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Denize Portollan é transferida para presídio de Rio Brilhante

Foto- Reprodução-Facebook

Dourados
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A vereadora Denize Portollan (PR), foi transferida na tarde desta quinta-feira (01/11) para o presídio feminino de Rio Brilhante. Ela acabou presa dentro da Operação Pregão, desencadeada ontem em Dourados e que apura um esquema de fraudes em processos licitatórios no Município.

Na quarta-feira, outros três alvos da ação realizada pelo Ministério Público Estadual, já haviam sido transferidos à PED (Penitenciária Estadual). O secretário de Fazenda João Fava Neto, o diretor do Departamento de Licitação, Anilton Garcia de Souza e o empresário Messias José da Silva, dono da prestadora de serviços Douraser.

Denize atuou como secretária Municipal de Administração logo no início do mandato de Délia Razuk (PR) e depois passou para a Educação, deixando a função desempenhada desde o ano passado em fevereiro de 2018. 

Na sua gestão frente a pasta, contrato de quase R$ 2 milhões foi assinado junto a empresa Energia – alvo de buscas na mesma operação realizada ontem - para que 98 merendeiras prestassem serviço à Rede Municipal de Ensino.

Nesse caso específico, houve dispensa de licitação, o que resultou processo investigatório por parte do poder público. 

Operação Pregão 

A Operação Pregão desencadeada pelo MPE apura supostos crimes de fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos, advocacia administrativa, além do crime conta a ordem financeira, notadamente em razão de fraudes em licitações e contratos públicos, praticados, em tese, durante a atual gestão municipal. 

A ação foi encabeçada pela 16ª Promotoria de Justiça local com apoio de outras promotorias do órgão, além de policiais do Gecoc (Grupo Especializado no Combate à Corrupção), Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) e DOF (Departamento de Operações de Fronteira), além da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira).

O nome da operação “Pregão”, refere-se à modalidade de procedimento licitatório mais utilizada pelos investigados em sua atuação. 

No total, participaram da operação 13 equipes, compostas por aproximadamente 75 policiais militares, civis e servidores, além de seis promotores de Justiça de Dourados e Campo Grande. 

 

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