleiro Pickford, Rakitic entrou na área, deu um lençol no zagueiro, mas, na hora de ajeitar para o chute, foi desarmado.

Segundo tempo: 1 a 1

O segundo tempo mostrou um jogo mais consistente da Croácia no ataque. A Inglaterra tinha espaço para contra-ataques e a partida ficou movimentada. O sistema defensivo inglês, eficiente até então, ruiu aos 22 minutos do segundo tempo. Vrsaljko cruzou pela direita e Perisic foi mais esperto que a defesa inglesa. Se antecipou de Trippier e Walker e, na base da raça, deu um toque providencial para o gol.

A Inglaterra sentiu o gol sofrido. O sistema defensivo inglês perdeu a concentração e passou a errar muito, principalmente nas saídas de bola. A Croácia melhorou no jogo e criou as melhores oportunidades a partir de então. Perisic teve a chance de marcar seu segundo gol, mas a bola bateu na trave. No rebote, Rebic chutou em cima de Pickford.

Prorrogação: 2 a 1

A Croácia foi melhor até o final do segundo tempo, mas não teve forças para virar o jogo. Os dois times foram para a prorrogação. Foi a terceira prorrogação seguida da Croácia. A Inglaterra melhorou na prorrogação e conseguiu reequilibrar a partida. O segundo tempo da prorrogação mostrou uma Croácia ofensiva novamente. E chegou ao gol da vitória com Mandzukic, que fez um gol típico de centroavante, aproveitando uma bola sobrada na área. Mesmo perdendo, a Inglaterra não teve forças para pressionar a Croácia, que foi eficiente na defesa e esperta no ataque. Quando recuperavam a bola, gastavam tempo no ataque.

Após o apito final de um jogo tenso, a Croácia pode comemorar a primeira final de Copa da história. Croatas e franceses se enfrentam na final no próximo domingo (15), ao meio-dia. A decisão do terceiro lugar, entre Bélgica e Inglaterra será no sábado (14), às 11h.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA 2 X 1 INGLATERRA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 11 de julho de 2018, quarta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)
Público: 78.011 pessoas
Cartões amarelos: Mandzukic e Rebic (Croácia); Walker (Inglaterra)
Gols: CROÁCIA: Perisic, aos 22 minutos do segundo tempo, e Mandzukic, aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação; INGLATERRA: Trippier, aos 4 minutos do primeiro tempo

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic, Rebic (Kramaric), Modric (Badelj) e Perisic; Mandzukic (Corluka)
Técnico: Zlatko Dalic

INGLATERRA: Pickford; Walker (Vardy), Stones e Maguire; Trippier, Henderson (Dier), Dele Alli, Lingard e Young (Danny Rose); Sterling (Rashford) e Harry Kane
Técnico: Gareth Southgate

 

Quem será o adversário da França na final da Copa do Mundo? A resposta acontece nesta quarta-feira, às 15h (de Brasília), com o duelo entre Inglaterra e Croácia, no Estádio Lujniki, em Moscou. Aliás, uma semifinal com um quê de surpresa, uma vez que nenhuma das duas seleções figurava no hall dos favoritos antes de a bola rolar na Rússia.

Embalado pelo hit que brada que o "futebol está voltando para casa", a Inglaterra, do artilheiro do mundial Harry Kane, persegue seu segundo título de Copa do Mundo. Do outro lado, capitaneada por Luka Modric, uma Croácia que ainda persegue sua primeira final de Copa do Mundo da história.

Inglaterra x Croácia
15h - Estádio Lujniki, Moscou 
Semifinais da Copa do Mundo 

Após desembarcar na Rússia sob o fantasma da geração de Suker, a Croácia volta a uma semifinal de Copa do Mundo após 20 anos podendo inclusive superar o terceiro lugar conquistado em 1998, na França. Agora, a considerada safra de ouro da seleção europeia tem a chance de levar o país à primeira final de mundial.

Aliás, a Croácia é a única seleção ainda viva que não conquistou uma Copa do Mundo. Inglaterra e França tem um título cada. E se faltam títulos, sobram nomes de peso no time que Zlatko Dalic levou à Rússia: Ivan Rakitic, Mario Mandzukic, Ivan Perisic... Todos nomes importantes no futebol europeu. Porém, mesmo neste elenco estelar, a vaga de protagonista é indiscutivelmente de Luka Modric.

Um craque que anda devendo nos jogos de mata-mata após uma primeira fase em alto nível. O título de herói nesta fase cabe ao goleiro Danijel Subasic, que já pegou quatro cobranças de pênalti nesta Copa do Mundo - recorde ao lado do argetino Goycochea, em 1990. Um outro coadjuvante de luxo, porém, é problema. O lateral-direito Vrsaljko, que vinha fazendo grande mundial, sentiu um problema no joelho e está fora. 

Modric celebra classificação para a final da Copa (Foto: Kai Pfaffenbach / Reuters)
Modric celebra classificação para a final da Copa (Foto: Kai Pfaffenbach / Reuters) 

A Croácia também teve outro problema para lidar. Mas este fora do campo. Após a classificação para a semifinal, o zagueiro Vida apareceu em um vídeo ao lado do observador técnico, Ognjen Vukojevic, fazendo reverência à Ucrânia, que vive tensão política com a Rússia desde 2013 e que culminou com a ocupação da península da Crimeia. O membro da comissão técnica foi afastado pela federação croata, mas o zagueiro acabou poupado.

Por conta das manifestações de Vida, é esperado que os torcedores russos não incentivem a seleção croata no estádio da final. Alheio à polêmica, o técnico Dalic preferiu falar da seleção inglesa e garantiu que a Croácia respeita, mas não teme o adversário.

- Eles têm muitos jogadores jovens com grande ritmo. Há uma sensação de euforia na Inglaterra de que "o futebol está voltando para casa". Temos grande respeito pela Inglaterra, mas não temos medo deles. 

Vida se envolveu em polêmica após a classificação para semifinal (Foto: Shaun Botterill/Getty Images)
Vida se envolveu em polêmica após a classificação para semifinal (Foto: Shaun Botterill/Getty Images)

O English Team chegou às semis depois de 28 anos. Agora, o objetivo é chegar à finalíssima para superar os 52 anos fora da decisão de uma Copa do Mundo. A última foi no Mundial em que foi anfitrião quando conquistou o primeiro e único título da competição. Embalado pelo hit "Football is coming home", criado para a Euro de 96 e relembrado na Rússia, a Inglaterra vai ter todo elenco à disposição diante da Croácia.  

Harry Kane é o artilheiro da Copa do Mundo com seis gols (Foto: Reuters)
Harry Kane é o artilheiro da Copa do Mundo com seis gols (Foto: Reuters)

Depois de vencer sem dificuldades a Suécia, nas quartas, Southgate mantém seu esquema de sucesso da Copa no 3-5-2 e tem na bola parada e no artilheiro Kane o trunfo para seguir adiante. Além disso, o goleiro Pickford é destaque. Questionado antes do Mundial, o goleiro do Everton superou a desconfiança e já protagonizou alguns milagres nos jogos. 

Uribe acerta um chute incrível e Pickford faz milagre aos 46 do 2º tempo
Uribe acerta um chute incrível e Pickford faz milagre aos 46 do 2º tempo

Gareth Southgate projetou a partida desta quarta-feira contra os croatas e disse que o duelo será um "teste" para a seleção em função da qualidade dos adversários.

