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“O cara beijou minha mina e eu o arrebentei na facada”, diz menor que matou jovem

Foto - Osvaldo Duarte

Dourados
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Frieza e convicção quanto ao crime. Esses são fatores que podem ser observados no depoimento à polícia do adolescente de 16 anos apreendido pela morte de Wesley Gonçalves da Silva, 24, o “Lelo”. O menor confessou o crime e diz que agiu sozinho motivado por ciúme.

Quatro pessoas, sendo três menores e um maior de idade foram detidos pelo crime. 

O menor afirma que Wesley beijou a adolescente de 16 anos. O relato foi feito por ela à polícia civil. 

“O cara beijou minha mina e eu arrebentei na facada. É isso aí mesmo 'mano', tem nada a negar não. Foi tudo eu mesmo que fiz essa fita aí 'véi' e já era”, diz. 

O caso é tratado como latrocínio, pois o veículo da vítima, um Fiat Pálio, foi levado. Wesley foi morto com 25 facadas, conforme a polícia. 

Sobre o carro, o menor aponta que levou para o país vizinho na tentativa de negociação. 

“O carro eu levei lá pro Paraguai e os ‘cara’ deu o golpe e não pagaram nós”. 

Questionado sobre a morte de Wesley, o menor é enfático ao dizer “Eu peguei ele daquele jeito que nem bandido faz”, e complementa ao dizer que não se arrepende.

O adolescente tenta ainda “justificar” o crime com apontamento a idade da vítima e da jovem. 

"Cara de 23 anos, pegar uma mina de 16 anos, o que vocês me falam disso daí? Arrebentei mesmo!".

Wesley Gonçalves da Silva foi assassinado com golpes de faca. O corpo foi encontrado no dia 28, em uma mata, na rua Natal, em Dourados. 

Três pessoas foram detidas pela polícia civil nesta sexta-feira (30), em Ponta Porã, acusadas pelo crime, sendo o menor que confessou o assassinato, outro menor de 17 anos e Weslley Ramires Braga, 18. A adolescente foi detida em Dourados. 

Informações da polícia civil apontam que a adolescente de 16 anos, moradora no jardim Guanabara, mantinha caso com o rapaz também de 16 anos autor da morte de “Lelo”. 

A partir desse fato, o menor armou emboscada contra a vítima na companhia do outro menor, de 17 anos e Weslley Ramires Braga, 18, ambos moradores no Jardim Canaã I. 

De acordo com o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Rodolfo Daltro, o casal havia se desentendido no relacionamento e nesse período, a menina passou a procurar emprego, quando conheceu Wesley e se encontrou com ele no domingo (25/11).

Após passarem um tempo conversando, o rapaz e a jovem acabaram se beijando. 

Ainda conforme o delgado, no dia seguinte, o autor do crime chamou a namorada na tentativa de continuar o relacionamento amoroso e ao visitar página dela no Facebook, teria observado algumas mensagens deixadas pela vítima. 

Foi então que o menor passou a conversar com Wesley se passando pela jovem. 

Na terça, ainda usando o perfil dela, marcou encontro com ele na escola em que a jovem estudava e a mandou ir até o local. Por volta das 23h ele chegou no Fiat Pálio, estacionou e desceu ao avistá-la. 

O autor, na companhia do outro menor e de Weslley, cercaram a vítima e colocaram no carro, o levando para outro lugar, o qual não foi informado até o momento pela polícia. Lá, foram desferidos 25 golpes de faca que mataram o jovem. 

O corpo dele acabou desovado na madrugada de quarta-feira na rua Natal, próximo a Toca de Assis. Wesley foi reconhecido horas depois pela mãe e a namorada. 

Latrocínio

Após o assassinato, o trio deixou Dourados em direção a Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. 

No país vizinho, venderam o carro, mas acabaram não recebendo o dinheiro após o comprador descobrir que se tratava de produto de latrocínio. 

Já no início da tarde desta sexta-feira (30/11), eles foram encontrados em uma casa no Jardim Ivone, na cidade de Ponta Porã. A ação contou com apoio do SIG daquela cidade. 

 

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