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Funcionários são presos por impedir entrada de ambulância na Santa Casa

Funcionários são presos por impedir entrada de ambulância na Santa Casa

Dois funcionários da Santa Casa de Campo Grande foram presos por omissão de socorro e desobediência ao impedirem a entrada de uma ambulância com paciente na noite de sábado (5).

A vítima considerada grave só foi socorrida pela equipe médica do hospital depois que os bombeiros forçaram a entrada na unidade de saúde, contrariando os dois porteiros.

O hospital está com portões fechados e colocou uma faixa informando a superlotação na quarta-feira (2), mesmo dia em que suspendeu o agendamento de cirurgias eletivas.

A confusão entre funcionários e socorristas aconteceu por volta das 21h (de MS). Segundo o boletim de ocorrência, militares do Corpo de Bombeiros informaram que o paciente de 31 anos, vítima de fratura exposta na tíbia e fíbula, amputação de dedo do pé, trauma de tórax, teve piora no quadro de saúde enquanto esperava atendimento médico do lado de fora do hospital.

A G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do hospital, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Os socorristas disseram à polícia que tinham determinação da Central de Regulação de Vagas para entrar com o paciente considerado grave, mas, o porteiro de 36 anos, responsável por liberar a entrada de ambulâncias, não autorizou a entrada, alegando não ter conhecimento da senha informada. Segundo os militares, a ambulância com o paciente ficou para fora do hospital durante cerca de 20 minutos enquanto o funcionário checava a senha de regulação e o estado de saúde do paciente se agravou nesse período.

Consta no registro policial que os militares comunicaram o fato ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) e receberam ordens para entrarem no hospital, mas o porteiro da unidade continuava alegando que não havia regulação para o paciente ser atendido e foi preso por omissão de socorro e desobediência.

Em seguida, outro porteiro chegou ao local e reafirmou que não tinha conhecimento da senha de regulação informada pelos socorristas. Nesse momento, os militares forçaram o portão, entraram com a ambulância no hospital e a vítima foi socorrida pela equipe médica da Santa Casa.

A delegada Priscilla Anuda Quarti, que atendeu a ocorrência, disse ao G1 que os funcionários foram presos e conduzidos para a delegacia, onde assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados. Ela também informou que foi feita perícia na ambulância e na portaria do hospital para verificar se houve dano ao forçar a entrada, mas, a princípio, a cancela teria sido forçada pelos militares com as mãos, sem provocar danos.

Na delegacia, os funcionários alegaram que negaram a entrada da ambulância por ordens da direção da Santa Casa. Na quarta-feria (2), o hospital colocou uma faixa no portão de acesso das viaturas informando superlotação e passou a restringir o acesso de viaturas ao local. As faixas foram providenciadas pelo setor de comunicação do hospital a pedido da Assistência Social.

O hospital alega que está trabalhando acima da capacidade de atendimento. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), após o fechamento dos portões, oito pacientes foram levados ao hospital na condição de vaga zero, quando a unidade de saúde não pode recusar o atendimento. Os bombeiros afirmaram ainda que constaram a existência de dois leitos vazios no hospital. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro como omissão de socorro e desobediência.

fonte dourados agora