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Caminhoneiros afirmam ter condições de prolongar greve

Na BR-163, km 477, caminhão-baú refrigerado guarda a comida disponibilizada aos manifestantes; - Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado

Mato Grosso do Sul
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O acordo selado pelo governo federal com entidades que representam caminhoneiros do País surtiu o efeito contrário entre os manifestantes às margens das rodovias, em Campo Grande. Os autônomos não reconhecem o pacto costurado em Brasília (DF) e estão preparados para manter a paralisação por tempo indeterminado. Apoio e mantimentos não faltam aos grevistas.

O principal foco da manifestação, na Capital, fica na altura do km 477 da BR-163, no Anel Rodoviário. O movimento estima que, pelo menos, 600 caminhões estão parados nos pátios de um posto de combustíveis e de transportadoras próximas, com permissão dos proprietários das empresas.

Entre os veículos, está um caminhão com baú refrigerado, que serve de despensa para os grevistas. Carne, ovos, água, frutas, arroz, café e refrigerante compõemo estoque, reabastecido com doações que chegam frequentemente.

Cada novo fardo trazido é aplaudido pelos motoristas. O caminhoneiro Claudemir Fernandes, 36 anos, garante que os mantimentos no baú refrigerado são suficientes para mais um mês de paralisação. “Estou bebendo até água com gás. De manhã, no café, é pão com presunto e queijo. Não é só pão com manteiga, não”.

 

 

 

Correio do Estado