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Aeronáutica investiga ex-soldado que fumou cigarro e chamou FAB de 'Força Aérea da Biqueira'

Policia
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A Aeronáutica informou nesta quarta-feira (3) que instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o ex-soldado que fumou cigarro e chamou a Força Aérea Brasileira (FAB) de ‘Força Aérea da Biqueira’ em uma postagem no Instagram.

O vídeo foi gravado em junho na Base Aérea em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Biqueira é o nome dado ao lugar onde drogas são vendidas. Nas imagens, que circulam nas redes sociais, é possível ver outros militares rindo da chacota à instituição.

“A Base Aérea de São Paulo em Guarulhos abriu processo administrativo para elucidar os fatos que denegriram a imagem da FAB”, declarou nesta quarta ao G1 o porta-voaz da Aeronáutica, o major Daniel Rodrigues de Oliveira, chefe da assessoria de imprensa.
A decisão da FAB de abrir um IPM para apurar o episódio ocorre após o G1 revelar o caso.

O jovem gravou o vídeo quando ainda era soldado da Aeronáutica. Seu nome completo não foi divulgado, mas a assessoria de imprensa da FAB informou que ele deu baixa na última sexta-feira (28) do serviço militar obrigatório temporário.

O setor de inteligência da Aeronáutica chegou a analisar preliminarmente as imagens e constatou que o cigarro que aparece na filmagem não era de maconha, mas sim de palha. Havia uma suspeita inicial de que o então soldado pudesse estar consumindo droga dentro de uma base militar da FAB.

“Após tomar conhecimento sobre a publicação do vídeo em rede social, foram realizadas medidas de averiguação sobre a ocorrência e não se constatou porte de entorpecente”, informa nota da assessoria da Aeronáutica encaminhada nesta quarta à reportagem.

Apesar disso, a FAB criticou as postagens da foto e vídeo com a chacota e que mostram o então militar fumando. “Cabe ressaltar que o Comando da Aeronáutica repudia veementemente atitudes desta natureza”, termina o comunicado Aeronáutica.

Eventuais punições
No Código Penal Militar (CPM), há artigos que punem com infração disciplinar os militares que fazem chacota da Aeronáutica ou simulem uso de entorpecentes.

Além do então soldado que aparece fumando e caçoando no vídeo, a FAB quer ouvir os outros militares que aparecem nas imagens como testemunhas. Eles também foram identificados, mas não pertencem mais à instituição.

Se ficar comprovado que o ex-soldado cometeu crime enquanto esteve na Aeronáutica, ele deverá ser responsabilizado por isso em alguma instância judicial, já que não pertence mais aos quadros da FAB.

Como a reportagem não conseguiu localizar os jovens que estão nas filmagens, o G1 decidiu borrar seus rostos ao exibir o vídeo.

Na gravação original, por exemplo, aparece o primeiro nome do então soldado que fuma, mas ele foi suprimido na edição porque também não foi encontrado para falar.