Dourados-MS,
Semestre- Camara

Policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na manhã deste domingo, dia 27 de maio, por volta de 7h20, um veículo VW/Fox, de cor vermelha, com placas de São Paulo, carregado com vários volumes prensados de maconha, com peso total de 551 quilos e 500 gramas, além de cinco quilos de cocaína.

As prisões ocorreram durante abordagens do policiamento para fiscalização na rodovia BR-463, próximo à rotatória que dá acesso ao aeroporto de Dourados. Inicialmente os policiais abordaram um veículo Prisma branco com rádio comunicador e registro criminal de veículo clonado.

Durante a inspeção veicular foi localizado vários produtos adquiridos no Paraguai (brinquedos e isqueiros), sem a documentação de regularidade fiscal. O motorista, um homem de 47 anos de idade, disse que revenderia os produtos em Goiânia, GO cidade que reside. 

Logo em seguida o motorista do Fox vermelho não obedeceu a ordem de parada e fugiu em alta velocidade, sendo detido após o acompanhamento tático. No veículo também foi localizado, escondido no painel, outro rádio comunicador na mesma frequência do Prisma branco.

A ocorrência foi registrada e entregue na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados, para os procedimentos legais.

 

Dourados News

Foto - Divulgação

O juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1ª Vara Criminal de Dourados, citou seis empresários por envolvimento com o cartel do gás desmantelado durante a operação Laissez-faire, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) no dia 27 de março, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).  A citação é instrumento legal para que o réu tenha conhecimento sobre as acusações que lhe são imputadas e, sendo assim, possa exercer seu direito de ampla defesa e contraditório. 

Márcio Sadão Kushida, Edvaldo Romero de Souza, César Meirelles Paiva, Gregório Artidor Linne, Josemar Evangelitsa Machado e Daiane Lazaretti Souza são réus em ação por prática de crimes contra  a ordem tributária, econômica e relações de consumo e contra o Sistema de Estoques de Combustíveis.  Também são investigados no processo Mauro Victol e Rubens Pretti Filho, que permaneceram presos, além de outros três empresários da Capital e interior.

Conforme apurado pelo MPE durantes as investigações, o grupo prejudicava, pelo menos desde 2013, a regular concorrência no mercado relevante de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de Dourados. “[Cometiam] crimes contra a ordem econômica, mediante abuso do poder econômico, com domínio de mercado e eliminação parcial da concorrência, mediante ajustes de preços, fixação artificial de preços, e distribuição geográfica de mercado, em regime cartelização conhecida como price-fixing e market sharing, valendo-se, para tal, da constituição e consolidação de uma organização criminosa estável, permanente, estruturalmente ordenada e com bem delineada divisão de tarefas entre seus agentes”, lê-se na denúncia. 

 

 

Correio do Estado

Foto - Eliel Oliveira

A paralisação dos caminhoneiros ainda não tem data prevista para encerrar em Dourados. Mesmo após o anúncio do Governo de zerar a alíquota do Pis/Cofins e da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) durante 60 dias, o que provocaria um desconto de R$0,46, manifestantes afirmam que não vão retomar as estradas.
 
A paralisação na cidade já dura seis dias e desabasteceu diversos setores varejistas, principalmente os postos de combustível, revendas de gás e supermercados.
 
As aulas na rede municipal de ensino foram interrompidas. Universidade públicas em Dourados também suspenderam as aulas por falta de condição de acesso dos alunos.
 
A reportagem conversou com um dos caminhoneiros acampados no Trevo da Bandeira na BR-163. Ele, que pediu preservação da identidade, afirmou que mesmo com o anúncio do Governo, a categoria não aceita o prazo de apenas 60 dias. 
 
A redução a zero na alíquota do Pis/Cofins era a principal reivindicação dos manifestantes. Na noite de quinta-feira (24), uma reunião entre Governo Federal e entidades representantes da categoria definiu o primeiro acordo propondo entre diversas reivindicações, a redução a zero da Cide. 
 
A reação dos caminhoneiros foi de resistência. Entidades contrárias ao acordo incentivaram a permanência das paralisações até que o Pis/Cofins fosse também zerado, o que aconteceu na noite de ontem (27). O anúncio foi feito pelo presidente Michel Temer (MDB) acompanhado do Ministro de Governo Carlos Marun. 
 