- Para um país que sempre teve uma população pequena, a Croácia sempre produziu jogadores incríveis. Será um grande teste para nós, mas estamos na semifinal da Copa e para eles não será diferente. Temos jogadores que ganharam troféus pelos seus clubes, que jogaram finais neste ano. Jesse Lingard e Marcus Rashford ganharam um troféu europeu mesmo sendo muito jovens. Eles estão preparados para grandes testes.  

Prováveis escalações 

CROÁCIA: Subasic; Vida, Corluka, Lovren, Strinic; Brozovic, Rakitic; Rebic, Modric, Perisic; Mandzukic. Técnico: Zlatko Dalic
Desfalques: Vrsaljko

INGLATERRA: Pickford; Walker, Stones, Maguire; Trippier, Henderson, Alli, Lingard, Young; Sterling e Kane. 
Técnico: Gareth Southgate
Desfalques: nenhum

Arbitragem 

  • Árbitro principal: Cuneyt Cakir (Turquia)
  • Auxiliar 1: Bahattin Duran (Turquia)
  • Auxiliar 2: Tarik Ongun (Turquia)
  • Quarto árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)

 

 

GloboEsporte.com

Simone Tebet alegou pressão familiar -

Mato Grosso do Sul

Durou apenas 15 dias a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB) ao governo de Mato Grosso do Sul. Na noite de domingo, ela desistiu de sua tentativa de concorrer ao cargo máximo do Estado nas eleições de outubro. A senadora alegou “pressão familiar” para desistir do pleito. É a segunda troca de candidatos no MDB em menos de 30 dias. Até então, o ex-governador André Puccinelli era o pré-candidato do partido, mas sua prisão, em 20 de julho último, inviabilizou os planos da legenda.

Foi Puccinelli, há duas semanas, durante conversa com Simone Tebet no Centro de Triagem de Campo Grande, onde está preso preventivamente, que apelou a ela para substituí-lo na cabeça da chapa do MDB nas próximas eleições. A senadora havia atendido ao pedido e, agora, acatando apelo de seu núcleo familiar, recuou. 

“Conhecendo meus problemas de ordem pessoal, recebi apelos contundentes da minha família para não ser candidata. Assim, acatando ao apelo de meus familiares, renuncio, à minha candidatura ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul pelo MDB”, afirmou Simone Tebet em ofício encaminhado na noite deste domingo (12) à direção do MDB.

No mesmo documento, ela critica a prisão do ex-governador André Puccinelli, e sugere o procurador de Justiça, Sérgio Harfouche, seu vice até então, como nome na disputa ao governo. 

PRISÃO CRITICADA

“Não posso – e os emedebistas e o povo sul-mato-grossense não podem – compreender como “normal” a prisão de um candidato a governador às vésperas da eleição, sem prévia condenação. Vimo-nos, então, obrigados a reagir a esse novo quadro de forma imediata, levados pela emoção e ainda chocados com as medidas que lhe foram impostas”, afirmou Simone, ao criticar a prisão preventiva de seu correligionário. 

Em outro trecho, ela lembrou que a candidatura do ex-governador, já estava viabilizada. “Nosso Partido estava, até duas semanas atrás, com a sua campanha totalmente estruturada em torno do nosso candidato natural ao Governo do Estado, André Puccinelli”, frisa.

O ex-governador, investigado por lavagem de dinheiro, figurava entre os preferidos do eleitor nas pesquisas de intenção de voto realizadas até a data de sua prisão. 

RUMO  

No documento em que renunciou à candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet fala em apoiar candidatos de outros partidos, e cita seu vice na chapa, Sérgio Harfouche, como uma das possibilidades. “Se a opção for a escolha de um quadro partidário para ocupar a cabeça de chapa, quero lembrar o nome do companheiro Sérgio Harfouche, cuja competência e cujo compromisso com esse projeto não podem ser postos em causa” indica.

Ela conclui o ofício, colocando-se à disposição do MDB nas próximas eleições. “Seja qual for a opção a ser adotada por esse Diretório, terá em mim uma militante aguerrida e disciplinada na defesa – volto a repetir – do nosso projeto político, que considero (e não precisaria dizê-lo) o melhor para a nossa gente”.

 

 

Correio do Estado

Ministros de Transportes e Turismo, titular da Semagro e ministro da Secretaria de Governo - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Mato Grosso do Sul

Os municípios de Mato Grosso do Sul podem receber até R$ 60 milhões na primeira fase de negociações da linha de crédito Prodetur+Turismo, destinada ao financiamento de infraestrutura pública e privada de turismo, bem como ações de promoção dos destinos sul-mato-grossenses, informação ao turista e estudos de planejamento e diagnósticos de mercado. A informação foi revelada nesta sexta-feira pelo ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, durante lançamento de rodada de negócios do projeto, no auditório do Sebrae. No total, serão disponibilizados R$ 5 bilhões de recursos para projetos de todo o País, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Mato Grosso do Sul tem duas grandes vocações: o agronegócio e o turismo. Mas falta investir no potencial do setor turístico. O turismo vive de novidade, de expansão. Nós já estamos fazendo várias reuniões e já existe uma demanda de R$ 60 milhões para alguns municípios da região, na primeira rodada, com 20 anos para pagar, além de R$ 10 milhões para pequenos e médios empresários [da iniciativa privada], e nós esperamos que, com as rodadas futuras, apareçam mais demandas e o patamar de investimentos suba ainda mais, porque existe muito potencial turístico nesse Estado”, afirmou o ministro Lummertz.

O titular da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de MS (Semagro), Jaime Verruck, explica que, para conseguir o crédito, o estado, município ou empresário precisa apresentar um projeto de relevância para o segmento turístico. “Não é qualquer projeto. No caso de municípios, precisam ser lugares com potencial de atrair turistas, projetos bem fundamentados, que vão passar por uma análise técnica”, explica. “Essa linha de crédito é um grande passo para que muitas outras pessoas possam conhecer o Estado”, aposta Verruck.

 

 

Correio do Estado

Foto - Divulgação

Campo Grande

Das seis opções que o eleitor tem em Mato Grosso do Sul, apenas um registrou sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) até sexta-feira (10). Conforme o sistema de divulgação de candidatura do tribunal, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) oficializou seu nome na disputa pela administração do Estado.

Conforme divulgado nas convenções do dia 4 de agosto, estão na corrida eleitoral pelo Executivo estadual a senadora Simone Tebet (MDB), sendo o procurador de Justiça Sérgio Harfouche (PSC) seu vice; Odilon (PDT), como vice o bispo Marcos Antônio (PRB); o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e seu vice, o ex-prefeito de Dourados Murilo Zauith (DEM); o ex-prefeito de Mundo Novo Humberto Amaducci (PT) e sua vice, a advogada Luciene Silva; pelo Partido Verde vem Marcelo Bluma e sua vice compondo a chapa, Ana Maria Bernardelli (Rede); e finalizando os concorrentes, o ex-vice-prefeito de Ribas do Rio Pardo, João Alfredo Danieze e sua vice, Diná Freiras (PSOL). O partido do juiz aposentado também já oficializou a candidatura dos seus deputados federais, com oito nomes, e estaduais, com 27 nomes, à disposição do eleitor. Quem também já oficializou os nomes para a Câmara dos Deputados, em Brasília, foi o PRB, com três opções, e para Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, são 14 opções.

Para o Senado Federal, apenas três nomes já estão no sistema de candidatura do TRE. Compondo a chapa majoritária do PDT, o senador Pedro Chaves (PRB) tenta a reeleição, e o advogado Humberto Sávio Abussafi Figueiró, indicado pelo Podemos. Apoiando o PSDB na eleição proporcional, o PMB registrou o nome do ex-superintendente do Ibama Dorival Betini, em Brasília.

