Dourados-MS,
 Camara municipal-principal

Reinaldo Azambuja determinou queda na pauta do diesel

A redução na base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, ou a chamada pauta fiscal, que passará de R$ 3,90 para R$ 3,65 por litro a partir do dia 1º de junho, determinada pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja, não deverá trazer grandes impactos diretamente no valor final do combustível para o consumidor. A avaliação é de representantes ligados ao setor de transporte da Capital.
O ponto mais importante na opinião de empresários e que realmente deveria ser alvo de mudanças é o corte na alíquota de ICMS sobre o óleo diesel, de 17% para 12%, como querem os caminhoneiros, em greve desde o dia 21. 
O presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Logística de Mato Grosso do Sul (SETLOG/MS), explica que a pauta é calculada em cima de uma cesta de valores que compõe todos os preços do Estado.

 

Correio do Estado

Caminhoneiros começaram a ser notificados judicialmente para deixarem as estradas e encerrarem protestos - Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado

O Exército Brasileiro começou a atuar na escolta de combustíveis a partir das distribuidoras localizadas em Campo Grande. A partir do entreposto da Petrobras, na Vila Eliane, na região oeste, os militares escoltaram os veículos para postos da Capital. São nove caminhões para a maior cidade do Estado, e outros quatro para o interior do Estado, mais especificamente nas regiões de Amabai, Corumbá, Dourados e Ponta Porã .  

Ao todo, serão 10 mil litros de combustíveis disponibilizados nos postos reabastecidos. 

As ações são as primeiras do Exército no Estado. A expectativa é que durante o fim de semana, mais trabalhos como estes ocorram. A ação visa atenuar os efeitos da greve dos caminhoneiros, que teve início na última segunda-feira (21) no fornecimento de combustíveis e - consequentemente - no abastecimento de outros setores da economia.

Acampados há quatro dias na frente do local, alguns caminhoneiros chegaram a se deitar em frente à saída da garagem do local para impedir a saída dos caminhões, mas foram convencidos a desistir do protesto por policiais militares que cuidam do entorno do prédio. A Justiça já concedeu liminar autorizando a desobstrução das ruas no entorno do local.

Em nota divulgada nesta tarde, o Comando Militar do Oeste (CMO) disse que ficou definido em reunião com o governador Reinaldo Azamnbuja (PSDB) e outras autoridades do Estado que seu emprego se dará em ações coordenadas com as forças policiais estaduais e federais de segurança pública, "de acordo com o previsto na legislação em vigor."

"Neste momento de crise, é fundamental o entendimento da gravidade da situação e a cooperação das partes envolvidas, a fim de evitar mais prejuízos à sociedade brasileira", diz.

Ainda de acordo com o comunicado, a prioridade do Exército será executar ações que serão desenvolvidas para a desobstrução das vias públicas federais "necessárias à livre circulação de veículos, a preservação da Ordem Pública, a proteção das infraestruturas críticas e o restabelecimento da continuidade do abastecimento de combustíveis e gêneros essenciais ao bem-estar da população."

 

 

Correio do Estado

Foto - Divulgação

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse, nesta quinta-feira (24), durante agenda pública na Casa da Indústria, em Campo Grande, que está descartada a possibilidade de redução do ICMS do diesel como medida para baixar o preço dos combustíveis.

A declaração de Azambuja foi uma resposta ao protesto dos guincheiros realizado na Capital há dois dias. Na ocasião, a categoria demonstrou apoio à greve dos caminhoneiros e lembrou da promessa de campanha do governador em reduzir o valor  do ICMS do diesel de 17% para 12%.

O benefício chegou a ser concedido no primeiro ano de mandato do governador, em 2015, mas teve duração de apenas seis meses.

“Quando a gente baixou, em 2015, a gente esperava aumento do consumo de diesel e isto não aconteceu”, declarou ele. Azambuja disse ainda que Mato Grosso do Sul tem a menor alíquota do país quando se trata de gasolina. Em relação ao diesel, ele afirmou que está na média.

PROTESTOS

Caminhoneiros de 25 estados e do Distrito Federal decidiram cruzar os braços, na segunda-feira (21), em protesto ao preço abusivo do diesel no País. Eles se manifestam contra a política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017.

