Dourados-MS,
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Foto - Vinicius Araujo

"Vai ser dessa forma, então paciência", é o que diz o secretário municipal de educação Upiran Gonçalves, a respeito da cobrança do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Dourados) para que os servidores técnico-administrativos também recebam o mesmo reajuste proposto ao magistério municipal. 

Na manhã desta terça-feira (19), cerca de 350 trabalhadores se uniram na Praça Antônio João para reivindicar a aplicação dos reajustes em atraso para a categoria. 

No final da manhã de ontem (18), um ofício foi formalizado junto Secretaria de Governo anunciando o comprometimento da gestão em pagar já no próximo mês, o salário dos educadores com o reajuste deste ano completo, referente a 6,81%.

Desse percentual, 2,68% já haviam sido antecipados em abril, data base para os acordos salariais. 

O fato é que segundo Upiran, apenas professores serão contemplados, contrariando a exigência do sindicato de que "sem os técnicos administrativos, as unidades educacionais não funcionam", devendo ser linearmente beneficiados. 

O secretário se baseia na legislação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) para resistir a pressão sindical. Ele garante que o acordo é destinado exclusivamente aos professores. 

"Vai ser dessa forma, então paciência. O sindicato quer, mas querer é bem diferente de poder, e nesse momento não é possível aplicar linearmente o benefício a todos os servidores e sim, apenas aos beneficiários mediante a legislação", afirmou Upiran. 

MANIFESTO 

Durante a manhã desta terça-feira (19), pelo menos 350 trabalhadores da educação tomaram a Avenida Marcelino Pires até a Hayel Bon Faker e Joaquim Teixeira Alves em passeata. Com faixas de cobrança e instrumentos de percussão em mãos, o grupo exigia da chefe do executivo municipal, prefeita Délia Razuk (PR), um "posicionamento efetivo em valorização a educação". 

"Quem não valoriza educação, não merece o voto da população", "se não aguenta com a formiga não mexe com o formigueiro" e "se o salário não aumentar, olê olê olá, eu vou paralisar", foram um dos gritos entoados durante o protesto, que contou com escolta da Guarda Municipal. 

Enquanto a maioria seguia pela avenida, outro grupo preparado distribuía panfletos com informativos financeiros da Prefeitura de Dourados. No boletim os trabalhadores questionam o saldo positivo de R$16.156.324,26 milhões da educação que não foram repassados para o serviço. 

"Será falta de planejamento?", questionava o presidente do Simted Juliano Meneghetti Mazzini. 

OFÍCIO 

Na sexta-feira (15), representantes da prefeitura divulgaram que uma proposta de acordo já teria sido encaminhada à categoria, porém, o ofício só chegou de fato nas mãos do Simted na tarde de ontem (18). 

Upiran lamentou o fato e disse que por ter sido discutido na quinta-feira (14), o ofício deveria ter sido entregue no dia seguinte, mas ressaltou "o acordo foi encaminhado e agora vamos continuar com as tratativas a fim de cumprir o compromisso da gestão com a educação pública". 

No documento a prefeitura se compromete a iniciar a aplicação da diferença de 4,13% relativo ao 6,81% do piso salarial dos professores de 2018, ainda completando o retroativo a abril. Os pagamentos já serão regularizados no salário de julho. 

Em relação à defasagem do ano passado, quando os 7,65% relativos ao piso de 2017 não foram aplicados na folha, a regularização será discutida em reunião a ser agendada para o segundo quadrimestre do ano, com previsão para setembro. 

Ainda hoje, a partir das 14h30, o Simted realizará uma assembleia para discutir a proposta junto com os servidores. Pode ocorrer uma nova paralisação, mas ainda sem previsão de instaurar greve. 

As aulas em mais de 80 unidades educacionais foram interrompidas durante o ato desta terça-feira.

