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Delcídio do Amaral foi cassado por unanimidade (74 votos a 0), em 2016 - Foto - Divulgação

O ex-senador de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral declarou ontem (30), durante entrevista concedida na Rádio CBN Campo Grande, o sentimento de alívio com relação a sua absolvição, mas destacou que avaliará junto com a família a viabilidade de participar das eleições 2018.

"Foram dois anos e meio de muito sofrimento e momentos difíceis, mas, o importante foi receber o aval da justiça de minha inocência total e os amigos leais que me ajudaram no período. Apesar de tudo que aconteceu fui abençoado e não tenho mágoa de ninguém, pois, não quero me tornar prisioneiro de sentimentos negativos", desabafou. 

Delcídio se filiou ao Partido PTC e reforçou que pela aliança a tendência é apoiar o MDB, no pleito deste ano. No entanto, questionado sobre o apoio a senadora Simone Tebet (MDB) que votou a favor de sua cassação, o ex-senador argumenta:

"Não tenho problema com isso, mas, confesso que achei estranha a posição dos senadores aqui do Estado, todos favoráveis à minha cassação, e posteriormente, apoiando o Aécio Neves que é de Minas Gerais e soma vários processos ", pontua. 

Mesmo satisfeito com sua atual condição, o ex-senador argumenta que analisará com cautela o retorno imediato, pois observa que não há pressa e retomar a carreira política.

"Decidirei junto com minha família, e, se não for agora pode ser daqui dois ou quatro anos. O número de votos que consegui na minha última campanha foi histórico, pois, fui eleito com 820 mil votos. Estou tranquilo com o trabalho que consegui realizar e posso afirmar que fiz o meu melhor, conquistando pelo menos R$ 2 bilhões em emendas para Mato Grosso do Sul", acrescenta. 

 

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A senadora Simone Tebet (MDB) disse que o pedido para substituir o ex-governador André Puccinelli (MDB) nas urnas, na disputa pelo Executivo Estadual, partiu dele próprio, no sábado (28), durante uma visita da parlamentar ao Centro de Triagem, localizado em Campo Grande. Segundo Tebet, André fez um apelo pessoal.

“Estive com ele ontem, fui fazer uma visita e houve um apelo pessoal dele. Não do político, do ex-governador, mas do homem, do ser humano. Na situação em que ele está, uma situação degradante, com 21 pessoas, eu não tinha como negar. Não tinha como negar um pedido do André, do homem que ali estava. Foi de surpresa, o ambiente não o mais propício para conversar”, destacou.

Simone destacou que esteve na reunião deste domingo (29), no escritório do senador Moka, e colocou informalmente sua pré-candidatura, mas os dirigentes do partido ainda devem se reunir e discutir o nome à disposição. “O partido vai se reunir, falar com aliados. Nós temos uma semana até a convenção para as tratativas. Estou decidida, sou pré-candidata”, afirmou.

Mesmo com o pouco de tempo de pré-campanha e a 17 dias para começar a campanha eleitoral, Simone disse que não se assusta com o pouco tempo. Ela, que já foi prefeita de Três Lagoas, vice-governadora de Puccinelli de 2011 a 2014, e atua como senadora, declarou ter consciência e tranquilidade.

“Não me assusto, fiz campanha no Estado todo para senadora e vice-governadora. O MDB é um partido grande, que fez muito por Mato Grosso do Sul, onde você passa tem obra do MDB. Temos nomes que honramos como do doutor Wilson (Wilson Barbosa Martins) e meu pai mesmo (senador Ramez Tebet - morto em 2006)”, destacou.

André Puccinelli, o filho dele, André Puccinelli Júnior, e o advogado João Paulo Calves, estão presos no complexo penitenciário de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste desde o dia 20 deste mês. O ex-governador teve dois habeas corpus negado pela Justiça, sendo um no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e outro no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi negado na sexta-feira (27).

 

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Senadora Simone Tebet - Foto Divulgação

O ex-governador do Estado, André Puccinelli (MDB), desistiu da candidatura ao cargo e pediu para que a senadora Simone Tebet assuma seu lugar nas urnas representando o partido na concorrência pelo Executivo Estadual. André, o filho dele, André Puccinelli Júnior, e o advogado João Paulo Calves, estão presos no complexo penitenciário de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste, desde o dia 20.

Conforme assessoria de imprensa do senador Moka, a escolha de Simone foi uma opção do ex-governador, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o segundo habeas corpus que pedia a liberdade de Puccinelli.

Em uma reunião realizada na manhã de hoje (29) com os dois senadores e os deputados estaduais do MDB, no escritório do Moka, em Campo Grande, foi confirmada a mudança. “O ex-governador pediu para que Simone fosse colocada como pré-candidata e depois oficializada como candidata na convenção, dia 4 de agosto”, disse a assessoria.  

No sistema do STJ consta como “não concedida a medida liminar de André Puccinelli, André Puccinelli Júnior e João Paulo Calves (Publicação prevista para 03/08/2018) (792)”. Este é o segundo recurso indeferido pela Justiça contra o trio. O primeiro foi do desembargador federal Maurício Yukikazu Kato do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

 

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O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu nesta sexta-feira (27) o pedido de liberdade do ex-governador do Estado e pré-candidato ao cargo, André Puccinelli (MDB), seu filho André Puccinelli Júnior, e o advogado João Paulo Calves. O trio foi preso no dia 21 deste mês pela Polícia Federal, por conta das investigações da 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, Papiros de Lama e está no complexo penitenciário de Campo Grande, no Jardim Noroeste.  

Conforme a assessoria de imprensa do partido, a defesa deve tentar outro recurso no Superior Tribunal Federal (STF) e aguarda uma decisão até domingo (29). André e o filho estão presos no Centro de Triagem e Calves no Presídio de Trânsito, ambos no complexo penitenciário. 

No sistema do STJ consta que “não concedida a medida liminar de André Puccinelli, André Puccinelli Júnior e João Paulo Calves (Publicação prevista para 03/08/2018) (792)”. Este é o segundo recurso indeferido pela Justiça contra o trio, o primeiro foi do desembargador federal Maurício Yukikazu Kato do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). 

Advogado do trio, André Borges disse que a defesa tentará novos recursos para pedindo a liberdade. “A defesa sabe que a luta é complexa e com obstáculos, mas não irá esmorecer jamais, por acreditar que a prisão é desnecessária; tudo o que for possível continuará sendo realizado, para que cesse o constrangimento representado pelo cárcere indevido", disse.

A defesa de Puccinelli questionou no habeas corpus encaminhado ao STJ o fato do político ser preso dias antes da convenção partidária. No documento, os advogado pontuam que apesar da representação inicial do Ministério Público Federal (MPF) ter sido feita no dia 18 de maio, o político só foi preso no dia 20 de julho. Inicialmente o evento do MDB seria realizado no dia 21 de julho, mas foi adiado para o 4 de agosto antes da prisão. De acordo com o habeas corpus, após a representação no dia 18, o MPF complementou no dia 22 de junho e 2 de julho, ou seja, o último adicional foi 18 dias antes da prisão.

 

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