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Corte no CNPQ pode prejudicar 7 mil pesquisadores em Mato Grosso do Sul

Presidente do CNPQ afirmou que orçamento pode ser cortado em R$ 400 milhões - Foto: Izabela Jornada / Correio do Estado

Campo Grande
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A ameaça de corte de R$ 400 milhões no orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pode prejudicar entre 5 e 7 mil pesquisadores em Mato Grosso do Sul. As principais áreas de pesquisa afetadas são agropecuária, saúde e educação. 

Em pronunciamento realizado no final da manhã de quinta (9), no Aeroporto Internacional de Campo Grande, o presidente do órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Mário Neto, afirmou que o orçamento atual do CNPq é de R$1,2 bilhões. “A nossa briga é para que ele não seja cortado. Em 2019, o valor não pode ser inferior a isto”. 

O incentivo à pesquisa pelo CNPq já havia diminuindo no estado. O número de pesquisadores contemplados por bolsas neste ano é o menor dos últimos nove anos. De acordo com a agência, 790 estudantes e profissionais de universidades, institutos e centros tecnológicos no Estado recebem o auxílio. Na série história do CNPq, a quantidade de bolsas pagas atualmente só não é menor que o volume de benefícios concedidos em 2010, quando 755 pessoas eram contempladas.  

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) tem o maior número de bolsistas, com 338. Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com 209, e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), com 98, vêm na sequência.

No Brasil, a entidade financia cerca 80 mil bolsistas, em sua maioria jovens pesquisadores que formam a base da pirâmide de ciência e tecnologia no País. No orçamento deste ano, R$ 900 milhões são para bolsas e R$ 300 milhões, para o financiamento de projetos. O órgão também recebe recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), mas são recursos sujeitos a contingenciamento.

CAPES 

Na semana passada, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes) anunciou não ter como arcar com as bolsas de estudos a parti de agosto de 2019, caso o orçamento do próximo ano não for incrementado.

 Diante da pressão, nesta semana, o Ministério da Educação (MEC) liberou R$ 296,61 milhões para pagar as bolsas de estudo. No entanto, os recursos liberados são referentes ao orçamento de 2018 e não afastam o risco de comprometimento dos pagamentos no próximo ano, já que o Orçamento da União, ainda está em discussão no Congresso. Caso haja corte de recursos, pelo menos 1.523 bolsistas de pós-graduação beneficiados pela entidade no estado deverão ser afetados.

 

 

Correio do Estado