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O juiz Paulo Afonso de Oliveira foi quem deu ganhou de causa ao grupo que aplicou um golpe milionário em um aposentado do Rio de Janeiro. (Foto: Divulgação)

O Juiz Paulo Afonso de Oliveira foi quem deu ganhou de causa ao grupo que aplicou um golpe milionário em um aposentado do Rio de Janeiro. Ele afirma ter sido enganado e que a defesa da vítima perdeu prazos para recorrer. O magistrado também alega que só foi comunicado sobre os documentos falsos utilizados pela quadrilha depois que já tinha dado a decisão de liberar mais de R$ 5 milhões aos suspeitos.

A liberação do dinheiro ocorreu no dia 19 de junho, como mostra a decisão apresentada pelo próprio juiz. Só que no dia 9 de maio, 40 dias antes, o desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso, concedeu efeito suspensivo. Na decisão ele menciona a suspeita de fraude no documento e ordena comunicar com urgência o juiz de primeiro grau.

Um outro oficio revela que o magistrado foi comunicado dois dias depois, no dia 11 de maio.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação para apurar a conduta do juiz Paulo Afonso de Oliveira. O processo está na Corregedoria do órgão e corre em segredo de Justiça. Ainda não há prazo para o julgamento.

Nessa investigação do golpe milionário já foram presas quatro pessoas. São três homens que tentaram transferir parte do dinheiro usando documentos falsos e a advogada Emmanuelle Alves Ferreira da Silva, mulher de outro magistrado, Aldo Ferreira da Silva Júnior, da 5ª Vara de Família e Sucessões.

 
Advogada presa por suspeita de envolvimento em golpe milionário em MS (Foto: Allysson Maruyama/TV Morena)
Advogada presa por suspeita de envolvimento em golpe milionário em MS (Foto: Allysson Maruyama/TV Morena)
 

Ela é apontada pela polícia como articuladora do esquema. Segundo depoimento dos outros suspeitos, ela criou uma pessoa fictícia como sendo credora do aposentado, que mora no Rio de Janeiro, na venda de uma fazenda.

A advogada, então, entrou com um processo de execução em Campo Grande e conseguiu a liberação de cerca de R$ 5 milhões, depositado em uma conta do escritório dela.

A vítima procurou a polícia que alertou a Justiça sobre documentos falsos usados no processo: uma confissão de dívida e notas promissórias.

Ela responde inquérito por estelionato e formação de quadrilha e foi presa nesta segunda-feira (30), em Campo Grande.

No dia 6 de julho, o juiz Paulo Afonso de Oliveira, que julgou o processo, determinou a devolução imediata do dinheiro retirado da vítima. Mas até agora a advogada devolveu só uma parte, cerca de R$ 2 milhões. A Justiça também determinou o bloqueio de bens da advogada.

 

Relembre o caso

 

A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS) abriu um procedimento administrativo pela suspeita de envolvimento da advogada com o golpe contra o aposentado. Um grupo de Campo Grande teria conseguido roubar dinheiro da vítima com a venda fictícia de uma fazenda.

Emmanuele aparece no processo como advogada do falso dono da fazenda. Ela pegou quase R$ 4 milhões, sob a justificativa de recebimento de honorário.

José Geraldo, que usava um RG falso, se passando por vendedor da propriedade e outros dois homens foram presos em flagrante tentando fazer a transferência de mais um R$ 1,8 milhão, com uma procuração falsa.

O grupo conseguiu ter acesso ao dinheiro do aposentado Salvador José Monteiro de Barros, do Rio de Janeiro, pela Justiça.

 

G1

Delcídio do Amaral foi cassado por unanimidade (74 votos a 0), em 2016 - Foto - Divulgação

O ex-senador de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral declarou ontem (30), durante entrevista concedida na Rádio CBN Campo Grande, o sentimento de alívio com relação a sua absolvição, mas destacou que avaliará junto com a família a viabilidade de participar das eleições 2018.

"Foram dois anos e meio de muito sofrimento e momentos difíceis, mas, o importante foi receber o aval da justiça de minha inocência total e os amigos leais que me ajudaram no período. Apesar de tudo que aconteceu fui abençoado e não tenho mágoa de ninguém, pois, não quero me tornar prisioneiro de sentimentos negativos", desabafou. 