 

Correio do Estado

As agências bancárias iniciarão o atendimento ao público com 1h de atraso, passando das 10h para as 11h o horário de abertura. - Foto - Divulgação

Dourados

Entidades sindicais realizam atos nesta sexta-feira (10/8) em Dourados em protesto contra práticas do poder público. Denominado ‘Dia do Basta, a ação ocorre pela manhã na Praça Antônio João e a tarde na Unidade II da UFGD, na Cidade Universitária. 

Às 8h, educadores, bancários e integrantes de movimentos sociais se articulam na região central para ações de panfletagem e diálogo com populares. No período da tarde é previsto ações com trabalhadores das universidades públicas. 

Por conta das manifestações no período matutino, as agências bancárias iniciarão o atendimento ao público com 1h de atraso, passando das 10h para as 11h o horário de abertura.

Dia do Basta

Neste dia os trabalhadores e trabalhadoras realizarão paralisações no local de trabalho, atrasos de turnos, protestos e atos públicos nas ruas e praças públicas de todo o país para exigir um basta à ações do governo e que, segundo movimentos sociais, tem ferido os direitos dos trabalhadores.

“Como resultado dessa política de barbáries imposto pelo governo de Temer e, o apoio da ampla maioria dos deputados e senadores no congresso nacional, estamos vendo; uma econômica brasileira sem perspectiva de crescimento; aumentos exagerados de impostos; flagrantes de corrupção; desmonte dos centros tecnológicos de pesquisa; aprovação de leis que congelam por duas décadas os investimentos em políticas publica (saúde e educação), na educação, o desmonte, na saúde, o aumento no índice da mortalidade infantil e a volta de doenças que já estavam sendo erradicadas no Brasil”, diz trecho de material divulgado pelo Comitê de Defesa Popular de Dourados.

 

Dourados News

Ministros da Bolívia estiveram com secretário de MS - Foto: Divulgação

Mato Grosso do Sul

Após anos de monopólio da Petrobras, cinco concessionárias de distribuição de gás natural canalizado – entre elas, a MSGás – que atuam nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, todas atendidas pelo mesmo gasoduto de transporte (Bolívia-Brasil), vão comprar diretamente 10 milhões de metros cúbicos do produto boliviano. Hoje será lançado edital de chamada internacional para o fornecimento da bioenergia por meio do gasoduto. O objetivo das empresas é buscar condições de mercado mais competitivas e diversificação das fontes supridoras. As empresas participantes são: Companhia Paranaense de Gás (Compagas); Gasbrasiliano Distribuidora (Gasbrasiliano); Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MSGás); Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás); e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

O assunto foi tratado em reunião realizada na quarta-feira entre o governo do Estado, os ministros bolivianos Milton Claros (Obras Públicas) e Luis Alberto Sánchez, (Hidrocarburos), Oscar Barriga, presidente da YPFB (estatal boliviana responsável pelo gás natural), e Clarens Endara (vice-ministro de Comércio Exterior), além dos empresários envolvidos nas operações.

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, são demandas para atender compradores do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e interior de São Paulo. “O governo convidou a YPFB a participar, pois é fundamental para o nosso Estado que esse gás passe por aqui. Além disso, também queremos negociar o fornecimento de gás para Corumbá, por meio de um ramal que está fora do Gasbol, tanto para a termelétrica já instalada no município quanto para as indústrias da região”, completou o secretário de Produção, Jaime Verruck.

 

 

Correio do Estado

Presidente do CNPQ afirmou que orçamento pode ser cortado em R$ 400 milhões - Foto: Izabela Jornada / Correio do Estado

Campo Grande

A ameaça de corte de R$ 400 milhões no orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pode prejudicar entre 5 e 7 mil pesquisadores em Mato Grosso do Sul. As principais áreas de pesquisa afetadas são agropecuária, saúde e educação. 

Em pronunciamento realizado no final da manhã de quinta (9), no Aeroporto Internacional de Campo Grande, o presidente do órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Mário Neto, afirmou que o orçamento atual do CNPq é de R$1,2 bilhões. “A nossa briga é para que ele não seja cortado. Em 2019, o valor não pode ser inferior a isto”. 

O incentivo à pesquisa pelo CNPq já havia diminuindo no estado. O número de pesquisadores contemplados por bolsas neste ano é o menor dos últimos nove anos. De acordo com a agência, 790 estudantes e profissionais de universidades, institutos e centros tecnológicos no Estado recebem o auxílio. Na série história do CNPq, a quantidade de bolsas pagas atualmente só não é menor que o volume de benefícios concedidos em 2010, quando 755 pessoas eram contempladas.  

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) tem o maior número de bolsistas, com 338. Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com 209, e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), com 98, vêm na sequência.

No Brasil, a entidade financia cerca 80 mil bolsistas, em sua maioria jovens pesquisadores que formam a base da pirâmide de ciência e tecnologia no País. No orçamento deste ano, R$ 900 milhões são para bolsas e R$ 300 milhões, para o financiamento de projetos. O órgão também recebe recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), mas são recursos sujeitos a contingenciamento.

CAPES 

Na semana passada, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes) anunciou não ter como arcar com as bolsas de estudos a parti de agosto de 2019, caso o orçamento do próximo ano não for incrementado.

 Diante da pressão, nesta semana, o Ministério da Educação (MEC) liberou R$ 296,61 milhões para pagar as bolsas de estudo. No entanto, os recursos liberados são referentes ao orçamento de 2018 e não afastam o risco de comprometimento dos pagamentos no próximo ano, já que o Orçamento da União, ainda está em discussão no Congresso. Caso haja corte de recursos, pelo menos 1.523 bolsistas de pós-graduação beneficiados pela entidade no estado deverão ser afetados.

 

 

Correio do Estado

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Politica

O presidente Michel Temer sancionou, com um veto, a Lei 13.703/18 que estabelece a Política de Frete Mínimo para o Transporte Rodoviário de Cargas. A política foi uma das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram as estradas de todo o país em maio. Foi vetado o parágrafo que previa anistia a multas judiciais e de trânsito aplicadas durante a greve dos caminhoneiros.

O texto da lei está publicado na edição de hoje (9) do Diário Oficial da União e não fixa os valores, mas cria as regras para que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defina o piso, levando em conta fatores como os custos referentes ao óleo diesel, pedágios e especificidades das cargas.

A lei especifica que os pisos mínimos de frete deverão refletir os custos operacionais totais do transporte, definidos e divulgados nos termos da ANTT, com priorização dos custos referentes ao óleo diesel e aos pedágios.

A ANTT publicará duas vezes por ano, até os dias 20 de janeiro e 20 de julho, uma norma com os pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado por eixo carregado, consideradas as distâncias e as especificidades das cargas, bem como planilha de cálculos utilizada para a obtenção dos pisos mínimos. A norma será válida para o semestre em que for editada. Uma primeira tabela foi publicada pela ANTT em maio.

Sempre que o preço do óleo diesel tiver oscilação superior a 10% no mercado nacional, em relação ao preço considerado na planilha de cálculos, para mais ou para menos, nova norma com pisos mínimos deverá ser publicada pela ANTT, considerando a variação no preço do combustível.

O texto especifica que a fixação dos pisos mínimos deverá contar com a participação das partes envolvidas, como representantes dos embarcadores, dos contratantes dos fretes, das cooperativas de transporte de cargas, dos sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de cargas.

Pela lei, fica vedado qualquer acordo ou convenção – individual, coletiva, de entidade ou representação – que resulte em pagamento menor que o piso mínimo estabelecido.

