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Maior cachoeira de MS está seca há quase quatro meses

Maior cachoeira de MS está seca há quase quatro meses

Pesquisas apontam que o avanço da agricultura e o desmatamento alteram o ciclo natural da água e esse é o principal temor do gerente da fazenda Boca da Onça, Roni Queiroz, que há pelo menos quatro meses viu secar na propriedade a maior cachoeira de Mato Grosso do Sul, na região da Serra de Bodoquena.

Conforme ele explicou ao site Midiamax, a diminuição da chuva é responsável pelo menor volume de água da cachoeira nos últimos meses.

Durante esse período de estiagem, Roni afirma que o local tem água de manhã e seca durante a tarde.

"O que acontece é que desde o mês de novembro estamos com período de seca na região. Então, chove parcialmente. Tem locais que chove e outros não. Na parte da manhã, ela tem água. Quando é 12h, devido ao vento e ao sol, essa água sai da cachoeira, ela acaba virando uma neblina e sai da cachoeira", comentou.

A cachoeira é abastecida pelo córrego boca da onça, que se alimenta de nascentes na região. A água, no entanto, interdepende do volume de chuva, um ciclo que envolve a preservação da vegetação e das nascentes.

A preocupação de Roni, é que a degradação ambiental, motivada pelo avanço de lavouras de soja e milho na serra da Bodoquena, pode estar relacionada com a diminuição da chuva. De acordo com ele, janeiro de 2017 apresentou mais de 50% de diminuição na chuva com relação ao mesmo período em 2016.

O fato chegou ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que irá enviar equipes ao local para investigar o motivo dos meses de seca.

"Pode ser que eu esteja enganado, mas acho que esse aumento de lavouras na região da serra da Bodoquena acaba prejudicando sim. Eu concordo que tem relação. A gente acompanha não só na região de Bodoquena, mas na região de Bonito, o quanto está prejudicado. Qualquer chuvinha, por menor que seja, os rios já sujam, por exemplo", afirmou Roni em entrevista ao site.

Além do desmatamento para a plantação, Roni afirma que as lavouras estão matando as nascentes dos rios. "Sim existe em áreas próximas, se fizer um levantamento de satélite vai ver as áreas em torno de nascentes. Só pra você entender, nós temos cinco nascentes dentro da fazenda, que formam o córrego boca da onça que vai formar a cachoeira. Só pra você ter uma noção, na Boca da Onça, nós temos 2 mil hectares, 1100 é área de preservação que são justamente essas áreas de nascentes, os morros", explica.

"Lavoura nós não temos na fazenda. Outros lugares já não estão fazendo a mesma coisa. Então não adianta um preservar, tem que ter uma ação em conjunto", complementa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: DouradosNews