Dourados-MS,
Semestre- Camara

Madeira estava armazenada em toras - Foto: Divulgação / PMA

Meio Ambiente

A Polícia Militar Ambiental (PMA) apreendeu 1.511 toras de madeira, o equivalente a 60 carretas carregadas, de várias espécies durante fiscalização realizada ontem (13) em Anastácio, município a 140 quilômetros de Campo Grande. A aferição demorou quatro dias para ser concluída e o responsável pelo material terá que pagar multa de mais de R$ 564 mil. As árvores eram das espécies ipê, sucupira, jatobá, faveiro e angico, e estavam armazenadas em uma propriedade rural, sem o documento de origem expedido pelo órgão competente.

O produto florestal armazenado que mediu 1.880,23 m³, suficiente para carregar 60 carretas, distribuídos em vários montes, exigiu quatro dias de trabalho dos policiais para concluir a aferição. O que chamou a atenção da PMA foi a quantidade de madeira de grande porte, cujas árvores derrubadas levariam centenas de anos para atingir aquela estrutura.

A madeira não possuía autorização ambiental (DOF – Documento de Origem Florestal), que é o documento legal para se ter em depósito ou transportar qualquer produto florestal e foi apreendida. A polícia não divulgou a identificação do infrator, que reside em Campo Grande, mas confirmou que ele foi autuado administrativamente e multado em R$ 564.029,00. Ele também responderá por crime ambiental, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção.

 

Correio do Estado

Foto - Divulgação

Meio Ambiente

Começou hoje, às 06h07, a estação mais fria do ano. E, apesar de contraditório, o inverno chega a Mato Grosso do Sul trazendo calor, tempo estável e baixa umidade relativa do ar. Durante o dia, as temperaturas máximas estarão em elevação, mas caem timidamente à noite, devido a perda radiativa no período noturno.

De acordo com o Centro de Monitoramento de Te mpo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec - MS), o trimestre julho-agosto-setembro será com acumulado de poucas chuvas e temperaturas elevadas. A tendência é de que a umidade relativa do ar fique abaixo de 30% e tenha picos mínimos abaixo de 20%. 

Em julho, a média de chuva esperada para o Estado é de 36,4 milímetros, sendo este o mês mais seco do ano. No entanto, são esperadas pelo menos duas frentes frias no mês. Em agosto, sistema de alta pressão atuará como bloqueio atmosférico, evitando as incursões de massa de ar frio, elevando temperaturas. Em setembro, as chuvas voltam ao Estado gradativamente e o esperado é de 90,4 milímetros. 

 

 

Correio do Estado

Pantaneiros estimam retirar 1,3 milhão de cabeças de gado somente na região de Corumbá. - Foto: Foto: Edemir Rodrigues/divulgação

Meio Ambiente

O município de Corumbá teve a situação de emergência por conta da cheia no Pantanal  reconhecida pelo governo do Estado vinte dias depois do decreto assinado pelo prefeito Marcelo Iunes. A inundação, comum nesta época do ano, isolou 2.500 pessoas ribeirinhas e causa prejuízos econômicos com impactos sanitários no rebanho devido ao deslocamento dos animais. O fenômeno natural atinge o local desde o início de maio e levou a prorrogação da vacina antiaftosa até o dia 30 de julho. O decreto tem prazo de duração de 180 dias.

A estimativa é que neste ano, a cheia no Pantanal não ultrapasse os seis metros (do rio Paraguai) na régua de Ladário, localizada na fortificação da Marinha. Na época do decreto municipal o rio chegou a atingir 5,20 metros. Depois cinco dias em estabilidade, o rio voltou a subir e registra 5,33 metros nesta terça-feira (12.6). Estima-se que o pico nesse ponto, que serve de referência para estudos e previsões hidrológicas na bacia pantaneira, será de 5,70 metros. O nível atual do rio em Ladário estava previsto para o final do mês.

O governo do estado encaminhou parecer técnico da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil sugerindo a homologação do decreto municipal. O reconhecimento pelo governo Federal torna a região atingida pelo fenômeno natural prioridade quanto ao repasse de recursos financeiros e permite, excepcionalmente, o alongamento de dívidas dos produtores rurais. Além da prorrogação da vicina, os pantaneiros pediram liberação de linha de crédito especial pelo Banco do Brasil e mudanças em programas, como o de retenção de novilhas.

RIBEIRINHOS
O coordenador estadual de Defesa Civil, tenente-coronel Fábio Santos Catarineli, que assinou o parecer técnico enviado à Secretaria Nacional, que a situação nas áreas ribeirinhas do rio Paraguai estão sendo monitoradas. Ele adianta que o Estado planeja aquisição de cestas básicas para atender as famílias atingidas pela cheia nas regiões do Amolar, Taquari, Forte Coimbra e Porto da Manga.

“Fizemos uma vistoria in loco nas regiões inundadas, como ação complementar, e constatamos uma situação real, cujos danos e prejuízos decorrentes do evento implicaram no comprometimento da capacidade de resposta econômica e administrativa do poder público municipal”, ressalta. “Aguardamos um plano de ação da prefeitura de Corumbá para iniciarmos o atendimento às famílias desabrigadas ou em situação de isolamento.”

PECUÁRIA
A enchente no Pantanal atinge atualmente o município de Corumbá, que detém a maior área da planície do bioma. Até o momento, o maior volume de água do rio se concentra nos arredores da cidade, que não é atingida pela cheia, mas já isolou a região do distrito do Porto da Manga e comprometeu o acesso pela Estrada Parque (MS-228). Essa água chega em julho em Porto Murtinho.

Laudo técnico da Embrapa Pantanal descreve que existem mais de 2 milhões e 300 mil cabeças de gado na região do baixo Pantanal, de Coxim a Porto Murtinho. Com a falta de logística adequada para a movimentação do rebanho, o custo total do deslocamento dos animais por meio de comitivas até os pontos de embarque deve ficar em torno de R$ 5 milhões. Em Corumbá, segundo o Sindicato Rural local, mais de 1 milhão de cabeças de gado já foi remanejada.

Conforme o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Leite, os efeitos da inundação deste ano devem ser sentidos nas propriedades rurais até 2019 por sua influência no score corporal das vacas de cria. “Esses animais, por serem retirados dessas áreas mais baixas em longas caminhadas, vão diminuir seu score corporal. Consequentemente, vão diminuir a produção de bezerros de maio de 2019 (da próxima estação de parição)”. (Com assessoria)