Há previsão de punição para quem não seguir a tabela a partir de 20 de julho deste ano. O infrator terá que indenizar o transportador em valor equivalente a duas vezes a diferença entre o valor pago e o que seria devido. Serão anistiadas as indenizações decorrentes de infrações ocorridas entre 30 de maio de 2018 e 19 de julho de 2018.

Veto

Em maio, o governo editou a medida provisória que prevê o valor mínimo do frete como parte do acordo com os caminhoneiros para encerrar a paralisação. Durante a tramitação no Congresso Nacional, os parlamentares incluíram no texto um artigo para anistiar multas recebidas pelos caminhoneiros e empresas transportadoras durante a greve da categoria. O trecho, vetado pelo presidente Michel Temer, estabelecia que seria concedida anistia às multas e sanções previstas no Código de Trânsito Brasileiro e em outras normas ou decisões judiciais, aplicadas em decorrência das paralisações dos caminhoneiros nas manifestações ocorridas entre 21 de maio e 4 de junho de 2018.

Na razão do veto, o governo justifica que há inconstitucionalidade na anistia. “A aplicação das multas e sanções previstas no Código de Trânsito Brasileiro foram impostas por decisão judicial cautelar em tutela provisória e em função do poder de polícia do Estado. Deste modo, além de representar ingerência fiscal reflexa entre os Poderes, a propositura deveria estar acompanhada de seu impacto orçamentário e financeiro como requisito de validade. Por estas razões, impõe-se o veto".

Marun

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, comentou o veto no início da tarde, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto. “Foi um momento muito grave, que teve consequências dramáticas para o povo brasileiro como um todo e não podemos agora, passadas algumas semanas, agir como se nada tivesse acontecido”, completou. Segundo ele, aqueles que se sentirem prejudicados podem recorrer à Justiça.

 

Agencia Brasil

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (7) a proposta que aumenta a pena para o estupro coletivo. O texto também torna crime a importunação sexual, a chamada vingança pornográfica e a divulgação de cenas de estupro. O projeto altera trechos do Código Penal e segue para a sanção presidencial.

O texto aprovado é um substitutivo da Câmara dos Deputados a um projeto de lei proposto pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Como foi modificado na Câmara, senadores precisaram reanalisar a proposta. Com a tipificação dos crimes de divulgação de cena de estupro e de importunação sexual, as penas poderão variar de 1 a 5 anos de prisão. 

No relatório, o senador Humberto Costa (PT-PE) cita episódios ocorridos no transporte público pelo país em que homens ejacularam em mulheres e o comportamento de outros criminosos que se aproveitam da aglomeração de pessoas no interior de ônibus e metrôs “para esfregar seus órgãos sexuais nas vítimas”. Atualmente, esse comportamento é classificado de contravenção penal, punido somente com multa.

A proposta também agrava penas para o crime de estupro, atualmente com pena prevista de 6 a 10 anos de prisão. Ainda pela legislação atual, nos casos em que o estupro é cometido por duas ou mais pessoas, a pena aumenta em um quarto.

A punição será aumentada em um terço se o crime for cometido em local público, aberto ao público ou com grande aglomeração de pessoas ou em meio de transporte público, durante a noite em lugar ermo, com o emprego de arma, ou por qualquer meio que dificulte a possibilidade de defesa da vítima.

Vídeo de estupro

A divulgação de cena de estupro ou de imagens de sexo, sem que haja consentimento da pessoa atingida, também passa a ser tipificada. Será punida com pena de um a cinco anos de prisão a pessoa que divulgar, publicar, oferecer, trocar ou vender fotografia ou vídeo que contenha cena de estupro ou estupro de vulnerável.

Segundo o texto, também estarão sujeitos à mesma sanção, aqueles que divulgarem cena de sexo ou nudez sem o consentimento da vítima e os que disseminarem mensagem que induza ou traga apologia ao estupro. Em situações em que o crime seja praticado por pessoa que mantém ou tenha mantido relação íntima afetiva com a vítima, como namorado, namorada, marido ou esposa, a pena é agravada em dois terços.

O texto, contudo, desconsidera a ocorrência de crime quando a situação seja divulgada em publicação jornalística, científica, cultural ou acadêmica preservando a identidade da vítima, que deve, no entanto, ter mais de 18 anos e autorizar previamente a veiculação.

A proposta aprovada também prevê que as penas fixadas para o crime de estupro de vulnerável sejam aplicadas independentemente do consentimento da vítima para o ato sexual ou do fato de ela já ter mantido relações sexuais anteriormente.

O projeto cria ainda os tipos penais de “induzimento ou instigação a crime contra a dignidade sexual” e “incitação ou apologia de crime contra a dignidade sexual”, ambos com pena de 1 a 3 anos de detenção. Admite, também, hipótese de aumento de pena nos crimes contra a dignidade sexual se a vítima engravidar (metade a dois terços); contrair doença sexualmente transmissível, for idosa ou pessoa com deficiência (um a dois terços).

Todos os crimes contra a liberdade sexual e crimes sexuais contra vulneráveis terão a ação movida pelo Ministério Público mesmo quando for maior de 18 anos. Esse tipo de ação (incondicionada) não depende do desejo da vítima de entrar com o processo contra o agressor.

 

Agencia Brasil

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Politica

Encerrado o prazo para realização das convenções, os partidos políticos terão até as 19h, do dia 15 de agosto, para registrar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a chapa completa - com candidatos a presidente e a vice, bem como as siglas que integram a coligação. Catorze nomes foram aprovados nas convenções partidárias para disputar a Presidência da República em outubro. 

Somente após o prazo final para registro das candidaturas, os partidos poderão colocar a campanha oficialmente na rua. Segundo a Lei Eleitoral, a partir do dia 16 de agosto, os candidatos, os partidos políticos e as coligações poderão fazer comícios e usar equipamento de som fixo. Também podem fazer campanha em carros de som e usar alto-falantes ou amplificadores de som em suas sedes e comitês.

Estão autorizadas, até o dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, a distribuição de material gráfico, a realização de caminhadas, carreatas ou passeatas e o uso de carro de som pelas ruas, divulgando jingles ou mensagens dos candidatos. Até 5 de outubro, são permitidos anúncios pagos, na imprensa escrita, e a reprodução, na internet, limitados a dez por veículo, em datas diversas, para cada candidato, com tamanho máximo de um oitavo de página de jornal padrão e um quarto de página de revista ou tabloide.

Horário gratuito

Na segunda quinzena deste mês, o TSE se reunirá com os partidos políticos para aprovar o plano de mídia do horário eleitoral gratuito, que entrará no ar nas emissoras de rádio e televisão a partir do dia 31 de agosto. No total, serão 35 dias de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, em dois blocos diários, além das inserções ao longo da programação.

Na mesma reunião, que acontece até o dia 24 de agosto, será sorteada a ordem de apresentação de cada candidato no horário eleitoral gratuito. A campanha presidencial vai ao ar às terças, quintas e aos sábados, em dois blocos de 12 minutos e 30 segundos, às 7h e às 12h, em cadeia nacional de rádio, e às 13h e às 20h30, nas emissoras de TV.

O tempo de cada partido varia de acordo com o tamanho da bancada de deputados federais e com as legendas que integram a coligação do presidenciável. Pelo tamanho dos partidos individualmente, os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm mais tempo no horário gratuito que os demais.

Também às terças e quintas e aos sábados será veiculada a propaganda eleitoral dos candidatos a deputado federal. A campanha para governador, senador e deputado estadual/distrital vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras. No domingo não há horário eleitoral gratuito.

 

 

Agencia Brasil

Henrique Meirelles e Germano Rigotto - Foto Divulgação

Politica

O presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), anunciou hoje (4) o nome do ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, para vice na chapa com Henrique Meirelles na disputa pela Presidência da República.

