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O médico Renato Oliveira Garcez Vidigal, ex-secretário municipal de Saúde, obteve decisão favorável na Justiça e deverá ser solto. Ele foi preso no dia 6 de novembro de 2019, acusado de corrupção na segunda fase da Operação Purificação, que investiga supostas fraudes licitatóris e desvios de recursos públicos, e está na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Na noite de segunda-feira (23), às 20h10, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) comunicou que o ministro Nefi Cordeiro, relator da Sexta Turma, concedeu a medida liminar pleiteada pela defesa do réu, encampada pelos advogados João Arnar Ribeiro, Neli Bernardo de Souza e Leonardo Alcântara Ribeiro.

Ao Dourados News, João Arnar informou que aguarda a expedição de alvará de soltura ainda nesta terça-feira (24). Detalhou ainda que antes mesmo do STJ, o próprio juízo da 1ª Vara Federal de Dourados já havia concedido o regime domiciliar para o ex-secretário.

A defesa de Vidigal recorreu ao STJ contra decisão da 11ª Primeira Turma do TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que em sessão de julgamento realizada no dia 30 de janeiro negou habeas corpus por dois votos a um.

Naquela ocasião, o desembargador federal José Lunardelli foi favorável a conceder liberdade por entender que as medidas cautelares alternativas à prisão revelam-se suficientes e adequadas para impedir eventual interferência do paciente na instrução criminal.

Contudo, foi voto vencido porque o desembargador Nino federal Toldo acompanhou o relator, Fausto De Sanctis, para quem “a prisão fundamenta-se como forma de impedir que o acusado venha a perturbar ou impedir a produção de provas, ameaçando testemunhas, apagando vestígios do crime ou destruindo documentos”.

Agora, minutos após comunicar a concessão da liminar para liberdade do ex-secretário municipal de Saúde, o STJ também determinou expedição de Ofício nº 023142/2020-CPPE ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região comunicando decisão.

Na tarde desta terça-feira (17), por volta das 15h30, a Polícia Militar autuou homem de 35 anos, operador auxiliar de usina elétrica, por estupro de vulnerável. A ação aconteceu na Rua João Borges, no Bairro João Paulo II, em Dourados. 

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), a vítima, uma menina de 11 anos, saiu para comprar bala e demorou para voltar. Ao chegar em casa, a mãe questionou o motivo da demora e no primeiro momento, a criança disse que não tinha acontecido nada.

A mãe, percebendo que a filha estava assustada, chamou ela para conversar novamente. Foi quando a vítima afirmou que o vizinho havia pegado ela pelo braço, levado para casa e feito “coisas” nela.

Logo em seguida, a mãe verificou e percebeu que a genital da criança estava avermelhada e constatou que havia um “líquido branco” no shorts dela.

A Polícia Militar foi acionada e o homem foi detido por estupro de vulnerável e levado para a Depac. Em depoimento, ele negou o abuso, porém disse que realmente pegou no braço da menina e que, apenas, deu um trocadinho para ela comprar doce.

A vítima foi encaminhada para a Delegacia de Atendimento à Mulher de Dourados e posteriormente para o Hospital Universitário (HU) a fim de coletar o material que estava nas pernas e no órgão genital.

Para a reportagem do Dourados News, a delegada Paula Vieira dos Santos, responsável pela delegacia, relatou que aguarda o laudo médico para confirmar se houve rompimento de hímen da vítima.

Na tarde deste domingo (15), por volta das 16h, um casal de idosos, foi surpreendido por homens armados, em sua pequena propriedade rural, localizada no Anel Viário com a Rua dos Kaiowás. No ato, os bandidos chegaram a agredir as vítimas. 

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), os assaltantes, que portavam um revólver, uma pistola e uma espingarda, anunciaram roubo, levando uma TV 43 polegadas, R$ 600 em dinheiro, um relógio de pulso, uma máquina fotográfica e o carro das vítimas, um GM Prisma cor prata, 2017/2018, com placa QAI-7769. 

Ainda no domingo, por volta das 18h, uma equipe da Polícia Rodoviária Federal, localizou João de Souza, um dos assaltantes, às margens da BR-463.

Durante a abordagem, os policiais encontraram o carro das vítimas capotado, além das chaves e documentos do veículo.

O homem, que já tem outras passagens pela polícia em Maracaju, estava foragido. Durante a abordagem, ele confessou o assalto e relatou que a pistola utilizada no momento do crime, era falsa. Os demais assaltantes ainda não foram localizados.