Manifestantes cobraram
 
 
 
Dourados News

Posto da PRF de Caarapó está desativada desde a inauguração em 2016 por falta de policiais. (Foto: Rachid Wiqued)

Responsável pela fiscalização e combate a ilícitos nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal corre o risco de fechar postos de fiscalização da jurisdição de Dourados por falta de efetivo. Alguns deles nem sequer saíram do papel, como o Posto da PRF de Caarapó, que nunca funcionou e está de portas fechadas. Com apenas 34 policiais, a PRF de Dourados tem hoje nove policiais que podem se aposentar a qualquer momento, razão que inviabilizaria o atendimento do Posto de Dourados ou do Capey. O efetivo ideal seria de cerca de 64 policiais, mas para isso o Governo Federal teria que providenciar cerca de 30 policiais para Dourados.

Para se ter uma idéia da gravidade, a PRF tem hoje um dos menores efetivos históricos desde o ano de 1994, ou seja há 24 anos. A consequencia é o prejuízo do atendimento da sociedade e o enfrentamento ao crime.

Atuando no limite, a PRF, apesar de ser destaque no Brasil em apreensões, está tendo que eleger prioridades, que são os crimes de maior potencial ofensivo. A situação é preocupante porque a cidade de Dourados está localizada em região de fronteira. As informações são do Conselho Intitucional de Segurança Pública de Dourados (coised), que tem apelado a classe política local para expor a crise nas instituições de segurança pública e buscar meios de resolvê-las.

Comparação

Em 2016 uma recomendação do Ministério Público Federal alertou para os riscos de fechamento de unidades. A Procuradoria também viu desiquilíbrio no efetivo de MS com os demais estados. "A título de comparação, o estado do Ceará, com 2191 km de rodovias federais pavimentadas, tem 419 servidores. Já Mato Grosso do Sul, com 3822 km de estradas federais (74% a mais) possui apenas 403 policiais". A situação ainda é agravada pela dupla fronteira do Estado, com a Bolívia e com o Paraguai.

Alta produtividade

Apesar do baixo efetivo, a produtividade dos policiais rodoviários federais no Estado é destaque nacional, representando 60% das apreensões que acontecem em todo País. No Estado, 45% das apreensões são feitas pela PRF de Dourados, uma das mais atuantes do país. Intervenção O Coised tem pedido para a classe política do Estado intervir junto ao Ministério de Segurança Pública para que façam gestões mostrando a necessidade do envio de policiais para Dourados.

Atribuições da PRF

A Polícia Rodoviária Federal tem uma gama imensa de atribuições dentre elas a fiscalização de trânsito em rodovias e estradas federais, atendimento/prevenção/perícia de acidentes de trânsito, combate aos ilícitos, entre outras, todas no âmbito de sua área de atuação.

Concurso

A portaria autorizativa do concurso PRF deverá ser publicada até a próxima sexta-feira, dia 15. De acordo com o vice-presidente da FenaPRF, Dovercino Borges Neto, essa é a expectativa com base nos prazos legais para que a lotação ocorra no primeiro semestre de 2019. A federação ainda luta pelo aumento do número de vagas. De acordo com Neto, não há uma data exata para a portaria ser publicada. O Ministério do Planejamento não estima um prazo para que o aval ocorra. Isso deverá acontecer somente após a definição do quantitativo de vagas.

A princípio, estão autorizadas 500 vagas de policial rodoviário federal que foram anunciadas pelo ministro Raul Jungmann. Entretanto, a Federação Nacional dos Policiais Rodoviário Federais segue em negociação junto ao congresso com o intuito de sensibilizar o governo, mostrar a atual necessidade e conseguir aumentar as vagas do concurso PRF.

O ideal, segundo o vice-presidente da FenaPRF, seria uma autorização para 3 mil vagas de policial rodoviário federal, tendo em vista a necessidade da corporação. A lotação seria feita em partes, com mil vagas a cada ano até 2021. Isso ajudaria a suprir o grande déficit da corporação. "Nós tivemos agora a greve dos caminhoneiros, que mostrou para muitos que não conheciam e não tinham noção do nosso trabalho, o tamanho da importancia ficou bem evidente. Estamos ainda com esse objetivo de conseguir 3 mil vagas. Esse é o nosso primeiro objetivo", enfatizou ao site Folha Dirigida.

