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Dourados-MS,
Câmara_novo

Promover debates com a participação da sociedade civil, apresentar pareceres e informações técnicas para subsidiar as iniciativas legislativas, estimular à difusão cultural do uso racional das águas e o incentivo a investimentos em políticas de gerenciamento de recursos hídricos. É com esse objetivo que a Assembleia Legislativa empossou na terça-feira (13) representantes de 30 instituições públicas e privadas como integrantes da Frente Parlamentar de Recursos Hídricos. Foi o primeiro encontro oficial do grupo de trabalho e contou com a explanação sobre a gestão que o Governo do Estado vem fazendo sobre o tema.

Ao dar início ao encontro, o coordenador e proponente da Frente Parlamentar, deputado Renato Câmara (MDB), reforçou as pretensões do grupo. "Esse é um trabalho que se aproxima das instituições para que, por meio de atividade colaborativa, possamos melhorar nossa legislação, fazer apontamentos e conhecer a realidade que MS enfrenta na área dos recursos hídricos", esclareceu.

Câmara ainda destacou o papel do Legislativo na discussão dos assuntos que envolvem a sociedade. "Aqui é um fórum de debates, precisamos sociabilizar as informações, que por vezes ficam restritas a determinados setores, e nessa discussão a ALMS amplia o debate, pois podemos levar a mais pessoas o assunto. Temos a oportunidade de avançar na legislação e na busca de apoio e sensibilização de governos e das prefeituras", afirmou.

O gerente de Recursos Hídricos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Leonardo Sampaio Costa, proferiu a palestra "Panorama Geral da Gestão de Recursos Hídricos do MS". Sobre a disponibilidade hídrica de Mato Grosso do Sul, o especialista classificou-a como "confortável" e avaliou como "boa" a qualidade dos rios de MS.

Costa também explicou a responsabilidade do Poder Público com relação à água. "A gestão dos recursos hídricos envolve o ato de prover a água na quantidade necessária, com qualidade compatível com seus usos, no local em que se faz necessária, com distribuição temporal adequada ao uso, em condições economicamente viáveis e de forma sustentável. Nós fazemos isso e não é fácil de fazer", pontuou o especialista. De acordo com o gerente, a gestão dos recursos é feita de forma coletiva. "Existem colegiados, nos quais os usuários de águas possuem maior número de participantes", disse.

O representante do Imasul adiantou que ainda em 2019 o Governo do Estado irá lançar o Programa Estadual de Gestão de Recuperação e de Conservação do Solo e Água em Microbacias Hidrográficas no Estado. ** DINÂMICA**

Durante o evento, Câmara explicou o funcionamento da Frente Parlamentar. "Com essa posse, as instituições que aceitaram o convite para participar da Frente têm algumas obrigações". Entre elas o parlamentar destacou a presença às reuniões e a participação nas deliberações. O deputado esclareceu que as reuniões são feitas mediante pauta prévia e durante o encontro há momento específico para os participantes se manifestarem e também para palestras de especialistas.

Compõem a Frente Parlamentar de Recursos Hídricos os deputados Neno Razuk (PTB), Cabo Almi (PT), Antônio Vaz (PRB), Jamilson Name (PDT), Onevan de Matos (PSDB), Professor Rinaldo (PSDB), Capitão Contar (PSL), Marcio Fernandes (MDB), Lucas de Lima (Solidariedade) e Evander Vendramini (PP).

Tomaram posse representantes das seguintes instituições: Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer); Águas Guariroba; Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Bio Sul); Bion Consultoria e Assessoria Ambiental; Consórcio Intermunicipal para Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari (Cointa); Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ivinhema; Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba; Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Miranda; Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Mato Grosso do Sul (Crea-MS); Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul S.A. (Sanesul); Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio); Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz); Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur); Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (Iasb); Instituto Histórico e Geográfico do Estado (IHGMS); Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS); Rotary Clube de Campo Grande-MS; Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro); Secretaria de Estado de Saúde (SES); Sindicato Rural de Campo Grande-MS; Sociedade de Defesa do Pantanal (Sodepan); Universidade Católica Dom Bosco (UCDB); Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS); Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); e Via MS Engenharia e Consultoria Ltda.