Em entrevista à imprensa, o ministro de Minas e Energia e membro da Comissão Executiva Nacional do partido, Moreira Franco, disse que a escolha de Rigotto confirmar o compromisso do MDB em manter reformas no país.

"[A escolha vem também] com o caráter para reafirmar os compromissos da chapa do partido com as reformas para garantir a continuidade do esforço para aumentar os investimentos em emprego e renda. Enfim, é uma esperança para que brasileiro possa construir aqui uma sociedade que garanta igualdade de oportunidades", afirmou o ministro. 

Rigotto começou a vida pública em 1976 ao ser eleito vereador de Caxias do Sul, pelo MDB. Foi deputado estadual, deputado federal por três mandatos e governador do Rio Grande do Sul. Em 2006, foi pré-candidato pelo então PMDB à Presidência da República.

A candidatura de Meirelles foi confirmada no último dia 2 pelo MDB. Dos 419 votantes, 85% disseram sim a candidatura do ex-ministro da Fazenda.

 

Agencia Brasil

Em convenção nacional, o PSDB confirmou hoje (4) a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro.

Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país. “A situação é séria. Treze milhões de desempregados e corrupção endêmica debilitaram a crença do povo na política e na democracia. Não há tempo a perder”.

“Sou candidato para buscar um mandato que pode ser resumido em uma frase: vamos mudar o Brasil e devolver aos brasileiros a dignidade que lhes foi roubada”, acrescentou. Também defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia e promover a retomada do crescimento.

O tucano destacou que aceita ser o candidato dos partidos que acreditam no caminho do desenvolvimento e “não na rota da perdição do radicalismo”.

“Que acreditam na união que constrói e amplia e não na divisão que paralisa e diminui. O momento é grave mas um futuro de prosperidade está aberto a todos os brasileiros'”, afirmou.

Em seu primeiro mandato, a senadora Ana Amélia, 73 anos, escolhida como vice, disse que esse é o maior desafio de sua carreira e defenderá a participação das mulheres na política e a questão de gênero. 

A campanha tucana terá o apoio do DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade, que compõem o chamado Centrão, e do PTB, PPS e PSD.

Os presidentes nacionais do DEM, ACM Neto, e do PPS, Roberto Freire, além do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, pelo PSD, estiveram presentes na convenção.

Também participaram representantes do PRB e do PP. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também participou da convenção.

O senador Aécio Neves, do PSDB de Minas, não compareceu à convenção. 

Perfil

Quatro vezes governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de 65 anos, é um dos fundadores do PSDB. Formado em medicina pela Universidade de Taubaté, começou sua carreira política em 1972, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, onde foi eleito vereador, presidente da Câmara dos Vereadores e prefeito da cidade.

Em 1982, foi eleito deputado estadual. Participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1986, antes de chegar ao governo de São Paulo em 2001, como vice do governador Mário Covas.

Com a morte de Covas, Alckmin assumiu definitivamente o cargo de governador, para o qual foi eleito em 2002 e que voltou a ocupar por mais dois mandatos, após vitória nas eleições de 2010 e 2014.

Em 2006, o tucano concorreu à Presidência da República, mas foi derrotado no segundo turno pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito. Alckmin assumiu a presidência nacional do PSDB em dezembro do ano passado.

 

Agencia Brasil

A convenção nacional do PT escolheu hoje (4), por aclamação, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. Não foi definido quem será o vice-presidente na chapa de Lula. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (SC), afirmou em discurso que o partido “não pensa em plano B, C ou D como alternativa ao nome de Lula como candidato a presidente”.  “Hoje, nesta data histórica da convenção do PT, nós dizemos ao brasil que Lula é nosso candidato”, disse Gleisi.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em segunda instância, no caso do triplex de Guarujá. O comado do partido aguarda a análise do registro da candidatura de Lula. Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) dar a palavra final sobre a prisão de Lula e se ele estará apto a concorrer, já que a Lei da Ficha Limpa impedi candidaturas de condenados em segunda instância. O julgamento é esperado para os próximos dias.

Lideranças petistas estiveram presentes ao ato, como a ex-presidente Dilma Rousseff, governadores e parlamentares da sigla.

O ator Sérgio Mamberti leu, ao final da convenção do PT, uma carta escrita por Lula, onde ele ressalta que, em 38 anos de atividade no partido, é a primeira vez que não participava pessoalmente de um encontro nacional da legenda e afirmou que a democracia está "ameaçada". “Agora querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas", disse.

O ex-presidente afirmou ainda que confia no reencontro com a militância. "De onde me encontro, estou sempre renovando minha fé de que o dia do nosso reencontro virá, pela vontade do povo brasileiro". 

O PT divulgou ontem (3) o programa para o Próximo Governo Lula (2019-2022), divididos em cinco eixos. São eles: “soberania nacional e popular na refundação democrática do Brasil”; “promover um novo período histórico de afirmação de direitos”, “novo pacto federativo para promoção dos direitos sociais”, “promover um novo modelo de desenvolvimento” e “transição ecológica para a nova sociedade do século XXI”.

Perfil

Nascido em Garanhuns, no sertão pernambucano, em 1945, Lula migrou com a família para São Paulo. Aos 14 anos, trabalhava em uma metálurgica e fazia curso técnico de torneiro mecânico. Iniciou a trajetória no movimento sindical ao integrar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), em 1969. De 1979 a 1980, surge no cenário nacional ao liderar greves nacionais e como fundador do Partido dos Trabalhadores.

Disputou a primeira eleição em 1982, quando concorreu ao governo de São Paulo. Dois anos depois foi eleito deputado federal Constituinte.

Nos anos seguintes, disputou três eleições presidenciais, sendo derrotado por Fernando Collor (1989) e Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998). Foi eleito presidente da República em 2002 e reeleito em 2006.

Em 2010, conseguiu fazer sua sucessora na Presidência da República, com a eleição de Dilma Rousseff. Foi denunciado pela Operação Lava Jato e desde 7 de abril está preso em Curitiba, após ter sido condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na segunda instância da Justiça Federal.

 

Agencia Brasil

Cervejaria artesanal - (José Cruz/Agência Brasil)

Economia

O sucesso internacional de um estilo de cerveja cuja fórmula foi desenvolvida no Brasil é responsável pelo bom momento vivido pelas cervejarias artesanais no país. Desenvolvida por produtores de Santa Catarina a partir de um dos mais tradicionais estilos da Alemanha, a Berliner Weisse, a chamada Catharina Sour é a primeira receita tipicamente brasileira incluída no catálogo da Beer Judge Certification Program (BJPC).

Considerada uma das principais organizações mundiais de certificação de juízes cervejeiros, a BJPC publica um guia de estilos da bebida que serve de parâmetro para os produtores caseiros, artesanais e industriais. Com o reconhecimento da Catharina Sour, fabricantes de todo o mundo poderão inscrever seus produtos em concursos que julgam a qualidade da bebida. Em 2016, uma das primeiras cervejarias brasileiras a apostar na fórmula, a Blumenau, faturou uma medalha de prata no Prêmio Internacional de Cerveja da Austrália, uma das mais importantes competições da atualidade.
 

Cervejaria artesanal
Cervejaria artesanal - (José Cruz/Agência Brasil)

“Temos registro de mais de 50 rótulos batizados com esse estilo. Já há produtores de Catharina Sour no Canadá, nos Estados Unidos, na Argentina”, disse o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, explicando que, preservadas as principais características físico-químicas e sensoriais da fórmula original, cada produtor tem liberdade para “brincar e experimentar” novas misturas, o que favorece a diversidade de sabores. Tanto que já há Catharina Sour com adição de maçã, jabuticaba, pêssego, manga, entre outras frutas.

