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Sindicalistas de MS ocupam prédio ministerial em Campo Grande

Sindicalistas de MS ocupam prédio ministerial em Campo Grande

Sindicalistas e trabalhadores invadiram e ocuparam a sede do Ministério do Trabalho e Empreg ( MTE/MS) em Campo Grande, na manhã de ontem, onde pretendem permanecer por tempo indeterminado, em protesto às reformas Previdenciária e Trabalhista, que tramitam no Congresso Nacional, para serem aprovadas nas próximas semanas.

A sede do MTE/MS, na Rua13 de Maio, entre a Avenida Mato Grosso e a Rua Antônio Maria Coelho, foi tomada nas primeiras horas da manhã, às 7h30, por dezenas de sindicalistas e trabalhadores ligados aos setores do comércio, indústria, metalurgia e serviços.

Num movimento pacífico eles entraram no prédio junto com trabalhadores que foram para ser atendidos e deram um prazo até às 10 horas para o atendimento interno e depois desse horário, passaram a impedir a entrada de novos atendimentos.

"Ação semelhante foi tomada em outras cidades de outros estados brasileiros", explicou Elvio Vargas, um dos líderes do Comitê Estadual de Protesto às Reformas Previdenciária e Trabalhista, que é formado pelas centrais (Força Sindical, CUT, CSB, CTB, NCST, UGT, CGTB, CSP Conlutas e Intersindical), dezenas de sindicatos e federações de trabalhadores de todo Estado.

"Não vimos outro jeito a não ser este, de virmos aqui e ocuparmos esse espaço para que a repercussão chegue a Brasília, junto ao ministro do Trabalho e Emprego e também às autoridades do Legislativo e Executivo federal", explicou Elvio Vargas. Ele citou também a greve geral que será deflagrada em todo o País dia 28 de abril.

APOIO POPULAR

Pela manhã, muitos trabalhadores que estavam para ser atendidos na superintendência, receberam as informações dos sindicalistas sobre o motivo da ação e ocupação e também sobre as ameaças que pairam sobre a vida de todos os trabalhadores brasileiros e no final, deram apoio integral ao movimento. "Vim aqui atrás de uns direitos trabalhistas que acho que tenho e ao ver esse movimento, considero-o legítimo e necessário, porque infelizmente nós, trabalhadores, estamos sozinhos nessa luta. Nossos representantes políticos, depois de eleitos, viram as costas para nós e o governo não está nem aí para o pobre do trabalhador, quer mais é que ele pague a conta", critica o desempregado William Francisco Goulart de Almeida, morador em Campo Grande.

A comerciária Fernanda de Assis Oliveira, também na fila de espera para ser atendida na superintendência, deu total apoio à ocupação do prédio pelos sindicalistas e trabalhadores. " Se não fora assim, com medida radical, infelizmente o trabalhador não será ouvido. Tem mais é que fazer isso mesmo", disse ela.

Entre os sindicalistas que discursaram no interior da DRT/MS aos trabalhadores, conscientizando-os sobre as ameaças das reformas previdenciária e trabalhista, à vida de todos os trabalhadores, estão: José Lucas da Silva, coordenador da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros); Estevão Rocha dos Santos, diretor da Força Sindical MS; José Abelha Neto, presidente do Sindicato dos Empregados na Indústria da Construção Civil; Antônio César Amaral Medina, coordenador geral do SINDJUFE/MS (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em MS e Webergton Sudário, presidente da Fetricon.

Fonte: DouradosAgora