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Burocracia e juros elevados travam crédito empresarial no Estado

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Mato Grosso do Sul
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Entraves burocráticos, recuperação ainda lenta da economia e insegurança com a política de taxa de juros do governo emperram a busca por crédito empresarial em Mato Grosso do Sul. 

A baixa procura de tomadores de crédito do Estado em grandes instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – onde foi constatada queda de 35% nas operações aprovadas, somente no primeiro trimestre deste ano, conforme dados repassados pelo banco de fomento – também se reflete na retração da demanda pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO) para empreendimentos em território sul-mato-grossense, formado 50% por crédito voltado para o setor empresarial e 50% para atendimento do segmento rural. 

“O agro vai muito bem, está no mesmo ritmo do ano passado, até um pouco superior em desembolso, e no empresarial nós não temos praticamente duas a três cartas-consulta por semana. Então, por mais que venha se falando em recuperação da economia, claramente, nós não estamos percebendo que existe um apetite para o investimento no setor empresarial”, avalia o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

No FCO, explicou, foi constatado um problema na parte de juros, e a mesma coisa aconteceu no BNDES. “O rural está fixo, é a mesma política, 7,5% em 12 anos, mas o empresarial não, foi mudado. Tínhamos uma política de taxa de juros para o empresarial e agora, com essa política da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) com indexador, nós voltamos a indexar a taxa de juros no Brasil. O empresário não está entendendo o seguinte: inflação baixa, Selic caindo e o governo volta com a reindexação de taxa de juros por meio da TLP. Uma coisa é você pegar o financiamento variável por um mês, para pegar para 10 anos”, comentou.

 

 

Correio do Estado