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Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Um voo com 141 passageiros e tripulantes vindo de Lima, capital do Peru, fez um pouso forçado por conta de uma pane elétrica na tarde desta terça-feira (25), no Aeroporto Internacional de Campo Grande, região oeste da Capital. O trajeto incluia escalas no Mato Grosso do Sul e seu destino final era no Rio de Janeiro.

De acordo com os Bombeiros, o problema teria sido motivado por uma pane elétrica. A Avenida Duque de Caxias ficou interditada por cerca de 30 minutos para atuação das equipes de resgate e aeroporto. A circulação na região foi liberada pelo Batalhão de Trânsito da Polícia Militar. 

Segundo informações apuradas pela reportagem, o airbus da empresa Latam pousou forçadamente por volta das 14h45 e todos os passageiros foram resgatados sem feridos da aeronave. 

Os Bombeiros ainda permanecem no local aguardando a liberação dos passageiros. A Infraero liberou a pista para novos pousos e decolagens. 

O piloto disse que ele decolou com os dois geradores do motor funcionando, mas logo após a decolagem um dos geradores deu problema e então entrou em contato com a torre e decidiram fazer o pouso forçado com medo de que o segundo gerador também desse problema.

Em contato com a agência responsável pelo Latam, a assessoria informou que o pouso foi normal e o voo mudou a escala para Campo Grande apenas para manutenção. 

 

Correio do Estado

Painel apontando nove abstenções na sessão plenária desta terça-feira (25) - Foto: Luciana Nassar/AL-MS

Pedido de cancelamento de sessões feito por deputados não foi apreciado nesta terça-feira (25), conforme foi previsto na semana passada. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (MDB), mesmo tendo declarado ser a favor da proposta, nem sequer mencionou a questão de ordem. “Entendo que essa maneira de concentrarmos esforços para não prejudicar as atividades é um sentimento que todos os deputados comungam. Então terça-feira (25) vou consultar as lideranças”, declarou Mochi, na última quinta-feira (20).

De acordo com alguns parlamentares, o pedido deve ser adiado para a próxima sessão que ocorre amanhã (26). A ideia é de que deputados estaduais acompanhem a decisão do Congresso Nacional, em que Senado Federal e Câmara dos Deputados pararam as atividades legislativas os 15 dias que antecedem às eleições. No site do Senado, o calendário de sessões plenárias registra o retorno das atividades a partir do dia 09 de outubro, dois dias depois das eleições.

A ideia de seguir os passos do Congresso Nacional partiu do deputado Paulo Corrêa (PSDB), o parlamentar manifestou insatisfação devido a grande abstenção de deputados que tem sido registrado desde o início da campanha eleitoral de 2018. “Acordei cedo, fiz a barba, tinha viagem para Corumbá, mas tive que vir pra cá (Assembleia Legislativa) e olha aí?”, reclamou o deputado Paulo Corrêa (PSDB), autor da proposta de cancelamento das sessões próximas ao pleito. A reclamação de Corrêa era referente a falta de quórum para apreciação de matérias.

Além de Corrêa, outro deputado que também criticou a falta dos colegas em sessões foi o parlamentar Paulo Siufi (MDB). “Se cancelar as sessões da última semana (antes das eleições) eu vou me sentir mais confortável, porque não adianta vir aqui e encontrar meia dúzia de deputados e sem quórum não fazemos nada aqui e nem lá fora. Ficamos preso. Aí não dá. Melhor seria os 24 aqui, mas já que nem todos vem, então acho justo cancelar as sessões (que antecedem às eleições)”, reforçou Siufi. 

Apesar da maioria dos deputados serem a favor do cancelamento das sessões, tem aqueles que não concordam. O petista Cabo Almi já antecipou que não é a favor. “Isso não vai alterar em nada (nas atividades de campanha) acho que temos que continuar (as atividades legislativas) normalmente”, rebateu Almi. 

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado José Carlos Barbosa, o Barbosinha (DEM) também é a favor da proposta e já declarou que esforços vão ser concentrados para que os pareceres da comissão sejam apreciados nesta semana.