O mês de julho foi o mais quente no planeta nos últimos 140 anos, informou ontem (15) a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA na sigla em inglês).

Os dados da agência americana confirmam conclusões divulgadas no início do mês pelo serviço europeu Copernicus sobre mudança climática, que também havia apontado julho deste ano como o mês mais quente já registrado.

Segundo os cientistas da instituição americana, durante o mês de julho a média global das temperaturas foi 0,95°C superior à média de todo o século 20, que foi 15,77°C, o que torna julho de 2019 o mês mais quente nos registros da agência, que começaram em 1880.

No relatório, a NOAA lembrou que nove dos dez meses de julho mais quentes da história foram registrados desde 2005, sendo os dos últimos cinco anos os que tiveram as maiores temperaturas.

O calor sem precedentes em julho reduziu o gelo nos Oceanos Ártico e Antártico a mínimos históricos. O gelo do Oceano Ártico atingiu uma baixa recorde em julho, ficando 19,8% abaixo da média - superando a baixa histórica anterior, de julho de 2012. O gelo marinho médio da Antártica, por sua vez, ficou 4,3% abaixo da média de 1981-2010, atingindo seu menor tamanho para julho nos registros de 41 anos.

A NOAA afirmou que 2019 foi o ano com maiores temperaturas até o momento em partes da América do Sul e do Norte, Ásia, Austrália e Nova Zelândia, assim como na metade meridional da África e em porções do oeste do Oceano Pacífico, do oeste do Oceano Índico e no Oceano Atlântico. O Alasca teve seu mês de julho mais quente desde que começou a fazer registros, em 2005.

Recordes de temperatura também foram quebrados em diversos países europeus, como a Alemanha, Bélgica ou Holanda. Em Paris, por exemplo, os termômetros marcaram 42,6°C, a temperatura mais alta já registrada na capital francesa, ultrapassando o recorde anterior de 40,4°C alcançado em 1947.

Nesse sentido, o relatório americano ressaltou que entre janeiro e julho deste ano, a temperatura global esteve 0,95 graus acima da média do século passado, que foi de 13,83 graus centígrados, empatando com 2017 como o segundo ano mais quente até o momento (2016 é considerado até hoje o ano mais quente).

As conclusões confirmaram os dados divulgados pelo Serviço de Mudança Climática Copernicus, da União Europeia, em 5 de agosto, embora a margem do novo recorde em comparação com o último, em julho de 2016, tenha sido maior de acordo com os dados dos Estados Unidos.

O novo recorde é ainda mais notável porque o anterior seguiu um forte El Niño, que aumenta a temperatura média do planeta independentemente do impacto do aquecimento global.

As instituições de ensino superior têm até o próximo dia 30 para corrigirem as informações com os dados dos estudantes e cursos que serão submetidos ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), edição 2019. Se algum dado inconsistente não for retificado até o fim do prazo, aluno e instituição podem ficar de fora da prova. As alterações devem ser realizadas exclusivamente pelo Sistema Enade.

Este ano serão avaliados os estudantes dos cursos vinculados às áreas de Ciências Agrárias, Ciências da Saúde e áreas afins; Engenharias e Arquitetura e Urbanismo; e grau de tecnólogo nos cursos superiores de tecnologia nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança.

O Enade serve como pré-requisito para conclusão do curso, colação de grau e obtenção do diploma, além de, avaliar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso em relação aos conteúdos previstos nas diretrizes da graduação.

O instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do teste, divulgou que a prova está marcada para acontecer no dia 24 de novembro. O exame é obrigatório e a situação de regularidade do estudante no Exame deve constar em seu histórico escolar.

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