Na tarde desta quarta-feira (11/3), por volta das 14h30, a Agência Local de Inteligência (ALI) prendeu Rodrigo, 26, morador do Jardim Itália por receptação.

No domingo (8/3), uma moradora do Jardim Rasselem, de 21 anos, estava em um pensionato na Rua Antônio Emílio de Figueiredo quando saiu e viu que a sua bicicleta havia sido furtada.

De acordo com a Polícia Militar, ao entrar em uma página de classificados na internet, a vítima viu uma publicação colocando a sua bicicleta a venda e ligou para registrar a denúncia. Os policiais da ALI foram para o local indicado e encontram o suspeito e a bicicleta. 

Segundo o rapaz, ele comprou a bicicleta por R$180, mas não sabe de quem e colocou a venda porque pretendia adquirir uma moto importada. Rodrigo está na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), autuado pela prática de receptação com finança arbitrada em R$ 2 mil.

Uma mulher de 44 anos procurou a polícia para denunciar quebra de medida protetiva. Segundo ela, seu ex-amásio, de 44 anos, que está proibido de qualquer aproximação com ela, esteve na frente de seu trabalho e também da sua residência.

Segundo a ocorrência, na proximidades de sua casa ela foi abordada quando saiu para ir ao mercado. Nesse momento, de acordo com o a vítima, o ex-amásio teria feito a seguinte ameaça: “Quero falar com você e caso se negue, as coisas vão ficar pior para você”.

Ao ser acionada, a polícia fez ronda nas proximidades e consegui localizar o acusado que que tentou negar, relatando que teria apena ido levar um cachorro em uma casa próxima. Com base nas denúncias de importunações sofridas pela vítima e que seriam ocorrentes, ele foi preso e conduzido até a delegacia de polícia.

Na madrugada desta quinta-feira (13), uma clínica na Rua João Vicente Ferreira, em Dourados, foi furtada.

Na ação foram levados uma televisão de 32 polegadas e um aparelho de telefone celular. 

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), uma jovem de 29 anos disse que a porta de blindex foi estourada.

Ainda não foi localizado o indivíduo que praticou o furto.

O médico Renato Oliveira Garcez Vidigal, 34, que por dois anos comandou a Secretaria de Saúde de Dourados, já foi transferido da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) para o presídio federal de Campo Grande. Ele foi preso no dia 6 de novembro do ano passado, na segunda fase da Operação Purificação, desencadeada pela Polícia Federal para investigar desvio de meio milhão de reais em dinheiro da saúde.

O esquema envolvia e empresa de fachada “Marmiquente”, contratada através de licitação fraudulenta para fornecer alimentação a servidores da saúde, pacientes e acompanhantes.

Determinada pela Justiça Federal no mês passado, a transferência foi pedida pelo Ministério Público depois de supostas ameaças feitas por Vidigal a testemunhas e ao “ex-testa de ferro” dele na marmitaria, Ronaldo Gonzales Menezes, que denunciou o esquema em acordo de delação premiada.

O sócio de Renato Vidigal na Marmiquente e também réu no âmbito da Operação Purificação, o ex-diretor financeiro da Secretaria de Saúde Raphael Henrique Torraca Augusto, o “Pardal”, saiu da prisão no sábado (7), beneficiado por decisão tomada no dia anterior pelo juiz Rubens Petrucci Júnior, da 1ª Vara Federal de Dourados.

Em liberdade provisória, Raphael Pardal está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, não pode se mudar de residência sem prévia comunicação ao juízo federal, não pode se ausentar da cidade em que reside por mais de oito dias e está proibido de sair Estado de Mato Grosso do Sul sem permissão judicial.

A defesa de Vidigal também pediu a liberdade provisória dele, mas o pedido foi negado por Rubens Petrucci Júnior. O magistrado citou que o ex-secretário foi flagrado com celular na cela, em dezembro, e relembrou ameaças feitas a testemunhas do processo e a Ronaldo Gonzales Menezes.

Homem de confiança da prefeita Délia Razuk (PTB), primeiro como secretário de Saúde e depois como coordenador do Samu (Serviço Móvel de Urgência), Renato Vidigal viu rejeitados todos os pedidos de liberdade feitos até agora à primeira instância, ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde o habeas corpus ainda será julgado em plenário.

Em parecer recente enviado à Corte máxima do país, a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques cita as ameaças feitas por Renato a Ronaldo Menezes e ao empresário Marcos Paulo Gabiatti de Souza, testemunha arrolada pela acusação.

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