ACORDO
 
A redução a zero das alíquotas provocará uma queda de R$0,46 no preço do óleo diesel. O acordo prevê congelamento do preço durante 60 dias e após o prazo, os reajustes serão mensais, o que na visão de Temer, dará “previsibilidade” para os caminhoneiros que reclamam pela inconstância nos preços do combustível. 
 
Marun ressaltou, após a fala do chefe do executivo nacional, que o acordo custará ao Governo o montante de R$10 bilhões, que será coberto pelo Tesouro Nacional via crédito extraordinário.
 
MEDIDAS PROVISÓRIAS
 
Durante o discurso, Michel Temer anunciou também a edição de três medidas provisórias que terão o objetivo de contribuir com as reivindicações dos caminhoneiros. As MP’s foram divulgadas no Diário Oficial da União logo na noite de domingo (27) e preveem:
 
1) Isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais;
 
2) Determinação para que 30% dos fretes da Conab sejam feitos por caminhoneiros autônimos;
 
3) Estabelecendo de tabela mínima dos fretes.
 
As medidas possuem força de lei, e valem a partir da publicação no Diário Oficial. Após isso, a proposta vai para discussão no Congresso durante o prazo de 120 dias. Caso não sejam abordadas durante esse período, as medidas perderão a validade. 
 
Segundo o G1, Temer afirmou que compreende "reivindicações e angústias" dos caminhoneiros e que "jamais" abandou o diálogo.
 
"Fizemos a nossa parte para atenuar os problemas e os sofrimentos. As medidas que acabo de anunciar, repito, atendem a praticamente todas as reivindicações apresentadas. Quero apresentar plena confiança num espírito natural de responsabilidade, solidariedade e patriotismo de cada um daqueles caminhoneiros que servem ao nosso país", concluiu o presidente. 
 
FIM DA GREVE
 
Segundo o ministro Carlos Marun, o fim da greve é imprevisível. Ele justifica isso afirmando que não há liderança unificada na manifestação.
 
"Não existe uma liderança uniforme desse movimento, são vários líderes. Ouvimos vários desses líderes e, do que ouvimos, elaboramos essa pauta que nós entendemos que atende aos pleitos dos caminheiros e fomos ao máximo do que o governo poderia ceder", disse.
 
Apesar disso, ele disse que o Governo espera que as medidas propostas surtam efeito a partir desta segunda-feira (28). A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), que havia resistido à primeira proposta, divulgou na manhã de hoje que assinou o acordo com o Governo e que “a categoria conseguiu ser atendida em diversas reivindicações, dentre delas o subsídio, pelo Governo Federal, do valor referente ao que seria a retirada do PIS, Cofins e Cide sobre o óleo diesel. A medida permitirá a redução de R$0,46 no preço do diesel até o final do ano”.
 
A nota oficial da associação afirma que “já que o objetivo foi alcançado, a Abcam pede a todos os caminhoneiros que voltem ao trabalho”.
 
O presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, pede para que os motoristas voltem “satisfeitos e orgulhosos” para o trabalho. 
 
“Conseguimos parar este país e sermos reconhecidos pela sociedade brasileira e pelo Governo deste país. Nossa manifestação foi única, como nunca ocorreu na história. Seremos lembrados como aqueles que não cederam diante das negativas do Governo e da pressão dos empresários do setor. Teremos o reconhecimento da nossa profissão, de que nosso trabalho é primordial para o desenvolvimento deste país. Voltem com a sensação de missão cumprida, mas lembrando que a luta não termina aqui”, conclui a nota.
 
 
Dourados News

Foto - Divulgação

O secretário de Educação de Dourados, Upiran Jorge Gonçalves resolveu suspender as aulas na escolas da rede municipal de ensino, a partir desta segunda-feira, dia 28 de maio.

Segundo palavras do secretário, a decisão de suspender as aulas é pessoal, visando proteger os alunas e os pais, durante a greve dos caminhoneiros em consideração o possível desabastecimento de combustíveis, gás de cozinha e gêneros de primeira necessidade.

Ainda segundo o secretário, muitos professores e servidores da educação não teriam como ir ao trabalho e algumas escolas corriam o risco de não ter merenda. A decisão foi tomada também em função do feriado da próxima quinta-feira, e do ponto facultativo de sexta e também para não ser surpreendido na segunda-feira com escolas vazias.

Upiran garantiu que a medida será suspensa assim que a greve terminar ou os reflexos do desabastecimento cessarem. Ele lembar ainda que a medida vale apenas para as escolas, sendo que os demais departamentos da Secretaria de Educação terão expediente normalmente. 

 

 

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