Levemente ácida e com acentuado sabor de frutas que pode lembrar um espumante, a Catharina Sour começou a ser testada comercialmente entre os anos de 2014 e 2016, quando as microcervejarias e importadoras já se destacavam por conquistar crescente espaço no mercado cervejeiro nacional. Esse mercado, segundo a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), só fica atrás da China e dos Estados Unidos quando considerada a produção das grandes fabricantes brasileiras. De acordo com a entidade, a produção nacional total já ultrapassa os 14,1 bilhões de litros anuais.

O segmento das chamadas cervejas especiais (artesanais, importadas e `premium´) cresceu em consequência dos bons resultados da economia brasileira em anos recentes, principalmente entre consumidores das classes A e B, que, conforme lembra Lapolli, experimentaram uma mudança no padrão de consumo que favoreceu diversos segmentos. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) estima que, entre 2012 e 2014, as cervejas especiais ampliaram sua fatia de mercado de 8% para 11%.

Cervejarias

O número de cervejarias artesanais em atividade é incerto. Responsável por autorizar o funcionamento desses empreendimentos, o Ministério da Agricultura não faz distinção entre o porte das empresas. No fim de 2017, havia 679 cervejarias registradas no ministério – número 37,7% superior aos 493 registros de 2016.

“No Brasil, o número de cervejarias cresceu bastante e continua crescendo, apesar da crise. Claro que, em um cenário mais favorável, poderíamos ter alcançado resultados ainda melhores”, comentou Lapolli, acrescentando que o desafio do segmento é tentar “democratizar” o consumo do produto artesanal. O que, segundo ele, demanda mais investimentos e um olhar diferenciado por parte do Poder Público.

“Infelizmente, nossos preços ainda não são acessíveis a todos os consumidores. Principalmente devido à falta de escala da produção artesanal e ao desconhecimento por parte de nosso público potencial. Mas, principalmente, devido às regras tributárias que não diferenciam um grande fabricante e um produtor artesanal industrial, cobrando de ambos os mesmos cerca de 50% em tributos”, disse o presidente da Abracerva. A entidade tem atuado junto aos poderes Executivo e Legislativo, tentando obter uma atenção especial do Poder Público.

“Temos alguns projetos tramitando no Congresso Nacional que visam à redução da carga tributária. E até hoje não há uma regulamentação, um conceito legal sobre o que seja a produção artesanal. Uma cervejaria pequena, que produza 3 mil litros mensais, tem que estar inscrita no Ministério da Agricultura e cumpre as mesmas exigências de uma fábrica que produza 30 milhões de litros mensais”, acrescentou o presidente da Abracerva.

De acordo com Lapolli, embora só detenha 1% do mercado consumidor, as cervejarias artesanais empregam cerca de 10% da mão de obra do setor. Já a CervBrasil contabiliza que, incluídas as grandes fabricantes da bebida, o setor cervejeiro gera R$ 21 bilhões de impostos anuais, respondendo por 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e por cerca de 100 mil empregos diretos.

Produtores

Porteiro de um condomínio de Santos (SP), Alcemir Emmanuel e o jornalista e produtor musical Eugênio Martins Júnior decidiram aprender a fazer sua própria cerveja ao perceber que as marcas populares já não os satisfazia. Com o tempo, perceberam que a receita agradava os amigos. Enxergaram uma oportunidade e decidiram arriscar. Sem recursos financeiros, obtiveram um investimento de R$ 12 mil de uma startup e registraram a marca Cais, nome alusivo ao Porto de Santos.

“Éramos, basicamente, dois caras cansados de beber cerveja ruim. Quando dei por mim, tinha virado uma espécie de caçador de cervejas artesanais nacionais. Ia a vários eventos, o que saía caro. Como nos eventos sempre tem estandes com palestras e cursos, acabou sendo um caminho meio natural aprender a fazer minha própria bebida”, contou Emmanuel. Hoje, produzem 600 litros por lote encomendado a outra microcervejaria e estão presentes em 20 estabelecimentos da Baixada Santista. “Todo o dinheiro que entra nós reinvestimos. Ainda não dá para viver da cerveja, mas espero que, em breve, isso se torne possível”.

O servidor público brasiliense Fábio Bakker também não consegue viver exclusivamente do negócio aberto com outros dois amigos, mas afirma já ter outras compensações. “A atividade ainda não me sustenta, mas quando me perguntam o que eu faço, me identifico como cervejeiro. Porque isso é algo que faço por gosto, que está associado à produção artesanal, à valorização dos produtos, sabores e da cultura local”, declarou Bakker, que, por formação, é engenheiro florestal.

Para lançar a marca Criolina (nome de uma conhecida festa de Brasília, produzida por um dos sócios) em 2015, Bakker e os amigos investiram cerca de R$ 150 mil. Também começaram como “ciganos”, ou seja, terceirizando a produção para outros microfabricantes. Hoje, estão em 43 pontos de venda do Distrito Federal, além de Goiânia (GO), Palmas (TO), além de uma rede de supermercados. Com o sucesso, planejam investir mais R$ 800 mil para equipar o galpão onde já realizam eventos com todo o equipamento necessário para produzir em parceria com outras marcas. Os amigos já empregam sete pessoas.

“Temos ambição de ampliar nossa produção, fazer parcerias com outras fabricantes ciganas”, anunciou Bakker, garantindo que a recente crise econômica não chegou a prejudicar os planos da Criolina. “Há sustos, lógico, mas isso é comum a todo tipo de empreendimento. O mercado das cervejas especiais ainda é incipiente e tem um enorme potencial de crescimento. E pode se aproveitar dessa mudança de padrão de consumo, da curiosidade de uma parcela dos consumidores que, hoje, está mais atenta à procedência daquilo que consome. A cerveja artesanal rompe com a ideia do globalismo e valoriza o sabor local”, acrescentou o cervejeiro.

 

Agencia Brasil

A Caixa Econômica Federal lançou hoje (10) o portal de apostas dos jogos de loterias na internet, o Loterias Online. A previsão é que no primeiro ano de funcionamento o portal provoque um aumento de 3% no volume total de apostas. De acordo com o banco, os lotéricos também receberão parte da receita das vendas online.

A nova plataforma vai funcionar 24 horas por dia e, segundo a Caixa, tem como objetivo principal oferecer mais comodidade ao apostador das loterias administradas pelo banco, além de atingir o público mais jovem. “A proposta é atender um público novo, que não frequenta as lotéricas por vários motivos, como tempo, distância; além de atender aqueles que têm a internet como canal principal para realização de compras e serviços bancários”, informou a Caixa, em nota.

De acordo com o banco, os apostadores das casas lotéricas têm média de 50 anos. A expectativa é também aumentar a procura das mulheres, que representam apenas 15,5% do público apostador das casas lotéricas, mas que são responsáveis por 50,5% do mercado consumidor na internet.

Até então somente correntistas da Caixa podiam apostar pela internet.

Como apostar

Para apostar, é necessário ser maior de 18 anos e ter um cartão de crédito das principais bandeiras (Elo, Mastercard, Visa, Amex e Hipercard). O portal é acessível em qualquer computador ou smartphone e todas as apostas são vinculadas ao CPF do cadastro, assim, não é possível jogar por outra pessoa.

