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Governo não convoca concursados e fronteira fica livre para o crime organizado

Fronteira seca entre Brasil e Paraguai - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Mato Grosso do Sul
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Prestes a terminar o prazo de validade do concurso de fiscal tributário e auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) de 2014, o governo do Estado não prevê convocação dos candidatos aprovados até a data limite. Enquanto isso a fronteira fica livre para sonegadores de impostos e o crime organizado. 

A falta de fiscalização é o maior facilitador das quadrilhas que entram pelo Estado, prejudicando a arrecadação de impostos. Quem perde é o próprio governo que deixa de ganhar. Mercadorias ilegais entram nas cidades, prejudicam o comércio local e contribuem para os índices de criminalidade. 

Os candidatos reclamam da falta de sensibilidade do governo em convocar os aptos a trabalharem, já que a realidade do quadro de servidores hoje é pior do que a da época do concurso.

“Os primeiros aprovados foram sim nomeados, mas as vacâncias que ocorreram após a nomeação desses são muito superiores às nomeações, por isso a quantidade de servidores na ativa atualmente é muito inferior a quantidade que se verifica antes da nomeação de 100 candidatos em 2016”, explica o aprovado Marcel Bucker Froes. 

Conforme apurou, existem cerca de 1050 cargos de fiscal tributário no Estado, sendo 550 vagos. O número corresponde a 50% a mais dos cargos de fiscal tributário.

Já para o de auditor fiscal existem 30 cargos vagos atualmente. E apenas 12 candidatos aprovados no certame para serem convocados até dia 2 de julho. A assessoria de imprensa da Sefaz afirma que não há previsão para o chamado por falta de recursos. 

 

 

 

Correio do Estado