Dourados-MS,
 Camara municipal

Foto - Divulgação

Não há dúvidas. A semana começou quente em todo o Estado de Mato Grosso do Sul e, para os que gostam de altas temperaturas, é que o “forno” ainda está sendo ligado. O calor deve continuar nos próximos dias, e há chances de o Estado continuar contribuindo para o ranking das cidades mais quentes do país. Nesta segunda-feira (24), foi a vez de Sonora, no norte do Estado, e distante 366 quilômetros da Capital, figurar no TOP10 das altas temperaturas: 41,2ºC, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

A temperatura foi captada pela estação automática do Inmet na cidade, às 14h desta segunda-feira. O que os moradores da cidade esperam, é que ela caia ao longo do dia. 

Quando se trata de calor, neste dia 24 de setembro, Sonora só perdeu para a cidade de Gilbués, no sertão do Piauí, onde os termômetros marcaram, há pouco, 43,8ºC.

A terceira mais quente no ranking das mais quente é conhecida pelo “inferno” ao ar livre em todo o Brasil: Cuiabá, onde a máxima chegou a 41ºC nesta segunda-feira. 

Mato Grosso do Sul

O mesmo Inmet mostra que este dia 24 de setembro é quente nos quatro cantos de Mato Grosso do Sul. Em Três Lagoas, por exemplo, às 14h os termômetros marcavam 40,3ºC. 

Também está quente em Porto Murtinho, na região Sudoeste: 37,6ºC. No Sul de MS, em Itaquiraí, a temperatura já chegou a 36,4ºC.

Em Campo Grande não é diferente: a estação automática do Inmet registrou 35,8ºC às 14h.
Para os próximos dias, na Capital e no interior, o calor deve continuar, mesmo com a previsão de chuvas esparsas. Sinais da primavera, estação que teve início na noite do último sábado.

 

Correio do Estado

A propriedade localizada no município de Corumbá, região do Alto Paraguai - na divisa com o Mato Grosso, às margens do Rio Piquiri - teve o desmatamento autorizado após o governo do Estado - Foto: Divulgação/MPE

O produtor rural Élvio Rodrigues, responsável pelo devastação de 20.526 hectares de vegetação nativa na Fazenda Santa Mônica, no Pantanal, também é um dos alvos da Operação Vostok da Polícia Federal. A propriedade localizada no município de Corumbá, região do Alto Paraguai - na divisa com o Mato Grosso, às margens do Rio Piquiri - teve o desmatamento autorizado após o governo do Estado entrar em ação, por meio de sua Procuradoria-Geral, para derrubar decisões judiciais que impediam a supressão de mata nativa, mas na região na qual o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) autorizou o desmate convive com o drama do assoreamento dos rios.

Rodrigues tem diversos investimentos e negócios disseminados na agricultura e pecuária em Mato Grosso do Sul. Além de criar gado e plantar soja e milho, o produtor rural também é o proprietário da empresa Agriseiva Consultoria e Planejamento Agropecuário e foi um dos fundadores da Cooperativa Agrícola Mista Serra de Maracaju (Coopsema) na década de 90. Atualmente faz parte da diretoria do Sindicato Rural do município, como suplente no Conselho Fiscal da entidade.

Na gestão de Reinaldo Azambuja frente a prefeitura do município - entre 1997 e 2004 -, Rodrigues foi secretário municipal de agricultura. No ano passado o produtor foi um dos citados na delação da JBS - a mais polêmica da Lava Jato -, pelos irmãos Wesley e Joesley Batista que afirmaram ter pago R$ 38,4 milhões - pelo menos R$ 28,4 milhões foram repassados por meio de notas fiscais frias - em propina a Reinaldo Azambuja. O pecuarista, que tem antiga relação com o governador, emitiu R$ 7.682.566,20 em notas frias, valor que o colocou como segundo maior emissor para “legalizar” o repasse de vantagens indevidas. Ele só perdeu para o montante emitido pelo frigorífico Buriti Comércio de Carnes com R$ 12,9 milhões.

O pecuarista teria emitido as notas entre os dias 17 de agosto e 19 de dezembro de 2016. Auditoria da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária (ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA), constatou que as notas apontadas pela JBS são frias, porque não houve a entrega do gado apontado nas unidades do grupo em Campo Grande.

A emissão das notas por Élvio Rodrigues ocorreu no mesmo período em que tramitou o processo de licenciamento para desmatar os 20 mil hectares no Pantanal. Além de anular a licença, o MPE pediu que a Justiça determinasse que o pecuarista apresente o projeto de recuperação da área degradada e o execute no período de um ano. Mas em abril deste ano o caso veio novamente à tona após o governo do Estado entrar em ação, por meio da PGE para derrubar decisões judiciais que impediam a devastação.

Em 15 de março, o presidente do Tribunal de Justiça de MS, desembargador Divoncir Schreiner Maran, atendeu pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e suspendeu os efeitos da liminar concedida em 24 de outubro do ano passado, pela juíza Luiza Vieira Sá de Figueiredo. A decisão da magistrada, cassada pelo presidente do TJ, impedia que os proprietários – o engenheiro agrônomo Élvio Rodrigues e a advogada Sônia Oliveira Rodrigues – desmatassem a fazenda. 