Porém, na sessão de hoje, apenas dois projetos foram apreciados e as atividades terminaram antes das 12h. Na última sessão, dos 24 parlamentares, apenas doze deputados compareceram, não teve quórum nem ordem do dia, parlamentares utilizaram da tribuna para debater assuntos diversos. A sessão começou, aproximadamente, às 9h30 e terminou antes das 12h.

Os 22 deputados, que estão candidatos, querem ter mais liberdade para poderem fazer campanha, principalmente os que precisam viajar o interior do Estado. Se a proposta de Corrêa for aprovada pelos líderes dos partidos na Casa, nos dias 2,3 e 4 de outubro não terão sessões legislativas. As eleições estão marcadas para o dia 07 de outubro.

 

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Pacientes demoram até seis meses para conseguir realizar um exame - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

“Talvez demore mais uns seis meses para conseguir fazer todos os exames e ter o retorno da consulta com o cardiologista, isso se eu não morrer até lá e entrar nas estatísticas”, diz o conferente Flávio Rosário, 38 anos, que sofreu um infarto no dia 17 de dezembro do ano passado na cidade onde vive, Rio Verde, a 188 quilômetros de Campo Grande, e convive com a incerteza de quando será novamente atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A demora no atendimento a Flávio é apenas mais uma entre tantas identificadas pela Controladoria-Geral da União em Mato Grosso do Sul (CGU-MS), que investigou o Sistema de Regulação (Sisreg) implantado na Capital. Para consultas, há espera de até sete anos, como mostra a verificação da Controladoria.

A principal constatação feita pela CGU-MS é relativa ao elevado tempo de espera na fila por atendimentos ou cirurgias e exames.

Os dados do Sistema de Regulação apontaram que, para agendar os procedimentos na Central de Regulação, considerando apenas demandas de Campo Grande – separadas por grupo de procedimento –, a maior média de espera por autorização ocorreu com consultas em cirurgia ortopédica, com 1.004 dias (dois anos e sete meses). Porém, o tempo real de espera chegou a 1.406 dias (três anos e oito meses), de acordo com a Controladoria.

 

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Presos deixando delegacia na tarde de hoje - Foto: Valdenir Rezende/ Correio do Estado

Foram soltos no início da tarde de hoje os 13 presos na Operação Vostok - realizada na quarta-feira (12) da semana passada, para desmatelar organização criminosa suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. 

De acordo com informações apuradas, já estão em liberdade o deputado estadual, 1° secretário da Assembleia Legislativa e candidato a reeleição no cargo, Zé Teixeira (DEM); o ex-deputado federal e ex-secretário de fazenda, Márcio Monteiro; além do filho do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Ricardo Souza e Silva. 

Os três estavam em cela especial no Presídio Militar, que fica dentro do Complexo Penal, no jardim Noroeste, e deixaram a prisão na hora do almoço, acompanhados de seus advogados. O prazo da prisão temporária, decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), vence hoje.

Também foram liberados  Zelito Alves Ribeiro, Osvane Aparecido Ramos, Elvio Rodrigues, Miltro Rodrigues Pereira, o ex-prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, Ivanildo da Costa Miranda, João Roberto Baird, Antônio Celso Cortez,  Francisco Carlos Freire de Oliveira e Rubens Massahiro Matsuda.

OPERAÇÃO
A Operação da Polícia Federal foi denominada “Vostok”, nome de uma estação de pesquisa da Rússia na Antártida que, segundo a PF, é tão fria quanto as notas utilizadas para lavar a propina da JBS. O inquérito da PF apontou que até 30% dos créditos tributários (incentivos fiscais ao grupo JBS) eram revertidos em proveito do grupo, que os policiais federais chamam de “organização criminosa”. 

As investigações tiveram início neste ano, tendo como ponto de partida delação de empresários do grupo JBS. A ação envolveu 220 policiais federais que cumpriram 220 mandados de busca e apreensão, 14 de mandados de prisão temporária em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes da Laguna e na cidade de Trairão (PA). 

 

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