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Acusado de chefiar quadrilha, ex-secretário vai para presídio federal

Dourados
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O médico Renato Oliveira Garcez Vidigal, 34, que por dois anos comandou a Secretaria de Saúde de Dourados, já foi transferido da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) para o presídio federal de Campo Grande. Ele foi preso no dia 6 de novembro do ano passado, na segunda fase da Operação Purificação, desencadeada pela Polícia Federal para investigar desvio de meio milhão de reais em dinheiro da saúde.

O esquema envolvia e empresa de fachada “Marmiquente”, contratada através de licitação fraudulenta para fornecer alimentação a servidores da saúde, pacientes e acompanhantes.

Determinada pela Justiça Federal no mês passado, a transferência foi pedida pelo Ministério Público depois de supostas ameaças feitas por Vidigal a testemunhas e ao “ex-testa de ferro” dele na marmitaria, Ronaldo Gonzales Menezes, que denunciou o esquema em acordo de delação premiada.

O sócio de Renato Vidigal na Marmiquente e também réu no âmbito da Operação Purificação, o ex-diretor financeiro da Secretaria de Saúde Raphael Henrique Torraca Augusto, o “Pardal”, saiu da prisão no sábado (7), beneficiado por decisão tomada no dia anterior pelo juiz Rubens Petrucci Júnior, da 1ª Vara Federal de Dourados.

Em liberdade provisória, Raphael Pardal está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, não pode se mudar de residência sem prévia comunicação ao juízo federal, não pode se ausentar da cidade em que reside por mais de oito dias e está proibido de sair Estado de Mato Grosso do Sul sem permissão judicial.

A defesa de Vidigal também pediu a liberdade provisória dele, mas o pedido foi negado por Rubens Petrucci Júnior. O magistrado citou que o ex-secretário foi flagrado com celular na cela, em dezembro, e relembrou ameaças feitas a testemunhas do processo e a Ronaldo Gonzales Menezes.

Homem de confiança da prefeita Délia Razuk (PTB), primeiro como secretário de Saúde e depois como coordenador do Samu (Serviço Móvel de Urgência), Renato Vidigal viu rejeitados todos os pedidos de liberdade feitos até agora à primeira instância, ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde o habeas corpus ainda será julgado em plenário.

Em parecer recente enviado à Corte máxima do país, a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques cita as ameaças feitas por Renato a Ronaldo Menezes e ao empresário Marcos Paulo Gabiatti de Souza, testemunha arrolada pela acusação.