DECISÕES RÁPIDAS

O pedido para desmatar os 20,5 mil hectares de área nativa pantaneira ocorreu logo após a compra da fazenda, em 15 de fevereiro de 2016. Élvio e Sônia Rodrigues pagaram R$ 25 milhões pela área, conforme consta na matrícula do imóvel. A rapidez para a concessão da autorização e o empenho do governo do Estado, que utilizou a estrutura do Imasul e da PGE para permitir o desmatamento, não são comuns em outros processos da área ambiental.

 

Correio do Estado

Acidente aconteceu ontem, na região de Três Lagoas. - Foto: Foto: Hoje Mais

Ilman Narciza de Oliveira, de 77 anos, morreu em acidente de trânsito ocorrido ontem, na rodovia BR-262, em Três Lagoas. A idosa estava em um veículo Toyota Etios que saiu da pista em uma curva, bateu em barranco e capotou. Ela sofreu grave lesão no pescoço e faleceu antes mesmo que pudesse ser socorrida. 

Outras duas mulheres tiveram ferimentos e foram encaminhadas ao hospital, sem risco de morte. Segundo boletim de ocorrência, o Etios teria se descontrolado, atravessado a pista e saído da via em uma curva, onde bateu em barranco e capotou, parando cerca de 10 metros depois, no matagal.  O caso é investigado.

 

Promoção também será realizada nas lojas do lado brasileiro a partir desta quinta-feira - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A disparada do dólar nas últimas semanas derrubou a expectativa de vendas para o Black Friday Fronteira, período promocional que começou ontem (5) e vai até domingo, em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. As empresas participantes projetam movimentar 30 milhões de dólares – aproximadamente R$ 125 milhões –, o que representa uma queda de 15% no comparativo com o ano passado, quando o evento gerou R$ 147 milhões.

A previsão da Câmara de Indústria, Comércio e Turismo de Pedro Juan Caballero e da Associação Comercial e Empresarial de Ponta Porã, responsáveis pelo Black Friday Fronteira, é de atrair 100 mil pessoas durante os quatro dias de promoção. Em 2017, 120 mil turistas passaram pela fronteira durante o período.

Na terça (04) as casas de câmbio de Pedro Juan Caballero vendiam o dólar a R$ 4,29. Por outro lado, com a conversão praticada no comércio, o valor chega a R$ 4,35. No Brasil a moeda americana fechou em R$ 4,14. 

O período de eleições é apontado como principal motivo para desvalorização da moeda brasileira. O dólar voltou a fechar acima de R$ 4,00 após 30 meses na terceira semana de agosto, logo após a divulgação de pesquisas eleitorais.

O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Turismo da cidade paraguaia, Alejandro Aranha, ainda torce para um desempenho pelo menos igual ao de 2017. “Estamos trabalhando para que as vendas pelo menos se igualem ao ano passado. Mas será difícil, e a desvalorização do real é o principal motivo. É um ano político, de eleição, que também influencia”.

Em dias normais, a quantidade de pessoas que circulam pelo comércio da fronteira fica entre 5 mil e 8 mil. A projeção para o Black Friday este ano é de 25 mil compradores por dia.

O presidente da Associação pontaporanense, Eduardo Gaúna, encara com mais otimismo e apela para que os turistas não percam o evento. “Os hotéis estão todos cheios. Nós mais que dobramos a quantidade de lojas participantes em Ponta Porã. No Paraguai, com certeza o dólar vai ser compensado. Vai ser como se estivesse a R$ 3,00”.

De acordo com Alejandro Aranha, 70 lojas do lado paraguaio aderiram ao período promocional. O Shopping China, maior estabelecimento de importados do mundo, participa com aproximadamente 45 mil produtos e descontos de até 70%.

Informações da Câmara de Indústria, Comércio e Turismo de Pedro Juan Caballero dão conta de que o gasto médio do turista em edições passadas do Black Friday foi de R$ 1,7mil por pessoa.

ATRATIVOS
Ainda segundo a entidade paraguaia, os produtos eletrônicos foram os mais procurados na edição passada, com participação de 20% do total comprado. De olho neste público, o gerente administrativo de uma loja do ramo, Paulo Siqueri, garante que o dólar alto não será um impeditivo aos turistas.

“As pessoas vão se assustar com o câmbio, com certeza, mas quem entrar na loja vai sair satisfeito. Nós temos nossas estratégias para oferecer um bom preço”. O lojista espera que o movimento aumente 60%, mas não revela o que será feito para driblar a desvalorização do real.

Já a proprietária de uma farmácia, Darci Remond, conta que renovou seu estoque comprando em grandes quantidades. A tática adotada permitiu colocar todos os produtos do local com 30% de desconto.

“Só assim para derrubar o preço. Mas estou com o pensamento positivo. Acho que o movimento deve aumentar 70%”.

Já no lado brasileiro, 48 empresas de Ponta Porã participam do Black Friday Fronteira. A gerente de vendas de uma loja de presentes e artigos diversos, Carmen Aguirre, espera pelo menos dobrar o fluxo de clientes durante os dias de promoção.

“Nós já notamos que a movimentação aumentou antes mesmo de começar o Black Friday”. 

Ainda de acordo com a Câmara de Indústria, Comércio e Turismo de Pedro Juan Caballero, são esperados mais 30 mil veículos na fronteira durante os quatro dias de promoção.

A entidade aponta que a maioria dos turistas aguardados têm entre 31 e 40 anos (25,07%) e vem de cidades próximas, como Amambai, Antônio João, Dourados e Campo Grande. A organização também aguarda visitantes de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, além de municípios paraguaios vizinhos.

 

Correio do Estado

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