Após fazer o cadastro e concordar com o termo de adesão ao serviço, basta selecionar os palpites nos volantes virtuais e inserir no carrinho de apostas. O valor mínimo para efetivação de uma compra é de R$ 30 e o máximo limitado a R$ 500 por dia. O pagamento das apostas é realizado por cartão de crédito e processado pelo Mercado Pago, o que, segundo a Caixa, aumenta a segurança da transação.

O apostador poderá jogar em todas as modalidades, exceto Loteria Federal, que continua sendo feito nas lotéricas. Também não há a comercialização de bolão, também de exclusividade das lotéricas.

A Surpresinha e Teimosinha também aparecem no Loterias Online. As novidades são as opções “Complete o Jogo”, para escolher alguns números e deixar o sistema escolher os demais, e “Salvar como favorita”, para poder utilizar os mesmos números em apostas futuras.

De acordo com a Caixa, o portal oferece ainda a comodidade da conferência online. Basta clicar na aposta e o sistema identifica se os números foram sorteados ou não.

Caso o apostador tenha sido premiado, é possível visualizar o valor e os canais disponíveis para o recebimento do prêmio. Um código de resgate será gerado e deverá ser apresentado no local onde vai ser retirado o prêmio. Apenas o portador do CPF ou um procurador podem sacar a premiação.

 

 

Agencia Brasil

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Economia

Seja quem for o próximo presidente do Brasil, uma coisa parece certa a esta altura: irá conviver com um aumento constante da dívida pública. Conforme projeção do Tesouro Nacional para investidores, a proporção do endividamento passará dos atuais 75,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 82% em 2022, último ano do mandato. Mesmo que o próximo mandatário venha a ser reeleito, só verá a dívida cair em 2025 – terceiro ano de um hipotético segundo mandato.

A visão do Tesouro é compartilhada por economistas de matizes diferentes, dentro e fora do governo. A reportagem ouviu o mesmo diagnóstico na academia (PUC-RJ, FGV-IBRE, Unicamp e UFMG) e em outras instituições públicas (Ipea e Senado). Especialistas acrescentam que a alta da dívida acompanhará o próximo presidente mesmo com ajuste fiscal.

“Nós temos no momento um quadro em que a dívida pública se encontra em elevação, e tende a se manter nessa trajetória mesmo diante de um esforço fiscal que o governo venha a fazer no sentido de reduzir despesas e aumentar receitas”, alerta o diretor-adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Marco Cavalcanti.

“Não existe mágica a ser feita aqui. Temos uma dívida alta. Essa dívida gera uma necessidade de pagamento de juros. Além disso, há o déficit primário que não consegue reduzir a zero ou tornar superavitário em pouco tempo”, acrescenta o pesquisador do Ipea. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. 

Cenários

O Ministério do Planejamento Desenvolvimento e Gestão desenhou dois cenários fiscais. Em ambos, a diferença entre as receitas e despesas do setor público seguem negativas nos próximos anos. Enquanto as contas públicas estiverem vermelhas, a dívida federal seguirá pressionada.

No primeiro cenário, são adotadas “algumas reformas estruturantes que viabilizam o equilíbrio fiscal de longo prazo”. Nessas condições, as contas públicas ficam negativas até 2022. No segundo cenário, além das reformas estruturantes, estão em vigor “reformas microeconômicas que elevam o potencial de crescimento” e assim o resultado primário torna-se positivo um ano antes (2021).

O caminho poderá ser mais longo e tortuoso sem crescimento econômico. “Indicador de atividade econômica mais baixo afeta a trajetória da dívida”, resume Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, do Senado Federal. O retrospecto recente dos dados do Tesouro e do IBGE evidenciam que a dívida pública começou a subir quando a economia perdeu força, a partir de 2014.

“Só é possível pensar na estabilização da dívida pública brasileira com a retomada do crescimento. [Também] não há possibilidade de estabilizar o déficit público com a queda do PIB”, aponta Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp.

Vilma Pinto, pesquisadora da área de Economia Aplicada da FGV-IBRE, mostra como o quadro de piora da economia repercute na deterioração fiscal. Ela analisa a última década da economia e aponta que entre 2008 (ano da crise financeira internacional) e 2018, “houve queda de 2,5 pontos percentuais das receitas primárias e aumento de 3,2 pontos percentuais nas despesas primárias. O saldo líquido é uma piora de 5,7 pontos percentuais do PIB”.

Repercussão política

Para Carlos Ranulfo, professor titular do Departamento de Ciência Política da UFMG, a situação fiscal será um grande desafio para o próximo presidente da República. Ao buscar a retomada do crescimento, o novo governo não poderá criar mais déficit.

Em sua opinião, além do PIB baixo, o eleito em outubro de 2018 sofrerá com assédio dispendioso de um futuro Congresso “muito pragmático e muito clientelista”. O Poder Legislativo é, tradicionalmente, um foco de pressão por gastos públicos, já que tenta atender as diversas demandas, muitas delas  corporativistas,  de grupos de  eleitores.

O cientista político avalia que, durante a campanha, a situação da dívida poderá favorecer candidatos que tenham uma performance mais fiscalista e falas que sensibilizem o mercado financeiro - que quer estabilização das contas públicas. Esse perfil, no entanto, não costuma ser popular entre os eleitores. “Ninguém faz campanha vendendo cautela, mas vendendo esperança”, comenta.

Entre discursos prudentes e falas espontâneas que despertem expectativas de melhora imediata da situação fiscal, o economista José Márcio Camargo (PUC-RJ) teme anúncios de calotes da dívida pública e promessas não detalhadas de limitação de gastos com a dívida.

“Não vejo problema em limitar a dívida, desde que diga o que vai fazer com o que sobrar”, assinala. “Suponha que o tal limite estabeleça que o governo só pode pagar um déficit do PIB de até 4%. Suponha que o déficit real, porém, tenha sido de 8%. Como vai ser coberta essa diferença? Vai ser coberta com emissão de moeda? Isso significa inflação. Vai ser coberta com a redução da despesa? Ou vai ser coberto via aumento de impostos?”, indaga.

 

Agencia Brasil

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Economia

Os mutuários voltarão a poder financiar imóveis de valor mais alto com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou para R$ 1,5 milhão o teto de valor das unidades que podem ser adquiridas por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que empresta dinheiro com recursos do FGTS com juros menores que as taxas de mercado.

O novo teto vai beneficiar todas as regiões do país e valerá para o financiamento de imóveis residenciais novos contratados a partir de 1º de janeiro próximo. Concedidos com recursos do FGTS e da poupança, os financiamentos do SFH cobram juros de até 12% ao ano. Acima desses valores, valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e definidas livremente pelo mercado.

Flexibilização

Além de elevar o teto dos financiamentos com recursos do Fundo de Garantia, o CMN flexibilizou a parcela que os bancos são obrigados a aplicar em crédito imobiliário. Até agora, os bancos precisavam destinar 65% dos recursos da poupança para o financiamento de imóveis, dos quais 80% (o equivalente a 52% dos depósitos na caderneta) deveriam ser empregados no SFH.

Com a decisão de hoje, o sublimite de 80% deixará de vigorar em janeiro. Dessa forma, os bancos poderão usar os recursos da poupança para financiarem imóveis de qualquer valor, a critério de cada instituição. No entanto, os bancos que concederem crédito para imóveis de até R$ 500 mil terão o valor multiplicado por 1,2 para facilitar o cumprimento da exigência de usarem 65% da poupança no financiamento imobiliário.

Estímulo à construção

Segundo o Banco Central (BC), as medidas foram tomadas para estimular a construção civil. Recentemente, entidades do setor reclamaram que a indústria da construção continua a recuar e a enfrentar dificuldades para sair da crise por causa do alto custo dos financiamentos.

