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André Puccinelli fez duro discurso e mostrou motivação para concorrer a mais um mandato como governador do Estado - Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado

O MDB reuniu centenas de militantes e aliados políticos de outros partidos em Campo Grande para demonstrar força na disputa pela sucessão estadual. Até o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a presidente da República Henrique Meirelles participou do evento para apoiar o ex-governador André Puccinelli na corrida eleitoral.

No encontro do MS Maior e Melhor, realizado no sábado (19), na Associação Nipo Brasileira, André procurou tranquilizar quem ainda duvidasse de sua participação no processo eleitoral.

“Nossa candidatura é para valer e é para derrotar aqueles que ficam dizendo que eu não poderia ser candidato, que teria entraves”, declarou André. Ele disse ainda ser ficha-limpa, por não ter nenhuma condenação judicial.

É apenas investigado e denunciado em uma ação. “Nenhum candidato que não for ficha-limpa poderá ser registrado. E eu, dia 5 de agosto, terei candidatura registrada, porque sou ficha limpa”, ressaltou.

 

 

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A Justiça mandou soltar um dos policiais presos durante a Operação Oiketikus, deflagrada na última quarta-feira (16), com prisão de 21 suspeitos de corrupção em 14 municípios de Mato Grosso do Sul. O sargento da Polícia Militar Ricardo Campos Figueiredo, de 42 anos, recebeu habeas corpus concedido pelo desembargador Paschoal Carmello Leandro.

De acordo com a decisão, o militar "possui ocupação lícita, tem família constituída, endereço certo e não registra antecedentes que maculem a sua conduta como cidadão de bem", e por isso mereceria "o direito de ter a sua custódia preventina substituída por medidas cautelares".

No entanto, o sargento terá que comparecer em juízo no prazo e condições fixadas pela Justiça para informar e justificar suas atividades. Ele também não poderá se ausentar da Capital sem comunicação prévia e nem frequentar locais e manter contato com pessoas relacionadas aos fatos da prisão.

Os presos da organização criminosa alvo da Operação Oiketikus são oito sargentos, cinco cabos, quatro soldados, dois tenentes-coroneis, um subtenente e um major, que atuavam no contrabando tanto de cigarros como de outros produtos, como pneus.

Eles não só cobravam propina dos contrabandistas para facilitar o trânsito em rodovias estaduais e na distribuição em municípios, como também tentavam dificultar a atuação de outras forças de segurança na investigação desse tipo de crime. As rotas que os investigados atuavam tinham ligação com a Bolívia e o Paraguai.

O sargento Ricardo Campos de Figueiredo, que já atuou no Departamento de Operações de Fronteira (DOF), foi promovido duas vezes por “ato de bravura” e era segurança da governadoria.

 

 

 

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O encontro realizado na Associação Cultural Nipo Brasileira, na Capital, reuniu 3 mil pessoas - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado

O ex-ministro Henrique Meirelles, que participou do evento do MDB na manhã de sábado (19) em Campo Grande, confirmou que é o pré-candidato do partido para disputar a vaga de presidente da República nas eleições deste ano. “Sou pré-candidato e tenho certeza que vamos ganhar essa eleição”, disse ele ao ser questionado pela reportagem do Portal Correio do Estado sobre a pré-candidatura ao cargo.

O Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, explicou que o presidente Michel Temer quer se dedicar ao governo Federal e fim do mandato assumido no dia 31 de agosto de 2016, após o impeachment da titular Dilma Rousseff (PT). “O presidente Temer quer terminar os meses no governo e vai priorizar isso. Agora é o Meirelles o pré-candidato, ele é capaz. Em dois meses colocou o Brasil nos eixos, baixou os juros”, afirmou Marun.

O encontro realizado na Associação Cultural Nipo Brasileira, na Capital, reuniu 3 mil pessoas de acordo com os organizadores. Também estavam presentes o ex-governador e pré-candidato ao governo do Estado, André Puccinelli, os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet, além da bancada de deputados estaduais que pertecem ao partido.

“Eu sinto a vitória extraordinária em Mato Grosso do Sul. Vamos eleger deputados estaduais e o André Puccinelli. Vamos mostrar como se governa um Estado. Saio daqui entusiasmado. Vamos ganhar a eleição, aumentar os empregos e lançar obras”, afirmou Meirelles.

A senadora Simone Tebet aproveitou para criticar o atual governo, de Reinaldo Azambuja (PSDB). “Começamos com o pé direito a campanha da vitória. Mato Grosso do Sul está com saudades das obras esparramadas pelos 79 municípios. Precisamos retomar isso, melhorar as escolas, resgatar o desenvolvimento. O André Puccinelli é fundamental para fazer isso”.

Marun também fez elogios ao ex-governador, que foi preso no dia 14 de novembro do ano passado durante a quinta fase da operação Lama Asfáltica - a Papiros de Lama - da Polícia Federal.

“Puccinelli foi o melhor governador que Mato Grosso do Sul teve. Ele colocou o nome a disposição como candidato e será melhor ainda. Temos o dever de vencer as eleições em outubro e fazer a maior bancada de deputados estaduais que a Assembleia Legislativa já viu”, afirmou o Ministro.

Puccinelli confirmou apoio de alguns partidos - PHS, PTC, PEN, PRTB, PMB, PSDC, PMN, PR- a candidatura dele pelo MDB. “Estamos namorando o PROS e o DEM”, disse o pré-candidato. “Nenhum candidato que não for ficha limpa não terá candidatura regitrada. E eu vou me candidar dia 5 de agosto. Nosso governo será de realização para o futuro da juventude vamos falar para o futuro que quer Mato Grosso do Sul maior e melhor. É o Brasil voltando a creser e acelerar . Dizem que toco duro, que sou coronel e autoritário só que os meus secretários não são incopetentes. Vou renovar a equipe secretários. Os que eu tinha antes não serão os mesmos, apenas um ou outro”, concluiu.

 

 

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Em busca de novos aliados e tentando reunir a esquerda, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) e pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul disse que a sigla está empenhada para trazer o Partido dos Trabalhadores (PT) para o seu arco de alianças. Questionado sobre os políticos ficha-suja que possam estar no PT, Odilon se esquivou, dizendo que está apenas fazendo pré-campanha, mesmo ao destacar, em vários momentos, que não quer aliados com processos na Justiça. 

“Minha tarefa é percorrer os municípios do Estado levando nossas propostas, o João Leite Schimidt que está cuidando de alianças”, explicou o pré-candidato, que pretende ter, além do pecuarista Chico Maia, do Podemos, o deputado federal Zeca do PT disputando o Senado na chapa do PDT.

Mesmo com os petistas tendo um nome para a disputa do Executivo estadual, o PDT não se vê impedido de tentar uma aproximação. O nome do ex-prefeito de Mundo Novo Humberto Amaducci (PT) até agora não decolou. Segundo o Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul (Ipems), Amaducci tem apenas 2,38% da intenção de votos, conforme divulgado pelo Correio do Estado, na edição de 23 de abril.

 

 

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