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Cirilo Ramão é absolvido e denúncia por quebra de decoro é arquivada

Politica
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O vereador afastado judicialmente, Cirilo Ramão (MDB), foi absolvido da denúncia de quebra de decoro parlamentar que tramitava contra ele na Câmara de Vereadores de Dourados. Na noite desta quarta-feira (15/5), 12 vereadores votaram pela perda dos direitos políticos do parlamentar e seis acompanharam o relatório, pedindo o arquivamento do processo. 

Parte interessada na ação, o suplente Marcelo Mourão (PRP) foi impedido de votar. A sessão demorou pouco mais de 4h. 

Mesmo com a absolvição em Plenário, Cirilo ainda não poderá retomar o cargo de maneira imediata, já que o afastamento ocorreu por determinação judicial. 

“A Câmara vai respeitar a decisão da denúncia e declarar extinta essa processante, porém, o vereador não poderá retomar o mandato imediatamente porque há uma decisão judicial de afastamento”, comentou o presidente da Câmara, Alan Guedes. 

Nesta quinta-feira (16/5) a Casa realiza outro julgamento, desta vez, podendo cassar o mandato de Pedro Pepa (DEM), que assim como Cirilo, foi preso no dia 5 de dezembro do ano passado dentro da Operação Cifra Negra. 

O encontro está agendado para as 12h.

A sessão

O julgamento começou às 17h11 e após o rito normal, foi realizada a leitura dos processos em plenário o que durou quase 2h30. Em seguida nenhum vereador se inscreveu para falar.

O advogado Fernando Baraúna Recaldi iniciou a defesa de Cirilo por volta de 19h40 e logo depois parou o pronunciamento ao ouvir protestos do público presente nas galerias. A sessão chegou a ser suspensa por cinco minutos e posteriormente retornou para realizar o seu trabalho. 

O advogado terminou a fala às 21h20. 

Em seguida foi realizada a votação em meio a vaias a cada parlamentar que se posicionava favorável ao arquivamento da denúncia. 

Como votaram

Votaram pela cassação de Cirilo Ramão, os vereadores Alan Guedes (DEM), Sérgio Nogueira (PSDB), Romualdo Ramin (PDT), Madson Valente (DEM), Olavo Sul (Patriota), Marinisa Mizoguchi (PSB), Daniela Hall (PSD), Silas Zanata (PPS), Toninho Cruz (PSB), Elias Ishy (PT), Lia Nogueira (PR) e Cido Medeiros (DEM).

Se posicionaram pelo arquivamento da denúncia, Carlito do Gás (Patriota), Bebeto (PR), Jânio Miguel (PR), Junior Rodrigues (PR), Juarez de Oliveira (MDB) e Maurício Lemes (PSB). 

(Adriano Moretto)