Delcídio se filiou ao Partido PTC e reforçou que pela aliança a tendência é apoiar o MDB, no pleito deste ano. No entanto, questionado sobre o apoio a senadora Simone Tebet (MDB) que votou a favor de sua cassação, o ex-senador argumenta:

"Não tenho problema com isso, mas, confesso que achei estranha a posição dos senadores aqui do Estado, todos favoráveis à minha cassação, e posteriormente, apoiando o Aécio Neves que é de Minas Gerais e soma vários processos ", pontua. 

Mesmo satisfeito com sua atual condição, o ex-senador argumenta que analisará com cautela o retorno imediato, pois observa que não há pressa e retomar a carreira política.

"Decidirei junto com minha família, e, se não for agora pode ser daqui dois ou quatro anos. O número de votos que consegui na minha última campanha foi histórico, pois, fui eleito com 820 mil votos. Estou tranquilo com o trabalho que consegui realizar e posso afirmar que fiz o meu melhor, conquistando pelo menos R$ 2 bilhões em emendas para Mato Grosso do Sul", acrescenta. 

 

Correio do Estado

Foto - Divulgação

A senadora Simone Tebet (MDB) disse que o pedido para substituir o ex-governador André Puccinelli (MDB) nas urnas, na disputa pelo Executivo Estadual, partiu dele próprio, no sábado (28), durante uma visita da parlamentar ao Centro de Triagem, localizado em Campo Grande. Segundo Tebet, André fez um apelo pessoal.

“Estive com ele ontem, fui fazer uma visita e houve um apelo pessoal dele. Não do político, do ex-governador, mas do homem, do ser humano. Na situação em que ele está, uma situação degradante, com 21 pessoas, eu não tinha como negar. Não tinha como negar um pedido do André, do homem que ali estava. Foi de surpresa, o ambiente não o mais propício para conversar”, destacou.

Simone destacou que esteve na reunião deste domingo (29), no escritório do senador Moka, e colocou informalmente sua pré-candidatura, mas os dirigentes do partido ainda devem se reunir e discutir o nome à disposição. “O partido vai se reunir, falar com aliados. Nós temos uma semana até a convenção para as tratativas. Estou decidida, sou pré-candidata”, afirmou.

Mesmo com o pouco de tempo de pré-campanha e a 17 dias para começar a campanha eleitoral, Simone disse que não se assusta com o pouco tempo. Ela, que já foi prefeita de Três Lagoas, vice-governadora de Puccinelli de 2011 a 2014, e atua como senadora, declarou ter consciência e tranquilidade.

“Não me assusto, fiz campanha no Estado todo para senadora e vice-governadora. O MDB é um partido grande, que fez muito por Mato Grosso do Sul, onde você passa tem obra do MDB. Temos nomes que honramos como do doutor Wilson (Wilson Barbosa Martins) e meu pai mesmo (senador Ramez Tebet - morto em 2006)”, destacou.

André Puccinelli, o filho dele, André Puccinelli Júnior, e o advogado João Paulo Calves, estão presos no complexo penitenciário de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste desde o dia 20 deste mês. O ex-governador teve dois habeas corpus negado pela Justiça, sendo um no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e outro no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi negado na sexta-feira (27).

 

Correio do Estado

Senadora Simone Tebet - Foto Divulgação

O ex-governador do Estado, André Puccinelli (MDB), desistiu da candidatura ao cargo e pediu para que a senadora Simone Tebet assuma seu lugar nas urnas representando o partido na concorrência pelo Executivo Estadual. André, o filho dele, André Puccinelli Júnior, e o advogado João Paulo Calves, estão presos no complexo penitenciário de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste, desde o dia 20.

Conforme assessoria de imprensa do senador Moka, a escolha de Simone foi uma opção do ex-governador, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o segundo habeas corpus que pedia a liberdade de Puccinelli.

Em uma reunião realizada na manhã de hoje (29) com os dois senadores e os deputados estaduais do MDB, no escritório do Moka, em Campo Grande, foi confirmada a mudança. “O ex-governador pediu para que Simone fosse colocada como pré-candidata e depois oficializada como candidata na convenção, dia 4 de agosto”, disse a assessoria.  

No sistema do STJ consta como “não concedida a medida liminar de André Puccinelli, André Puccinelli Júnior e João Paulo Calves (Publicação prevista para 03/08/2018) (792)”. Este é o segundo recurso indeferido pela Justiça contra o trio. O primeiro foi do desembargador federal Maurício Yukikazu Kato do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

 

Correio do Estado

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