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Menina que ficou em coma após picada de escorpião volta para a casa

Campo Grande
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Maria Klara, a menina de 6 anos, que após ser picada por um escorpião no dia 24 de dezembro ficou em coma induzido e chegou a ter 80% de chance de morrer, segundo os médicos, voltou para a casa de familiares nesta quinta-feira (2), em Campo Grande. Ela se recuperou totalmente e não apresenta nenhum tipo de sequela.

Inicialmente, a menina vai permanecer alguns dias na casa de uma tia, por conta da localização da residência, mas depois vai para a casa dos seus pais. A única recomendação médica, após a alta, é que ela evite esforço.

A criança deu entrada no Hospital Regional de Campo Grande na véspera de Natal, após ser picada por um escorpião, da espécie Tityus Concluens. Até então não havia registros no país de casos graves provocados pela picada desta espécie.

Segundo Sandro Benites, médico do Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox) do estado, a garota deu entrada no Regional com um quadro de edema agudo de pulmão e com as fibras do coração também sendo afetadas pelo veneno.

Após exames, os médicos constataram que a criança chegou a ter 80% de chances de morrer e que tinha apenas 30% das funções cardíacas atuando.

Ela apresentou melhora no dia de Natal, quando chegou a respirar sem aparelhos, mas voltou a ser entubada no dia seguinte, ainda com problemas nas funções cardíacas. Mas em razão do tratamento, o quadro de saúde evoluiu positivamente, desde então, possibilitando que ela ficasse com o pulmão 100% limpo e com a volta de todas as funcionalidades do coração, até que ela recebesse a alta nesta quinta-feira.

Alerta

O caso de Maria Klara chamou a atenção da comunidade médica do estado. A garota foi picada por um escorpião da espécie Tityus Concluens. Os especialistas buscam respostas para o que pode ter ocorrido, mas já se sabe que existem registros de morte pela picada desta espécie do animal em outros países da América do Sul.

De acordo com o médico do Civitox, o Brasil pode repetir a situação da Argentina, onde, há pouco tempo, a espécie não havia causado casos graves, mas hoje é a principal responsável por óbitos no país vizinho. Ainda segundo o responsável clínico do Civitox, as ocorrências com Tityus Concluens tem aumentado também no Paraguai e agora chegou a Mato Grosso do Sul.

Segundo a Secretaria de Saúde da capital, neste ano Campo Grande registrou 741 casos de picadas de escorpião, número 25% maior do que em 2018.