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O papa Francisco celebrou, na manhã deste domingo (7), na cidade de Mossul, uma cerimônia de orações pelas vítimas da guerra no Iraque. Na saudação, o pontífice reafirmou que, apesar de tudo, a fraternidade é mais forte que o fratricídio, a esperança, mais forte que a morte, e a paz, mais forte que a guerra.

A cerimônia foi na Hosh al-Bieaa, a praça das quatro igrejas: sírio-católica, armeno-ortodoxa, sírio-ortodoxa e caldeia, destruídas por ataques terroristas entre 2014 e 2017. Depois de ouvir testemunhos de um sunita e do pároco local, que falaram das perdas e dos deslocamentos forçados, o papa fez uma breve saudação e rezou pelas vítimas e pelo povo iraquiano.

“A trágica redução dos discípulos de Cristo, aqui e em todo o Médio Oriente, é um dano incalculável não só para as pessoas e comunidades envolvidas, mas também para a própria sociedade que eles deixaram para trás”, afirmou Francisco.

O papa destacou que um tecido cultural e religioso tão rico de diversidade se enfraquece com a perda de qualquer um dos seus membros, por menor que seja, como, em um dos artísticos tapetes iraquianos, “um pequeno fio rebentado pode danificar o conjunto”.

"Como é cruel que este país, berço de civilizações, tenha sido atingido por uma tormenta tão desumana, com antigos lugares de culto destruídos e milhares e milhares de pessoas – muçulmanas, cristãs, yazidis e outras – deslocadas à força ou mortas!", enfatizou Francisco, primeiro papa a visitar o Iraque.

Localizada no norte do Iraque, Mossul é a terceira maior cidade do Iraque, depois de Bagdá e de Baçorá.

Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos – 17% do total disponível aos consumidores em 2019 – foram para o lixo de residências, do comércio varejista, de restaurantes e de outros serviços alimentares, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU). O montante equivale a 23 milhões de caminhões de 40 toneladas carregados, o que, segundo a entidade, seria suficiente para circundar a Terra sete vezes.

O Índice de Desperdício de Alimentos 2021, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização parceira WRAP, do Reino Unido, divulgado esta semana, analisa sobras alimentares em pontos de venda, restaurantes e residências – considerando partes comestíveis e não comestíveis, como ossos e conchas.

Foram observadas, ao todo, 152 unidades em 54 países. De acordo com o documento, o desperdício de alimentos é um problema global e não apenas de países desenvolvidos. As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda.

A maior parte desse desperdício, segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de alimentos disponíveis para consumo são descartados nos lares. Já os serviços alimentares e os estabelecimentos de varejo desperdiçam 5% e 2%, respectivamente.

Em termos globais per capita, 121 quilos de alimentos são desperdiçados por consumidor a cada ano. Desse total, 74 quilos são descartados no ambiente doméstico. O desperdício tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, assinala o relatório. Entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, por exemplo, estão associadas a alimentos não consumidos, considerando as perdas em toda a cadeia alimentar.

Mudança climática

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, avalia que a redução do desperdício de alimentos ajudaria a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, retardaria a destruição da natureza, aumentaria a disponibilidade de comida e, assim, reduziria a fome, além de contribuir para economizar dinheiro em um momento de recessão global.

"Se quisermos levar a sério o combate à mudança climática, à perda da natureza e da biodiversidade, à poluição e ao desperdício, empresas, governos e cidadãos de todo o mundo devem fazer a sua parte para reduzir o desperdício de alimentos”, disse, ao destacar que a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU deste ano será uma oportunidade de lançar “novas e ousadas” ações para enfrentar o desperdício alimentar.

Segundo a ONU, o total de 690 milhões de pessoas afetadas pela fome ao longo de 2019 deverá crescer de maneira acentuada por conta da pandemia de covid-19. Além dessa parcela da população global, existem também, de acordo com a entidade, 3 bilhões de pessoas incapazes de custear uma dieta saudável.

Uma das sugestões apontadas no relatório é que os países incluam o desperdício de alimentos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) no âmbito do Acordo de Paris, enquanto fortalecem a segurança alimentar e reduzem os custos para as famílias. O documento também defende a prevenção do desperdício de alimentos como uma área primária a ser incluída nas estratégias de recuperação da covid-19.

Cerca de 14 países já possuem dados sobre o desperdício doméstico de alimentos coletados de forma compatível com o índice do Pnuma. Outros 38 países têm dados sobre desperdício doméstico que, com pequenas mudanças na metodologia, cobertura geográfica ou tamanho da amostra, permitiriam a criação de uma estimativa compatível.

Parte de uma geleira se desprendeu da cordilheira do Himalaia na manhã deste domingo (8), elevando o nível de rios que cortam o estado de Uttarakhand, no norte da Índia e provocando o transbordamento de uma represa.

Segundo autoridades indianas, a repentina alta do nível dos rios afetou várias comunidades, deixando pessoas isoladas. Jornais indianos estimam que mais de uma centena de pessoas estão desaparecidas e mais de uma dezena de vítimas já foram encontradas sem vida.

No Twitter, o ministro-chefe do governo de Uttarakhand, Trivendra Singh Rawat, disse que ao menos 157 trabalhadores estavam trabalhando em dois empreendimentos atingidos pelas águas. Um vídeo que o departamento de polícia de Chamoli, um dos distritos de Uttarakhand, compartilhou nas redes sociais registra o momento em que parte destes trabalhadores são resgatados de um túnel. De acordo com o site The Indian Express, ao menos 50 homens trabalhavam no local no momento do acidente. O departamento de polícia informou que até as 10 horas (horário de Brasília), 15 deles já tinham sido resgatados.

