Trump Mantém Mistério Sobre Possível Ataque a Gaza com Israel

Gustavo De Oliveira

Em um encontro recente com a imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi questionado sobre a possibilidade de uma ação militar conjunta entre os EUA e Israel contra a Faixa de Gaza. A pergunta veio à tona em meio a especulações sobre o posicionamento americano diante do conflito na região e da postura de Trump em relação ao Hamas, grupo que controla o território palestino. “Os EUA atacarão Gaza junto com Israel?”, indagou um repórter. A resposta de Trump foi enigmática: “Vocês vão descobrir.” A declaração, feita em 6 de março de 2025, rapidamente ganhou tração nas redes sociais e em veículos de mídia, reacendendo debates sobre as intenções do governo americano no Oriente Médio.

A falta de clareza na resposta de Trump reflete uma abordagem que ele frequentemente adota: manter a imprevisibilidade como ferramenta estratégica. Para observadores atentos à política externa americana, a fala pode ser interpretada como uma tentativa de pressionar o Hamas, especialmente no contexto da libertação de reféns mantidos pelo grupo desde o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel. Trump mencionou ter se reunido com reféns libertados na véspera, sugerindo que a questão permanece uma prioridade em sua agenda. No entanto, ele não deu pistas concretas sobre se uma operação militar está nos planos ou se a declaração visa apenas enviar um recado aos adversários.

Fontes alinhadas a uma perspectiva conservadora, como o Fox News, destacam que a postura ambígua de Trump reforça sua imagem de líder firme, disposto a apoiar Israel sem hesitação. Já críticos, amplamente representados em postagens no X, alertam que tal retórica pode escalar tensões em uma região já marcada por instabilidade. A guerra entre Israel e o Hamas, pausada por um cessar-fogo em janeiro de 2025, deixou Gaza em escombros, com mais de 48 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde local. Qualquer sinal de envolvimento direto dos EUA seria um divisor de águas, considerando o histórico de intervenções americanas no Oriente Médio, como Iraque e Afeganistão, que geraram resultados controversos.

A relação entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também pesa no contexto. Desde seu primeiro mandato, Trump se posicionou como um aliado incondicional de Israel, reconhecendo Jerusalém como capital e mediando os Acordos de Abraão. A resposta evasiva ao repórter pode ser um reflexo dessa parceria, mantendo opções abertas enquanto Netanyahu enfrenta pressões internas e externas para definir o futuro de Gaza. Por ora, o mundo fica à espera de sinais mais claros sobre o que “descobrir” realmente significa.

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