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Militares reunidos durante atividades no âmbito do Sisfron. - Foto: Nicanor Coelho

O Exército Brasileiro realiza nesta terça-feira, no município de Laguna Carapã, Operação de Defesa Externa com patrulhamento por toda a região, cercando a cidade com postos de bloqueio. As tropas também vão simular série de incidentes como exercício operacional. A ação faz parte de avaliação técnica do Sistema Integrado de Monitoramento da Fronteira (Sisfron)  iniciada ontem, e que segue até quinta-feira na região da Grande Dourados.

Todos os exercícios e avaliações fazem parte da Operação Furacão, realizada pela 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e 17°, 10° e 11° Regimentos de Cavalaria Mecanizada. Ontem, as tropas fizeram reconhecimento a partir da BR-163 e rodovia MS-280, direção de Laguna Carapã. Hoje haverá a operação que pretende sitiar o município com militares.

Para tais atividades são empregados cerca de 500 militares e 145 viaturas para apoio operacional e logístico. Dentre outras atividades, são realizados testes de sincronização do sistema de comunicação tática, teste optrônicos, operações noturnas, além do emprego do radar durante reconhecimento de zona.

 

 

 

Correio do Estado

Justiça determinou a desapropriação - Foto: Divulgação

Com novas empresas interessadas em reabrir o antigo frigorífico do JBS em Cassilândia, a prefeitura do município conseguiu na Justiça a desapropriação do prédio onde a empresa atuava. A unidade gerava pelo menos 700 empregos diretos e foi fechada há pouco mais de um mês. De acordo com o procurador jurídico da Prefeitura Donizete Cadete, a decisão, publicada na terça-feira, foi tomada pela administração municipal após tentativas de diálogo com a direção da JBS para reabrir a unidade e não ser atendida. 

“Ficava aquele ‘jogo de empurra’ e então decidimos não esperar e tomar uma atitude extrema, pedindo a retomada do prédio para que outro frigorífico possa ser instalado lá” afirma. Cadete alega ainda que existem grupos interessados no frigorífico. 

O JBS afirmou que  o processo judicial em questão não foi ajuizado contra a companhia. A planta de Cassilândia operava por intermédio de um contrato de arrendamento que já se encontra finalizado. O encerramento das operações da JBS nessa unidade se deu em decorrência da determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O próximo passo é abrir um processo de licitação com permissão de uso para a escolha de outras empresas interessadas em instalar uma unidade no prédio. 

Segundo o procurador a ideia é oferecer outra fonte de trabalho para os ex-funcionários, já que a unidade era o segundo maior empregador da cidade, atrás apenas da própria prefeitura: “A população se sente derrotada ao ver esse local fechado”, finaliza.

De acordo com a prefeitura, desde que o frigorífico paralisou atividades, os pecuaristas precisavam levar o gado para abater em Campo Grande, ou outras unidades, prejudicando a atividade na região.

NORMALIDADE

Segundo o governador do Estado, Reinaldo Azambuja,as demais unidades do JBS no Estado operam normalmente. “Eles aderiram ao Refis (renegociação de débitos). Parcelaram e pagaram à vista as primeiras parcelas”, alegou Azambuja.

O governador reiterou que o grupo vem cumprindo rigorosamente com o Estado os débitos que tinham.
Com relação a Cassilândia, o governador destacou que a planta era arrendada e a unidade foi proibida pelo Cade de manter as atividades. “Hoje as atividades nas outras plantas acontecem normalmente. A Seara em Dourados está dobrando de tamanho de 3 mil para 6 mil suínos abatidos por dia. Esperamos que continuem as atividades econômicas para continuar gerando emprego em MS”, concluiu.

 

 

Correio do Estado

Pedro Lima, presidente da federação e Diretores do SEC PP.

Empregados no comércio de Ponta Porã devem lotar o plenário da sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira (15) a partir das 14 horas para tentar barrar a tramitação de um Projeto de Lei do Executivo Municipal que cria o horário livre do comércio local, inclusive nos domingos e feriados. "Isso é um absurdo! Um desrespeito às famílias dos mais de 2.300 empregados no comércio da cidade, uma vez que a cidade não comporta essa liberdade de horário", reclamou Divino José Martins, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ponta Porã.

A Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS também reagiu contrária a essa decisão do Executivo que encaminhou o projeto "na calada da noite" e que foi aprovado na primeira instância. Agora, os comerciários vão tentar barrar sua tramitação na casa, informa Pedro Lima, presidente da federação.

Pedro Lima explica que além de ser um desrespeito às famílias dos comerciários, o livre comércio de Ponta Porã não possui nenhuma infraestrutura para se alicerçar. Como exemplo ele citou a falta de creches à noite e em finais de semana e feriados para os filhos dos comerciários; a falta de segurança pública na cidade para os funcionários que saírem altas horas da noite do trabalho e a falta também de transporte coletivo. "Isso é um retrocesso. Nâo tem como prevalecer uma lei dessa, pois a cidade não comporta esse horário livre. Isso é um desrespeito muito grande para com as famílias de quase 2.500 trabalhadores", criticou Lima.

Divino José Martins disse que o vereador Miudinho é quem "encampou" esse projeto e está tentando aprova-lo junto aos demais vereadores da Casa de Leis. "Estamos fazendo uma panfletagem por todo comércio nesta segunda-feira para pedir o comparecimento maciço dos nossos trabalhadores na Câmara nesta terça-feira a partir das 14 horas para barrarmos esse projeto", explica Divino. Ele vai apresentar um projeto substitutivo fazendo voltar ao que era antes, ou seja, a abertura do comércio das 8h às 18h e o trabalho nos domingos e feriados somente mediante acordo entre as duas classes (patrões e empregados).

 

 

 

Dourados Agora

Municípios impactados por hidrelétricas receberão a compensação - Foto - Divulgação

Com a publicação ontem no Diário Oficial da União da Lei 13.661/18, fica assegurado, a partir julho deste ano, R$ 14,9 milhões a mais pela Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e dos Royalties de Itaipu a 13 municípios de Mato Grosso do Sul com sedes de usinas ou áreas alagadas. Estava previsto para estas localidades R$ 33,670 milhões/ano, valor que vai para R$ 48,635 milhões/ano.

O incremento ocorre porque a lei aumenta de 45% para 65% a fatia da Compensação destinada aos 729 municípios sedes de usinas e alagados.

De acordo com estudos da Associação Nacional dos Municípios Sedes de Usinas Hidroelétricas e Alagados (AMUSUH),  vão ser beneficiados os municípios de Água Clara, que vai receber R$ 259,4 mil a mais; Anaurilândia, R$ 1,472 milhão; Aparecida do Taboado, R$ 2,482 milhões; Bataguassu, R$ 1,420 milhão; Bataiporã, R$ 1.914,00.

Também serão beneficiadas as cidades de Brasilândia, com R$ 925,6 mil; Mundo Novo, com R$ 1,936 milhão; Paranaíba, com R$ 857 mil; Ribas do Rio Pardo, com R$ 388 mil; Santa Rita do Pardo, R$ 544 mil; Serviria, R$ 1,346 milhão; Sonora, R$ 630 mil; e Três Lagoas R$ 2,699 milhões.

De acordo com a  senadora Simone Tebet (MDB/MS) - defensora da alteração do índice no Congresso Nacional e que atuou em favor de sua aprovação - a medida beneficia 13 municípios de Mato Grosso do Sul e que este montante a mais é justo, pois é o município sede de hidrelétricas que mais sofre com os impactos ambientais e sociais. Como exemplo Simone Tebet citou o Complexo de Urubunpungá, formado pelas usinas de Jupiá, Ilha Solteira e Três Irmãos, que afetam vários municípios no Estado.

O presidente da AMUSUH e prefeito de Abdon Batista (SC), Lucimar Salmória destacou a importância deste incremento para as prefeituras. “Nossa Associação não poupou esforços ao longo desta década para aprovar esse projeto que fará justiça aos 729 municípios. Nossas prefeituras terão aportes determinantes para melhorarem o caixa e as ações em prol da população”, afirmou Salmória.

O PLC 315/2009 que deu origem à lei 13.661 foi aprovado em todas as instâncias na Câmara e depois seguiu para o Senado. No último dia 11 de abril, todos os senadores presentes na sessão extraordinária votaram a favor da proposta. A matéria seguiu para sanção presidencial, que foi publicada ontem no Diário Oficial.

 

 

 

Correio do Estado

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