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Sérgio Harfouche, vai anunciar pré-candidatura ao Governo pelo Partido Social Cristão.

Em coletiva de imprensa marcada para a tarde desta sexta-feira (27), o procurador de Justiça licenciado para concorrer nas eleições de 2018, pelo Partido Social Cristão, Sérgio Harfouche, vai anunciar pré-candidatura ao Governo do Estado. Harfouche será o 6º candidato a disputar o cargo.

Anteriormente, o postulante do PSC estaria cotado para disputar uma vaga no Senado Federal, mas conversas sobre uma possível candidatura ao Executivo estadual estava sendo amadurecida há dias.

De acordo com a coordenação de campanha de Harfouche, a pré-candidatura ao Governo não tem associação com a prisão do ex-governador e pré-candidato André Puccinelli (MDB). O PSC já estaria amadurecendo essa ideia há quatro dias antes da prisão do emedebista. 

Harfouche entrará na disputa pela sucessão do governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) e além de André, o procurador vai concorrer com o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT), Humberto Amaduci do PT e João Alfredo do PSOL.

 

Correio do Estado

André Puccinelli espera decisão que deverá sair nas próximas horas - Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado

O partido do ex-governador André Puccinelli (MDB) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e habeas corpus (HB) foi encaminhado na tentativa de reverter prisão. Os integrantes da sigla aguardam definição sobre o pedido e, em nota, o MDB confirmou a pré-candidatura de André ao Governo do Estado.

Diante do apoio assegurado dos partidos aliados, o MDB mantém a convenção marcada para o dia 04 de agosto, em Campo Grande.

A ideia da sigla continua sendo realizar a convenção de vários partidos aliados, na Associação Nipo Brasileira, facilitando assim o lançamento das candidaturas e o registro das chapas e coligações. Os dirigentes, reunidos ainda na noite da última terça-feira (24), reafirmaram a manutenção da candidatura de André Puccinelli ao Governo.

“Continua existindo ainda o Plano A. “A” de André”, afirmou o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Junior Mochi, na reunião com os partidos aliados, depois de transmitir a eles mensagem do próprio André reafirmando a disposição de se manter candidato.


Segundo os advogados, os recursos que estão sendo encaminhados podem produzir resultados positivos já nas próximas horas, fazendo com que tudo volte ao normal. “As manifestações de solidariedade que temos recebido deixam claro que o eleitor não quer ser manipulado e não aceita interferências no processo eleitoral. A prevalecer esse sentimento, vamos sair fortalecidos desse processo”, afirmou o presidente municipal do partido, Ulisses Rocha.

 

Correio do Estado

Advogado André Borges visitou seu cliente, João Paulo Calves, para comunicar decisão - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

A decisão do desembargador federal Maurício Yukikazu, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, de manter o ex-governador André Puccinelli na prisão deixou de “mãos atadas” a cúpula do MDB, que hoje deve se reunir para avaliar os reflexos no processo eleitoral. 

Em encontro de hoje com as lideranças emedebistas para discutir o que fazer depois da decisão do Tribunal, o ex-presidente regional do partido e presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi, disse que “estamos todos chocados e surpresos com essa decisão [de negar pedido de liminar].Ainda não sabemos o que fazer. Amanhã [hoje], vamos nos reunir para decidir o nosso rumo. Mas, antes, vamos conversar com André”. 

O deputado evitou falar sobre manutenção da candidatura do ex-governador à sucessão estadual. Apenas disse “não existir nada definido sobre essa questão”.

O líder do MDB na Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Rocha, confirmou a reunião de hoje do partido para definir o rumo no processo eleitoral. Rocha reafirmou ser “muito estranha essa prisão”. Questionado sobre como André ficou ao tomar conhecimento da decisão do TRF-3, Rocha respondeu: “abalado e esperançoso”.

O advogado Renê Siufi esteve com André e recebeu orientação para recorrer em busca de sua liberdade. “Amanhã [hoje], devemos interpor recurso no STJ [Superior Tribunal de Justiça], questionando a manutenção da prisão do ex-governador”, afirmou. O advogado acredita na reviravolta dessa batalha judicial, por considerar ilegal e abusiva a prisão do ex-governador. Ele discordou da decisão ser embasada no acervo guardado numa quitinete no Indubrasil. “Na quitinete tem diplomas e outras coisas pessoais. Não tem nada oculto lá”, explicou. E criticou ainda a forma como a Polícia Federal entrou no local para apreender o acervo. “A PF entrou na marra na quitinete, por não ter mandado judicial de busca e apreensão”, afirmou.

 

Correio do Estado

Foto - Divulgação

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), Maurício Yukikazu Kato, negou o habeas corpus que pedia a liberdade do ex-governador do Estado e pré-candidato ao cargo, André Puccinelli (MDB), do seu filho André Puccinelli Júnior e do sócio do Instituto Ícone, o advogado João Paulo Calves. O trio está preso desde sexta-feira (20) no Complexo Penitenciário localizado no Jardim Noroeste, em Campo Grande, por conta de denúncias do Ministério Público Federal (MPF) com base em documentos apreendidos na Operação Lama Asfáltica.

Em sua decisão, o desembargador alegou que “a decisão que decretou a prisão preventiva dos pacientes está fundamentada em elementos que, ao menos por ora, indicam a necessidade da segregação cautelar, não padecendo de ilegalidade ou mácula que possam modificá-la”. 

O grupo responde por crimes contra a administração pública e lavagem ou ocultação de bens oriundos de corrupção. As prisões foram cumpridas em desdobramentos da Operação Papiros de Lama, quinta fase da Operação Lama Asfáltica, que apura fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. 

A PF afirma que, mesmo depois da prisão do ano passado, André continuava a operar esquema de lavagem de dinheiro, junto com o filho e João Paulo, utilizando o Instituto Ícone como ferramenta. 

Através do habeas corpus, os advogados Renê Siufi e André Borges consideravam as medidas  da prisão "absurdas", e defendem que André e os demais foram alvos de constrangimento ilegal e que as operações financeiras do Instituto Ícone eram todas lícitas. Eles consideram também caráter político das prisões ocorridas às vésperas de convenções partidárias, uma vez que André é pré-candidato ao Governo do Estado pelo MDB. 

André e o filho estão presos no Centro de Triagem e o advogado João Paulo Calves no Presídio Militar de Trânsito. André Borges, representante de Calves, disse que a defesa ainda deve recorrer da decisão e vai continuar em busca da liberdade dos presos.

 

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