 

 

Dourados Agora

Foto: Simted Dourados

Em assembleia realizada na tarde de quinta-feira (7), educadores(as) da Rede Municipal de Ensino do Dourados (MS) deliberaram uma paralisação no próximo dia 19 de junho, exigindo da prefeitura pagamento do Piso Salarial Municipal, com reajustes vencidos em 2017 e 2018 que, somados, chegam a 14,97%.

Os(As) trabalhadores(as) em educação estão em campanha pelo cumprimento da Lei do Piso Nacional e Municipal e a devida aplicação dos recursos da educação, já que o ensino público municipal dispõe de recursos próprios, como o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e obrigatoriedade da aplicação de 25% de recursos próprios do município na educação.

Um estudo dos Relatórios de Execução Orçamentária da Prefeitura de Dourados aponta que, somente no ano de 2017, houve um saldo positivo dos recursos da educação de mais de R$ 4 milhões. O relatório do primeiro quadrimestre de 2018 também aponta para um saldo positivo de mais de R$ 12 milhões para serem aplicados na Rede Municipal de Ensino.

Os(As) profissionais de ensino vêm questionando a administração sobre o destino que está sendo dado aos recursos da educação no município de Dourados, já que a prefeita nega o cumprimento da Lei do Piso, que em 2017 previa um reajuste de 7,64% e, em 2018, 6,81%.

Magistério e grupo administrativo exigem o cumprimento da reposição salarial, incluindo os valores retroativos referentes as perdas salariais do ano de 2017.

Programação

No próximo dia 19 de junho, terça-feira, os(as) educadores(as) de toda a Rede Municipal realizam a paralisação por um dia.

Às 8 horas, os(as) trabalhadores(as) se reúnem na Praça Antônio João, com panfletagens e diálogo com a população sobre a necessidade de união na luta por uma educação de qualidade.

O SIMTED Dourados também vem dialogando com a Câmara Municipal sobre a fiscalização da aplicação dos recursos da educação no município.

 

 

Simted Dourados.

Foto - Divulgação

O Procon efetuou pesquisa de preços do combustível nesta terça e quarta-feira e constatou alta de 14,3% no preço da gasolina a cidade. Foram pesquisados 37 estabelecimentos, na cidade e distritos. Foram pesquisados preços do etanol, diesel comum e S10 e gasolina comum e aditivada.

O menor preço encontrado na gasolina comum foi de R$ 4,400; no diesel comum foi de R$ 3,599; e diesel S10 R$ 3,649; e no etanol o menor preço praticado é de R$ 3,200.

A diferença entre o menor preço encontrado na gasolina comum (R$ 4,400) e o maior preço (R$ 4,699) é de 6,8%. No etanol a diferença entre o menor e maior preço é de 12,4%; no diesel comum é de 18,0% e no diesel S 10 é de 17,8 %.

O preço médio da gasolina em Dourados, hoje, é de R$ 4,580. Em maio era de R$ 4,005; ou seja, alta de 14,3%. O preço médio do etanol nos postos em Dourados é de R$ 3,472.

O menor preço encontrado na gasolina (R$ 4,400 ) é 0,18 centavos mais barato que o preço médio praticado (R$ 4,580) nos postos  em Dourados.

O preço médio da gasolina segundo a ANP em Campo Grande é de R$ 4,372 e o etanol é de R$ 3,140.

O Procon informa que os consumidores poderão exigir a análise do combustível para descobrir o teor de álcool presente na gasolina, teste esse que será feito pelo próprio funcionário do posto de combustível na frente do consumidor.

Dúvida ou reclamação podem ser tratadas pelos telefones 151 ou 3411-7754.

Veja a pesquisa completa aqui

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