The current Bet365 opening offer for new customers is market-leading bet365 mobile app You can get a free bet right now when you open an account.

'Estamos com duas dores: a da perda dele e a das criancinhas', diz irmã de vigia que ateou fogo em creche em Janaúba; 'Não somos culpados'

'Estamos com duas dores: a da perda dele e a das criancinhas', diz irmã de vigia que ateou fogo em creche em Janaúba; 'Não somos culpados'

Uma irmã do vigia que ateou fogo na creche Gente Inocente, em Janaúba, no Norte de Minas, afirmou nesta sexta-feira (6) que a família sente a dor pela perda do irmão, mas também pela perda das crianças que morreram no ataque. Ela disse ainda não entender a razão pela qual o irmão fez o que fez.

"Pra mim, para toda a família, sinto que estamos com duas dores; a dor da perda dele, queremos saber gente o quê que ele estava fazendo, de que que ele aprontou com esta vida dele, e mais ainda da perda destas criancinhas. A gente também é avó, temos criancinha na escola e meu filho trabalha na escola”, diz, emocionada, Gilmara Alexandrina.

A irmã disse que Damião Soares dos Santos era afastado da família, que tem 11 filhos, e que eles não perceberam que ele planejava o ataque. Ela pede ainda compreensão para familiares do autor, que também estão chocados com a tragédia. “Ele cometeu isso por ele mesmo, nós queremos compreender. [Queremos] que as famílias destas criancinhas compreendam a gente”.

No ataque, ao menos oito pessoas morreram, além do próprio Damião. Entre os mortos estão sete crianças.

Na casa de Damião Santos foram apreendidos galões com combustíveis. "Além disto, foram apreendidos CDs com fotos de crianças, mas, até então, nada que iduza à pedofilia ou que levante suspeita do crime. Os CDs irão passar por perícia e o laudo psicosocial será reladado nesta sexta-feira", afirma o delegado regional, Bruno Fernandes.

ATUALIZADA Como aconteceu o ataque em Janauba (Foto: Arte/G1)ATUALIZADA Como aconteceu o ataque em Janauba (Foto: Arte/G1)
ATUALIZADA Como aconteceu o ataque em Janauba (Foto: Arte/G1)
Por Juliana Peixoto, G1 Grande Minas