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Cenário econômico é oportunidade de ampliar integração latino-americana, diz CEPAL

Cenário econômico é oportunidade de ampliar integração latino-americana, diz CEPAL

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, afirmou que o atual cenário econômico apresenta a oportunidade de fortalecer a integração regional, e destacou que esta deve ser promovida em áreas específicas, para além do comércio.

A afirmação foi feita durante reunião do Fórum Econômico Mundial sobre América Latina 2016 encerrada na sexta-feira (7) em Buenos Aires, na Argentina.

O encontro, inaugurado na quinta-feira (6) pelo presidente argentino, Mauricio Macri, e pelo fundador e presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, reúne líderes globais e regionais do âmbito empresarial, do setor governamental e da sociedade civil para compartilhar ideias estratégicas sobre o futuro inclusivo da América Latina.

No evento, Bárcena foi a principal oradora de um painel sobre integração, do qual também participaram autoridades governamentais e representantes do setor privado.

Na ocasião, afirmou que o atual contexto econômico e político mundial apresenta fortes tensões e incertezas e que, portanto, não é possível continuar fazendo as coisas da mesma maneira.

Bárcena explicou que a inserção da região latino-americana e caribenha no comércio global é muito baixa — tem apenas 6% de participação nas exportações mundiais, comparado com 31% dos países em desenvolvimento da Ásia —, ao que se soma o fim do chamado "superciclo" das commodities e o fato de que, na maioria dos países latino-americanos, menos de 1% das empresas realiza exportações.

"Por isso, na CEPAL propomos que seja fortalecida a integração para além da troca de mercadorias. Devemos avançar na facilitação do comércio, na participação em cadeias de valor, na integração da infraestrutura e da energia, assim como na área tecnológica e digital", disse Bárcena.

Sobre este tema, a secretária-executiva da CEPAL afirmou que a região deve avançar para o desenvolvimento.

"As alianças público-privadas de segunda geração são chave para impulsionar mercados digitais integrados no nível regional e sub-regional na América Latina e no Caribe", disse.

Ela completou que o desenvolvimento de plataformas tecnológicas e digitais permitem fomentar a diversificação produtiva, o crescimento da produtividade e alavancar a quarta revolução industrial com maior escala, conexão, acesso e difusão de conteúdos.

"As plataformas das novas tecnologias da informação potencializam esse processo. Isso melhora a competitividade da região ao modernizar redes de infraestrutura e tecnologia", completou.

CEPAL pede redução da desigualdade na região

Na quinta-feira (6), Bárcena havia instado os países da região a gerar novos pactos políticos e sociais para retomar o caminho do crescimento econômico, impulsionando o investimento e diversificando a matriz produtiva, e combatendo a persistente desigualdade social, descrita por ela como "um dos grandes flagelos da região".

Bárcena afirmou que "se quisermos ter futuro, temos que mudar profundamente o estilo de desenvolvimento", utilizando como guia a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada em 2015 pelos países-membros das Nações Unidas.

No painel "Repensando o capitalismo de mercado", Bárcena afirmou que a "igualdade com titularidade de direitos é para onde devemos repensar o capitalismo", por meio da criação de "novas coalizões políticas e sociais que permitam mudar a relação entre Estado, mercado e sociedade civil".

Em outra sessão, intitulada "Perspectivas Econômicas para a América Latina", Bárcena expressou que a região, cuja economia deve se expandir 1,3% em 2017 depois de dois anos de contração, enfrentou com cautela o contexto internacional de baixo crescimento e incerteza gerada pela revisão dos tratados de livre comércio no nível global.

A inflação está relativamente controlada (em torno de 8,3%, excluindo a Venezuela), assim como o déficit de conta corrente (2,2%, em média), disse ela.

As reservas internacionais aumentaram e o risco soberano melhorou, o que abre opções para o financiamento externo, apesar de a dívida pública ter se elevado, lembrou.

"A região não conseguiu retomar apropriadamente o investimento" público e privado para retomar as altas taxas de crescimento observadas em anos recentes, sustentou.

No fim de 2016, serão completados 11 trimestres consecutivos de queda das taxas de crescimento da formação bruta de capital fixo em toda a região.