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Odilon tem escolta desde 1998 - Foto: Álvaro Rezende / Arquivo / Correio do Estado

Após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinar a perda do direito a escolta da Polícia Federal, juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, afirmou que recorrerá da decisão. Segundo ele, o processo tratava apenas da manutenção da segurança por conta da aposentadoria e não tinha relação com a candidatura política. 

"O que o CNJ deve considerar, com todo respeito, não é a nova atividade do protegido, mas se permanece ou não risco de vingança em razão do trabalho realizado na atividade. Vou recorrer na esfera do CNJ e, ao mesmo tempo, ajuizar ação de obrigação de fazer contra a União, com pedido de liminar. O sujeito trabalha a vida inteira tentando proteger a sociedade, arriscando a vida, e, quando se aposenta, é jogado na boca dos leões", disse Odilon em nota.

A Polícia Federal informou que a determinação do CNJ já começou a ser cumprida, com a retirada da proteção 24 horas de forma gradual, nos termos da deliberação.

ESCOLTA

Odilon de Oliveira ficou conhecido pelo combate ao crime organizado, em especial o narcotráfico na região de fronteira com o Paraguai, tendo recebido diversas ameaças de morte ao longo da carreira, motivo pelo qual desde 1998 é escoltado continuamente por agentes da PF fortemente armados. 

O juiz federal se aposentou em setembro do ano passado e este ano foi registrado como candidato do PDT ao governo de Mato Grosso do Sul. Ao deixar a magistratura, ele pediu ao CNJ que fizesse uma consulta formal ao Ministério da Justiça, órgão ao qual a PF estava subordinada à época, sobre a possibilidade de manutenção e ampliação da escolta.

Nesta terça-feira (21), o relator do caso, conselheiro Marcio Schiefler, julgou improcedente o pedido do juiz, com base em relatório encaminhado pelo atual diretor-geral da PF, Rogério Galloro. O documento diz que os motivos para proteção permanente não estão mais presentes e, por isso, a escolta armada deve ser gradualmente descontinuada.

Schiefler ressaltou que, ao se candidatar, o juiz sabia que agravaria os riscos a sua segurança. O relator argumentou ainda que, se fosse mantida sua escolta 24 horas fornecida pela União, o juiz ficaria em situação de vantagem diante dos demais candidatos ao governo de MS, o que é proibido pela legislação eleitoral.

“Isso ofende a garantia básica de igual competitividade que deve sempre prevalecer nas disputas eleitorais”, disse Schiefler. Ele ponderou que a retirada da escolta deveria ser gradual, conforme recomendação da PF. O relator foi seguido por outros oito conselheiros, incluindo a presidente, ministra Cármen Lúcia.

O corregedor-nacional de Justiça, João Otávio de Noronha, discordou, ao afirmar que por ter se candidatado ao governo de MS, Odilon de Oliveira deveria passar a se responsabilizar pela própria segurança. Ele defendeu que a escolta da PF fosse retirada por completo de imediato.

“Houve opção política feita pelo ex-juiz. Então, está fora da nossa jurisdição”, disse Noronha. Cinco conselheiros acompanharam a divergência, mas acabaram vencidos na questão.  

 

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Conforme a lei, bandeiras não podem ser projetadas na pista de rolamento dos carros - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

A campanha partidária começou oficialmente no dia 16 de agosto e, diferentemente de antigamente, agora as propostas dos políticos são mostradas nas redes sociais, como Facebook e Instagram.

Em Campo Grande, as ruas principais, como Avenida Afonso Pena, Rua 14 de Julho e Antônio Maria Coelho, não têm bandeiras nem distribuição de santinhos e muito menos passeatas, carreatas e carros de som anunciando os candidatos – pelo menos até sexta-feira (17).

Até então, o PSDB fez adesivagem de veículos às 17h da sexta-feira (17) na Avenida Ceará com a Mato Grosso.

Com leis mais rígidas com relação à campanha eleitoral, os políticos preferem usar as redes sociais para mostrar as propostas por meio de vídeos, fotos e compartilhando links de entrevistas realizadas. É uma forma mais direta de tentar interagir com a população.

Mas, para se destacar entre os vários candidatos, é preciso ter ideias inovadoras, diferentes e contar com bastante seguidores. Talvez essa tarefa seja árdua para quem está começando agora na política e não tenha o nome conhecido.

 

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Pedro Chaves afirmou que esperou 12 dias por uma resposta do PDT - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Pedro Chaves (PRB), anunciou nesta quarta-feira (15), por meio de nota oficial enviada ao partido, que renunciou à candidatura para o senado federal, nas eleições 2018. 

A motivação aconteceu em razão do não cumprimento da condição firmada durante as tratativas iniciais, na qual, ficou definido que o partido teria um candidato único. 

"Quando o PRB foi convidado para firmar coligação com o PDT foi combinado que o grupo teria somente um representante, no entanto, o PDT fez uma aliança silenciosa com o 'Podemos' lançando sem meu conhecimento mais um candidato, inviabilizando assim minha candidatura", argumenta Chaves. 

O parlamentar explicou ainda que aguardou 12 dias para que o PDT resolvesse a situação e cumprisse a palavra empenhada, porém, como não voltou atrás e ficou confirmada a pré-candidatura de Humberto Figueiró (Podemos), o senador considerou que a melhor decisão era desistir do pleito. 

"Não quero atrapalhar os destinos da coligação, por isso, 'saio de cena', renunciando em caráter irrevogável e irretratável minha candidatura", conclui Chaves. 

 

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Partido ainda não tem um nome para vice - Foto: Giuliano Lopes/ALMS

Após duas baixas na chapa majoritária do MDB, o deputado e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Junior Mochi foi confirmado como candidato ao Governo do Estado pela sigla. O partido ainda não tem um nome para vice, mas conforme informações de bastidores deve ser decidido até amanhã (15), data limite para registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O primeiro nome lançando pelo MDB para concorrer ao Executivo estadual foi o do ex-governador André Puccinelli, porém como está preso desde o dia 20 de julho, pediu para que a senadora Simone Tebet (MDB) assumisse seu posto nas urnas. O anúncio da troca foi feito no dia 29 de julho, mas após 14 dias, no domingo (12) a parlamentar desistiu da disputa eleitoral.

Na tentativa de manter parte de chapa anunciada na convenção da sigla, Simone indicou que o partido apoiasse a candidatura do procurador de Justiça e seu ex-vice-candidato ao Governo, Sérgio Harfouche (PSC), como cabeça de chapa. Em mais uma reviravolta nos planos do partido, sem uma resposta emedebista, Harfouche declarou que não vai mais apoiar a chapa do MDB e se colocou na disputa por uma cadeira do Senado Federal.

Com saída do PSC da base aliada do MDB, apenas cinco partidos continuam oficial com a sigla de Puccinelli, sendo eles o PTV, DC, PR, PHS e PRTB.

 

 

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