De acordo com Rawat, equipes de resgate de vários órgãos federais e estaduais foram rapidamente deslocados para a região a fim de socorrer as vítimas. “Todas as equipes de resgate estão fazendo o possível para salvar as vidas”, escreveu o membro do governo de Uttarakhand. “Equipes médicas foram levadas às pressas para o local. Trinta leitos do hospital de Joshimath estão preparadas para atender à emergência, bem como outros hospitais em Srinagar, Rishikesh, Jollygrant e Dehradun. Estamos fazendo o nosso melhor para lidar com este desastre.”

Em sua conta no Twitter, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, lamentou o desastre. Modi afirmou que está acompanhando os trabalhos de resgate às vítimas. “Estou constantemente monitorando a lamentável situação em Uttarakhand. A Índia está com Uttarakhand e a nação ora pela segurança de todos lá”.

Em julho de 2013, ao menos 6 mil pessoas morreram  devido às consequências das fortes chuvas que atingiram Uttarakhand, causando inundações e deslizamentos de terra. O estado atrai turistas de várias partes do país e do mundo por ser sede de alguns lugares considerados sagrados no hinduísmo e fonte da nascente do Rio Ganges.

Um terremoto de magnitude 6.4 na escala Richter foi sentido nesta terça-feira (19) no noroeste da Argentina, perto da fronteira com o Chile. Algumas áreas ficaram sem eletricidade.

As autoridades não anunciaram, até o momento, se houve mortos e feridos.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que mede a atividade sísmica em todo o mundo, o epicentro foi registrado 27,6 quilômetros (km) a sudoeste da cidade de Porcito, às 2h46 desta terça-feira em Lisboa, com profundidade de 14 km.

Pouco depois, foi registrado um segundo tremor de magnitude 5.

Neste momento quero transmitir calma às famílias. Vamos por em prática todas as medidas que aprendemos para prevenir incidentes, enquanto trabalhamos no impacto do terremoto para colaborar em tudo o que for necessário", disse o governador provincial, Sergio Unac, em mensagem no Twitter.

O número de mortes em consequência do tremor de terra registrado sexta-feira (15) na Ilha de Celebes, na Indonésia, subiu para 56, informaram neste domingo (17) as autoridades, acrescentando que prosseguem as buscas de sobreviventes nos escombros. O último balanço indicava 42 mortos.

O terremoto, com magnitude 6,2 na escala Richter, ocorreu durante a noite de sexta-feira, deixando ainda milhares de pessoas desalojadas e centenas de feridos.

Dezenas de corpos foram retirados dos escombros de edifícios em Mamuju, capital da província, onde um hospital desabou. Houve vítimas também ao sul da região, após forte réplica na manhã de sábado (16).

Aviões e barcos entregaram mantimentos e equipamentos de urgência na ilha, e a Marinha enviou um navio médico para ajudar os hospitais ainda em funcionamento, em colapso pelo número de feridos.

Milhares de pessoas ficaram desalojadas. Mesmo quem não teve a moradia atingida, não quer regressar, temendo novas réplicas ou um tsunami como o de 2018, que fez mais de 4 mil mortos.

"É melhor abrigarmo-nos caso aconteça alguma coisa pior", disse um habitante de Mamuju, Abdul Wahab, refugiado numa tenda com a mulher e os quatro filhos, incluindo um bebê. "Esperamos que o governo possa enviar-nos rapidamente ajuda, alimentos, medicamentos e leite para as crianças", apelou, em declarações AFP.

A situação é agravada pela pandemia do novo coronavírus, com as autoridades temendo a transmissão da doença nos acampamentos lotados.

O tremor, com magnitude de 6,2, segundo o Instituto norte-americano de Geofísica, teve o epicentro 36 quilômetros (km) ao sul de Mamuju, e profundidade de 18 km.

Desabamentos causados pelo terremoto cortaram o acesso a uma das principais estradas da província.

O sismo também causou danos no aeroporto local, num hotel e na sede do governo. Parte da localidade continua sem eletricidade.

A agência norte-americana alertou para o perigo de réplicas, "que poderão ser tão ou mais fortes" que o sismo registado, disse a responsável, Dwikorita Karnawati, pedindo aos habitantes que se afastem do mar, por haver risco de tsunami.

O forte sismo provocou pânico na ilha, já abalada em setembro de 2018 por um terremoto de magnitude 7,5, seguido tsunami devastador, que deixou 4.300 mortos e desaparecidos e pelo menos 170 mil desalojados.

O número de mortes provocadas pela pandemia do novo coronavírus já ultrapassou dois milhões.

Dados reunidos pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, apontam para o número exato de 2.000.905 mortos em inúmeros países.

A contagem diária do número de mortes por vezes ultrapassou 15 mil desde dezembro. O maior número de óbitos por país ocorre nos Estados Unidos.

Doença cresce no Japão

O governo de Tóquio confirmou neste sábado (16) 1.809 novos casos de coronavírus na capital japonesa.

Trata-se da segunda maior marca para um dia de sábado, após os 2.268 casos registrados em 9 de janeiro.

O número total de pessoas com diagnóstico positivo em testes para o coronavírus em Tóquio é agora de 83.878.