Dourados-MS,
BANNER 1 - Camra-15-09- (1000X90)

Escalonamento de horários em todas as linhas deve iniciar segunda ou terça Foto: Arquivo

Devido a greve dos caminhoneiros, a Viação Dourados tem combustível para operar normalmente com o transporte público até domingo. A partir de segunda ou terça as frotas começaram a circular em horários por escala.

O gerente da empresa, Marcelo Saccol, disse que a partir de amanhã haverá escalonamento em linhas de distritos. Já na linha da Cidade Universitária, poderá ocorrer de faltar transporte em algum horário. Isso porque, manifesto de caminhoneiros no anel viário, hoje, liberava a passagem de veículos a cada 40 minutos.

Nesta sexta será definido como a Viação Dourados trabalhará a partir de segunda, já que Marcelo Sacool não vê possibilidade de receber mais combustível. Com isso, haverá racionamento de horários em todas as linhas a partir de segunda ou terça.

Capital

Em Campo Grande, a circulação de ônibus começa a ser reduzida a partir amanhã. Segundo nota da concessionária do transporte coletivo na Capital, o Consórcio Guaicurus, foi definido que, o sistema vai adotar, escala de serviços semelhante à utilizada nas férias escolares, retirando o reforço de veículos nos horários de pico pela manhã e à tarde, reduzindo em 20 ônibus a menos em circulação. A concessionária alega que possui estoque de combustível para somente mais cinco dias.

A concessionária também anunciou a retirada de mais 23 ônibus da linha executiva, alegando que esses veículos consomem 30% a mais de combustível e as linhas passam a ser atendidas por carros convencionais e, também, 32 ônibus articulados que circulam normalmente nas linhas da Capital, em razão, também, do alto consumo de combustível por esses tipos de veículos.

 

 

 

Dourados Agora

Caminhão com combustíveis foi escoltado até o posto - Foto: Nicanor Coelho / Correio do Estado

Sob escolta da Polícia Militar e da Guarda Municipal, uma carreta com 30 mil litros de diesel e gasolina abasteceu, na tarde de hoje, os tanques de um posto de combustíveis localizado na esquina das ruas Ponta Porã e Toshinobu Katayama, em Dourados, para atender as necessidades dos veículos oficiais do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal.

O agente de negócios da Taurus Distribuidora de Petróleo, Tiago Almeida Souza, afirmou que a liberação desta carga de combustível só foi possível graças a uma liminar concedida pela Justiça, que obriga os caminhoneiros a liberarem o transito de carretas tanque com combustíveis para os serviços essenciais.

Os 30 mil litros serão suficientes para apenas dois dias, disse Tiago, afirmando que os veículos das frotas oficiais do Governo e da Prefeitura de Dourados abastecem, por força de contrato, através de cartão corporativo da Taurus Petróleo.

Conforme o agente de negócios, serão abastecidos apenas veículos das Polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ambulâncias, Guarda Municipal, Unidade Educacional de Internação (Unei) e outros veículos que atendam serviços essenciais à população.

Desde o início da tarde desta quinta-feira os veículos oficiais estão sendo abastecidos neste posto. Tiago afirmou que, até o momento, a distribuidora de petróleo não tem informações sobre quando será liberada mais uma carga de combustíveis.

 

Foto - Divulgação

O Programa de Defesa do Consumidor (Procon) de Dourados vai deflagrar uma fiscalização a partir desta quinta-feira (24) em todos os postos de combustíveis de Dourados pela prática do aumento de preço do litro da gasolina tendo como causa os protestos dos caminhoneiros por conta do preço do diesel em todo o país. A informação é do diretor do Procon, o advogado Mário Cerveira.

Segundo Cerveira, a fiscalização será feita também como resposta a uma solicitação do Ministério Público Estadual ocorrida nesta quarta-feira (23). "Não pode haver mudança tão repentina e repetitiva nos preços por consequência de uma greve. Isto é lesão ao consumidor e vamos praticar esta fiscalização", disse Cerveira.

Segundo o diretor do órgão que defende os direitos do consumidor douradense, a prática não condiz com a política de preços das distribuidoras, que reduziram o custo nas refinarias esta semana. "Não podemos aceitar esta prática em nossa cidade sem qualquer comprovação da necessidade do aumento do preço do combustível. A mera existência de uma paralisação é pouco para comprovar a mudança de preço tão repentina", disse.

A fiscalização tem base no Código de Defesa do Consumidor, no Artigo 41, que traz o seguinte texto: "no caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços, os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de não o fazendo, responderem pela restituição da quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada". Ainda segundo o CDC, é uma das atribuições do órgão a fiscalização de preços.

A mudança do valor do litro da gasolina em Dourados em alguns locais foi de R$ 3,79 no fim de semana para R$ 4,65 nesta quarta-feira. O valor de R$ 0,86 de aumento representa 22% em menos de uma semana. Alguns postos praticam o valor de R$ 4,90 e a alegação é de que a falta de abastecimentos dos reservatórios motiva o reajuste que pode ser maior nesta quinta-feira (24).