“Esse conjunto de aperfeiçoamentos, ao flexibilizar e simplificar as regras do direcionamento, pretende estimular a entrada de novos operadores e a melhor segmentação de mercado. Espera-se, ainda, uma maior compatibilidade entre a oferta e a demanda de financiamentos, respeitando-se a estrutura e as características de nosso mercado imobiliário. A maior liberdade para contratação pode estimular também o desenvolvimento do mercado de securitização [conversão de papéis] e de títulos com lastro em operações imobiliárias, atraindo novos recursos para o setor”, explicou o BC em nota.

Teto permanente

Em novembro de 2016, o CMN tinha reajustado o teto de financiamento de imóveis pelo SFH de R$ 650 mil para R$ 800 mil, na maior parte do país, e de R$ 750 mil para R$ 950 mil no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em fevereiro do ano passado, o limite foi reajustado para R$ 1,5 milhão por unidade em todas as regiões do país <http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-02/conselho-amplia-limite-de-financiamento-de-imoveis-pelo-fgts-ate-o-fim-do>, valor que vigorou até o fim do ano passado.

Em janeiro deste ano, tinham passado a valer o teto anterior, de R$ 950 mil, para quatro unidades da Federação, e de R$ 750 mil no restante do país. Segundo o BC, o valor máximo de R$ 1,5 milhão por imóvel será permanente.

 

Agencia Brasil

Valor médio de locação em São Paulo, principal mercado imobiliário do país, caiu 0,6% em 12 meses até junho, segundo o Secovi-SP. (Foto: Divulgação)

Economia

Impactado pela desvalorização do real e pela greve dos caminhoneiros, o índice de inflação mais usado para corrigir os reajustes dos aluguéis teve forte avanço no último ano e pressiona o valor dos contratos. Apesar da alta, o mercado ainda desaquecido tem ajudado a segurar os preços médios de locação.

Após ter recuado 0,52% em 2017, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), subiu com força este ano e já acumula alta de 8,24% nos 12 meses encerrados em julho, segundo divulgou nesta segunda-feira (30) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Os contratos de aluguel costumam ser reajustados com base na variação acumulada dos 12 meses anteriores.

A diretora de locação da Lello, Roseli Hernandez, que administra cerca de 11 mil imóveis alugados no país, diz que o índice vem sendo aplicado em todos os contratos, mas que isso só ocorre por causa do comportamento do IGP-M ao longo do ano passado.

"Não houve um caso sequer de pedido para reajustar abaixo do IGP-M, porque no ano passado o índice foi negativo e deu uma certa 'vantagem' ao locatário", explica Roseli.

Um indício de que o mercado desaquecido tem ajudado a segurar a alta pode ser medido pela pesquisa mensal de locação do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Em São Paulo, principal mercado imobiliário, o valor de locação recuou 0,6% no acumulado de 12 meses encerrados em junho. No mesmo período, a variação do IGP-M foi de 6,93%.

"É um sinal de que os inquilinos estão conseguindo negociar o valor do aluguel", afirma o diretor da vice-presidência de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, Mark Turnbull.

 
Preço de locação (Foto: Infografia G1)
Preço de locação (Foto: Infografia G1)
 

A variação do IGP-M também está bem acima da chamada inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que subiu 4,39% no acumulado em 12 meses até junho.

"Embora o IGP-M sirva como indexador dos valores de aluguel, será um pouco difícil eles subirem tanto, já que o mercado está muito retraído", considera o superintendente adjunto de índices gerais de preços do FGV/IBRE, Salomão Quadros.

Segundo o pesquisador, é provável que o setor imobiliário adote outros índices de inflação para fazer os reajustes, como o IPCA, ou que cresçam as negociações diretas para corrigir os aluguéis, que não estão subindo.

 

Efeitos do câmbio e do exterior

 

O avanço do IGP-M bem mais intenso que do IPCA guarda relação com o fato de ele ser mais abrangente e mostrar os preços do atacado de forma mais precisa. Além do varejo, um forte balizador das despesas das famílias, o indicador também leva em conta os preços da produção industrial e agrícola e da construção civil.

 

"Ao contrário do ano passado, este ano houve mudanças no quadro internacional nos últimos dois meses que afetaram o índice", explica Quadros.

 

O IGP-M sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais. Setores como o siderúrgico e petroquímico, por exemplo, repassaram o aumento de preços que não aparece em dados do IPCA.

 
IGP-M sofre impactos por causa da alta do dólar (Foto: Reuters/Dado Ruvic)
IGP-M sofre impactos por causa da alta do dólar (Foto: Reuters/Dado Ruvic)
 

Com a desvalorização cambial que começou em abril e se intensificou, houve uma pressão maior sobre o índice, explica o pesquisador do Ibre. "Outro fator relevante foi o aumento no preço dos combustíveis, que é mais abrangente no IGP-M."

Segundo Quadros, a greve dos caminhoneiros, deflagrada há dois meses, também provocou alguns aumentos de grande proporção nos preços e desorganizou certas atividades abrangidas pelo índice, como a avicultura, em maio e junho.

Já em julho, a prévia do IGP-M apontou que a alta dos preços perdeu força e pode começar a arrefecer nos meses seguintes com a estagnação da economia e uma maior estabilidade do dólar nas últimas semanas.

"O IGP-M é também um indicador de pressões que estão acontecendo na cadeia produtiva que podem ou não afetar o consumidor".

 

G1

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Economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse hoje (27) que a cobrança adicional na conta de energia seguirá no patamar mais alto em agosto. Em julho, a agência manteve a bandeira tarifária no patamar 2 da cor vermelha, o mais alto do sistema, e o mesmo a ser aplicado no próximo mês. Isso significa que, para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumidos, haverá uma cobrança extra de R$ 5 nas contas de luz.

Isto significa que agosto será o terceiro mês seguido com a bandeira tarifária no patamar mais caro. A cobrança extra de R$ 5 para cada 100 kWh começou em junho. Em maio, a bandeira tarifária estava na cor amarela, que tem cobrança extra de R$ 1 para cada 100 kWh.

A Aneel disse que a manutenção da bandeira vermelha no patamar 2 “deve-se ao prosseguimento das condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN)” disse a Aneel.

A baixa incidência de chuvas, também chamada de risco hidrológico, ou GSF (sigla em inglês para Generation Scaling Factor), é, ao lado do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo, as principais variáveis que influenciam na cor da bandeira tarifária.

Peso do risco hidrológico

Ontem (26), a agência lançou uma consulta pública para avaliar a possibilidade de os geradores hidrelétricos promoverem a alteração do produto contratado e ajustar a cobertura do risco hidrológico dos contratos de comercialização de energia no ambiente regulado, que atende aos consumidores residenciais. A intenção é diminuir o peso do risco hidrológico na geração de energia.

A medida deve valer para os geradores que repactuaram o risco hidrológico de usinas hidrelétricas a partir de 2016. Eles poderão alterar o produto contratado originalmente, para ajustar a cobertura do risco dos contratos de comercialização de energia no ambiente regulado e reduzir o peso do GSF.

A resolução da Aneel que trata da questão aponta como fatores de risco a serem levados em consideração dados como hidrologia, teto do PLD e variação do IPCA. A consulta deve abrir para os geradores de energia a possibilidade de negociar parte do risco, podendo transferir uma parcela ao consumidor.

Em troca, os geradores aumentariam o percentual de pagamento para a Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias, a chamada Conta Bandeiras, que administra os recursos adicionais das bandeiras tarifárias, como os que serão gerados em agosto com a cobrança extra de R$ 5 por 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

 

 

Agencia brasil

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