EUA Intensificam Esforços para Contrariar Influência Chinesa na América Latina

Gustavo De Oliveira

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez declarações contundentes sobre a crescente influência da China na América do Sul e Central durante uma entrevista à Fox News em 10 de abril de 2025. Hegseth acusou o governo chinês de expandir sua presença econômica, cultural e militar na região, apontando acordos de infraestrutura, vigilância e endividamento como estratégias para consolidar seu domínio. Ele destacou que o governo do ex-presidente Barack Obama teria negligenciado a região, permitindo que a China preenchesse o vácuo de influência. Citando o presidente Donald Trump, Hegseth afirmou: “Não mais. Vamos tomar nosso quintal de volta”, referindo-se à América Latina como uma área de interesse estratégico para os EUA.

A retórica de Hegseth reflete uma política mais assertiva da administração Trump para reforçar a influência norte-americana no hemisfério ocidental. Durante uma visita ao Panamá em 8 de abril de 2025, o secretário anunciou esforços conjuntos com o governo panamenho para reduzir a presença chinesa no Canal do Panamá, uma via crítica por onde passam cerca de 270 bilhões de dólares em mercadorias americanas anualmente. Ele enfatizou que os EUA não permitirão que a China “arme” ou utilize o canal para fins de espionagem, reforçando parcerias com nações locais para garantir a segurança e a soberania da infraestrutura. A administração Trump também pressionou o Panamá a abandonar a Iniciativa Cinturão e Rota da China, uma decisão confirmada pelo presidente panamenho José Raúl Mulino em fevereiro de 2025.

A estratégia dos EUA inclui o aumento de exercícios militares conjuntos e a rotação de tropas americanas em países como o Panamá, além de investimentos em infraestrutura, como a reforma de um cais naval financiado pelos EUA. Hegseth também destacou a importância do canal para a segurança nacional, notando que cerca de 100 navios de guerra americanos o atravessam anualmente, um número que poderia crescer em caso de conflito no Pacífico. Apesar das tensões, o secretário assegurou que a cooperação com o Panamá respeita sua soberania, descartando qualquer intervenção militar direta para “retomar” o canal.

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