Na contramão desta prática, esta semana, a Petrobras anunciou redução nos preços da gasolina em 2,08% e os do diesel em 1,54% nas refinarias. Mas em virtude do protesto de caminhoneiros, este combustível com o preço reduzido ainda não chegou aos postos, no entanto, o combustível que ainda resta não foi comprado em valores condizentes com os aumentos registrados.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), vigora no Brasil o regime de liberdade de preços em todos os segmentos do mercado de combustíveis e derivados de petróleo desde 2002, o que significa que não há qualquer tipo de tabelamento nem fixação de valores máximos e mínimos, ou qualquer exigência de autorização oficial prévia para reajustes.

No entanto, é a própria ANP que institui uma forma de ‘estruturação da formação de preços’ que leva em conta os preços nas refinarias, os tributos estaduais e federais incidentes ao longo da cadeia de comercialização (PIS/Pasep e Cofins, Cide e ICMS), os custos e despesas operacionais de cada empresa, os biocombustíveis adicionados ao diesel e à gasolina e as margens de distribuição e de revenda.

 

 

Progresso

 

 

 

Foto- Dourados News

Nesta terça-feira (22), os caminhoneiros seguem com o protesto iniciado ontem (21), com bloqueio em vários trechos de rodovias estaduais e federais de Mato Grosso do Sul. Conforme informações atualizadas da PRF (Polícia Rodoviária Federal) nesta tarde (22), 13 pontos contam com o ato no Estado, sendo destes, dois em Dourados.

A reivindicação principal é a redução do preço do óleo diesel. 

No município, os pontos estão na BR-163, sendo o km 256 - (Trevo da Bandeira) e km 266 (Posto da Base).

No bloqueio do km 256, da BR-163, dezenas de caminhões estão estacionados na via. O grupo de manifestantes permite a passagem de veículos pequenos e de ambulâncias. Caminhões estão sendo convocados para parada e participação do ato.

Este ‘formato’ está sendo adotado pelos manifestantes na maioria dos trechos, sendo que apenas em Maracaju (BR-267, km 364) a interdição é total. 

Os outros bloqueios estão concentrados nos seguintes pontos, conforme a PRF: Campo Grande na BR 163, km 477, em Rio Brilhante, na BR 163, km 324,em Eldorado, na BR 163, km 39,  em Paranaíba, na BR 158, km 96, em Naviraí, na BR 163, km 117 , em Bandeirantes, na BR 163, km 548, em Caarapó, na BR 163, km 206, Br 262, Km 325, Campo Grande saída para Três Lagoas, em Camapuã na BR-060 km 204 e Fátima do Sul, MS-376 (próximo a ponte do Rio Dourados). 

“Nossa luta maior é o preço do diesel, mas somos prejudicados com excesso de cobrança pelo eixo erguido, altos impostos, impactam para nós, para os empresários e no final em valores para a população, estamos todos ‘sufocados’ com esta situação”, diz André Negrelli, 38, caminhoneiro.

A opinião é compartilhada pelo caminhoneiro Jeferson Bispo, 38. Ele afirma ainda que a categoria sofre “excessiva cobrança de multas”.  

“Somos muito cobrados e qualquer pequena situação é motivo de multa. Isso é uma exploração, todos tem que se unir e vim para o ato pois o consumidor também paga caro pelo diesel alto e impostos que vão para os produtos transportados depois”, ressalta. 

Ele destaca ainda que dezenas de caminhoneiros irão "acampar" no local para "virar a noite" e que o bloqueio seguirá nesta quarta-feira (23).

Dentro disso, ele pede apoio da população e de empresários. 

"Alguns vão montar barracas, outros vão ficar no caminhão mesmo, mas vamos 'virar a noite aqui'. Pedimos que a população se una a gente e pedimos para quem puder ajudar e trazer água, fruta ou outros aqui no local, será de grande ajuda a nós e nossa luta",  diz.  

CCR 

No ponto de bloqueio do Trevo da Bandeira, o representante da CCR Via MS (Concessionária que administra a BR-163) informou que o ato não gerou transtornos como acidentes ou engarrafamentos na rodovia até o momento. 

PRF 

Em nota a PRF destacou que “o Código de Trânsito Brasileiro prevê uma multa no valor de R$  3.8 mil (e suspensão do direito de dirigir) para condutores que utilizam seus veículos para interditar rodovias e que a PRF poderá fazer uso de expediente caso não seja atendida a solicitação para liberação da rodovia em que seja utilizado veículos automotores”.

O órgão aponta ainda que esse tipo de ação “é perigosa para a segurança do trânsito” e ainda deixa o alerta para que os condutores que puderem adiar  viagens, assim procedam. 

 

 

Dourados News

Mais Artigos...