 

 

Correio do Estado

Batata a quase R$ 6: a realidade está dura nos supermercados da Capital - Foto: Rafael Ribeiro/Correio do Estado

Muito além das bombas de gasolina nos postos, os campo-grandenses começam a sentir os efeitos do quarto dia de greve dos caminhoneiros no País nas gôndolas dos supermercados, com reflexos, claro, nos bolsos.

A reportagem percorreu estabelecimentos do tipo na tarde desta quinta-feira (24) e encontrou preços já muito acima do usual na seção de hortifruti, principal produtos com saída constante e que tem origem em outros estados, como cebola, tomate e batata.

No caso da batata, se o produto era encontrado em promoções até a R$ 1,30 o quilo no início deste mês, o valor quase triplicou. Na região norte da Capital, o valor beirava até R$ 6 na mesma quantidade em alguns supermercados.

"Estamos há dois dias sem receber novos carregamentos. O abastecimento vem (do interior) de São Paulo e não está sendo feito. O que sobrou foi isso. O valor está alto, mas é só o que temos. Na hora que acabar, acabou", desabafou um funcionário de um supermercado no bairro Nova Lima.

No bairro vizinho da Mata do Jacinto, apesar do preço mais baixo, a situação era mais caótica nos estoques de um estabelecimento. Apenas 15 quilos de cebola à disposição dos clientes. "Até buscamos soluções, no Ceasa, nos atacadistas e conseguimos alguma reposição. Mas isso influencia o preço. Não compran do diretamente com o fornecedor, fica mais caro e é isso que temos", explicou o gerente, que pediu para não ser identificado, pedindo desculpas pelo preço de quase R$ 5 pelo quilo do produto.

Longe dali, no Piratininga, na região sul, a situação é semelhante: preços inflados e declarações de estoques curtos. Mas não apenas dos vegetais. Em um supermercado, o gerente, também pedindo anonimato, diz que até frango e congelados estão no limite.

"Estamos avaliando como ponderar essa situação, se compramos de outros estabelecimentos, mas isso influenciaria os preços", explicou. Segundo, a decisão é por esperar até o fim do final de semana, avaliar o que de fato tem saída e o quanto podemos cobrar sem onerar nossos clientes."

COMPREENSÃO

Parte mais interessada - e afetada - de todo o processo, os clientes seguem a linha tênue entre a compreensão pelas reivindicações dos caminhoneiros e arevolta pela subida dos preços.

É o caso da dona de casa Adélia de Jesus, 55 anos, moradora do Vida Nova, região norte, que encarou o preço alto pelo gosto por tomates, mas elogiou a posição dos caminhoneiros. "A gente tem que apoiar eles, alguém tem de fazer alguma coisa para tornar esse País melhor. Faz parte pagar mais caro. Tudo para melhorar nossa condição de vida", disse, exbindo os preciosos vegetais.

Nem por isso, contudo, ela mantém os cardápios habituais. Diz ter só quatro batatas em casa, se assutou com o preço e disse que ele estará fora da dieta até que os preços abaixem. "Vou substituir pela mandioca mesmo."

Substituições na panela também foi a solução encontrada pela dona da casa Cristina Mota, 34, moradora do Jardim Colombo, região norte. Sem alternativas, ela rodava supermercados da região junto da filha, de 12, de bicicleta. "Está difícil encontrar cebola a preço justo. O jeito é pagar caro mesmo", disse, acreditando que a situação irá se agravar.

FUTURO

Pela manhã , a Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas) projetou falta de mercadorias nos estabelecimentos a partir de sábado (26) caso a paralisação nacional dos caminhoneiros continue e os produtos não sejam entregues. Se isso ocorrer, supermercados vão começar a fechar as portas, avalia o presidente Edmilson Veratti.

Os primeiros produtos que começaram a faltar foram os hortifruti, em que 40% dos tipos já não estão mais disponíveis nas prateleiras. “Ninguém recebeu mercadoria essa semana. Depois do hortifruti, os próximos a faltar serão os produtos perecíveis. Provavelmente a partir de sábado já comecem a faltar”, afirmou o presidente da associação.

Ainda conforme o presidente da Amas, não há como racionar e limitar a compra dos produtos pelos clientes, assim como fazem os postos de combustíveis que vendem apenas 20 litros por motorista em algumas situações.

“Não há como limitar dessa forma. Causaria ainda mais tumulto e confusão. Vamos vender até que acabe e se acabar realmente, vamos fechar as portas”, completou.

 

Correio do Estado

Mais Artigos...