Dourados-MS,
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A secretária municipal de Saúde de Dourados, Berenice de Oliveira Machado Souza, trocou o diretor técnico do Hospital da Vida nesta segunda-feira (2). Na condição de interventora da Funsaud (Fundação dos Serviços de Saúde de Dourados), revogou a designação do médico Majid Mohamad Ghadie e nomeou Irineu Renzi Junior para a função.

Criada em 2014 para administrar o HV e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), a Funsaud está sob intervenção da prefeitura desde 13 de junho deste ano por causa de dívidas superiores a R$ 21 milhões. Procurada pelo Dourados News nesta manhã, Berenice não atendeu a ligação feita pela reportagem e nem respondeu a mensagem enviada com a pergunta sobre o motivo dessa mudança.

No dia 23 de agosto a prefeita Délia Razuk (sem partido) já havia revogado trecho de decreto que nomeava Maria Izabel de Aguiar coordenadora geral da intervenção.

Além disso, está previsto para este início de setembro depoimento da secretária de Saúde ao MPE-MS (Ministério Público Estadual) em investigação aberta para apurar morte ocorrida durante plantão sem médico no Hospital da Vida

Colocado sob sigilo no final de agosto por determinação do promotor Etéocles Brito Mendonça Dias Junior “para fins de resguardo da intimidade e sigilo médico da vítima”, o procedimento já havia apurado, até ali, “uma sucessão de erros administrativos de grossa monta, todos contribuintes, de forma direta ou indireta, para a fatalidade”.

A investigação é motivada pela morte de Roberto Gonçalves Braga, ocorrida no dia 21 de julho. Ele tinha 34 anos quando colidiu a Honda Biz que conduzia, de cor preta e placa NRM-1439, de Dourados, na traseira de um VW Gol que estava parado atrás de uma sequência de carros na Avenida Marcelino Pires, região da Cabeceira Alegre.

Socorrido polo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), foi levado ao Hospital da Vida, onde não resistiu aos ferimentos. Segundo o MPE, no procedimento investigatório já foi possível apurar “uma cadeia de fatos reveladores de uma sucessão de erros administrativos de grossa monta, todos contribuintes, de forma direta ou indireta, para a fatalidade”.

Nos depoimentos colhidos até agora e obtidos pelo Dourados News, o MPE já ouviu do médico Renato Oliveira Garcez Vidigal, coordenador do Samu, que a vítima morreu após mais de uma hora de tentativa de reanimação sem qualquer ajuda médica no Hospital da Vida.

Essa mesma versão havia sido relatada pelo também médico Thaigor Reze, intensivista do Samu que socorreu a vítima após acidente de trânsito na Avenida Marcelino Pires. Segundo ele, no dia anterior a essa tragédia houve problema semelhante na unidade hospitalar, falta de médico plantonista, “porém sem a mesma repercussão, pois não houve óbito”.

E até o médico intensivista Gecimar Teixeira Júnior, apontado inicialmente como possível plantonista da ocasião, relatou ao MPE uma confusão total de informações na composição daquele plantão e afirmou não ter sequer vínculo formal com a prefeitura.

Termina nesta sexta-feira, 30 de agosto, o prazo para inscrições de novas famílias que tenham interesse em participar do serviço social Família Acolhedora, desenvolvido pela Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social. As inscrições podem ser feitas na Casa dos Conselhos (Rua João Rosa Góes, 395, centro), no horário das 08h às 16h.

Eugênio Lins, coordenador do serviço, explica que a prorrogação se dá por conta do elevado número de interessados e, também, “por ser um serviço relativamente novo, muitos estão tendo dificuldade para juntar toda a documentação necessária”.

Lins explica ainda que depois de efetivadas as inscrições será feito um processo de seleção das famílias através de uma avaliação de uma equipe multiprofissional.

Trata-se de um serviço de acolhimento provisório de crianças e adolescentes afastados do convívio da família de origem por meio de medida protetiva. Neste caso, as famílias cadastradas no programa são selecionadas para acolher em sua residência a criança ou adolescente por um período definido pela Justiça.

O serviço independe das condições financeiras da família, já que ela terá a garantia do recebimento mensal de uma bolsa-auxílio no valor de um salário mínimo vigente. A família escolhida receberá ainda mais uma bolsa auxílio, no valor de um salário mínimo, pela criança ou adolescente acolhido, para que preste toda a assistência que se comprometeu no ato da assinatura do termo que adere ao serviço.

Segundo o coordenador, a família interessada tem que ter disponibilidade de tempo; interesse em dedicar-se aos cuidados e proteção à criança ou adolescente acolhido. Essas famílias também têm que participar das capacitações e encontros propostos pela equipe técnica do serviço; receber a equipe técnica nas visitas domiciliares, mesmo que não sejam previamente agendadas, além de contribuir na preparação da criança ou do adolescente para o retorno à família de origem, sempre sob orientação técnica dos profissionais do serviço.

A redação recebeu denúncia do cancelamento de 12 procedimentos cirúrgicos nesta quinta-feira (29), pela falta de “enxoval” hospitalar, ou seja, roupas adequadas para o centro cirúrgico.

E provavelmente caso a regularização dos pagamentos não forem atualizados, corre-se o risco de cancelamento de em média mais de 20 cirurgias por dia.

Além disso, os pacientes estão sem o banho diário por falta de roupas e lençóis, sendo que a higiene pessoal é um dos princípios fundamentais para a recuperação dos pacientes e que também evita contaminação por infecções hospitalares.

Procurado pela reportagem, John Paulo Gomes, da Global Serv, que presta serviços de lavanderia hospitalar à UPA e ao Hospital da Vida, disse que está há 10 meses sem receber e que a Funsaud alega que o atraso ocorre por falta de repasse financeira por parte da Secretaria Municipal de Saúde.

John disse ainda, que ele e os demais fornecedores não suspenderam serviços ainda, por entenderem que a população não pode ser penalizada pela falta de gestão dos poderes.

“Se suspendêssemos nossos serviços e os demais, como alimentação, medicação, UTI, entre outros, que também estão sem receber pelos serviços prestados, tememos que a situação possa agravar ainda mais o caos da saúde pública em Dourados, que já é caótica”, pontuou.

(Cérgio Ferraz)

Com o desligamento de mais de 30 lombadas eletrônicas no município de Dourados, vários transtornos estão sendo causados à população da cidade, principalmente aos trabalhadores e estudantes.

A empresa Perkons, contratada pelo Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito) para gerenciar as lombadas eletrônicas no Estado, já desligou os 34 equipamentos instalados em Dourados. A cidade é a que mais possui monitoramento por meio desses aparelhos. 

Segundo informações da assessoria de imprensa da empresa, o desligamento teve início no dia 15/08, sendo concluído na terça-feira (20). O motivo da desativação é a dívida do Governo com a Perkons, que já ultrapassa R$ 10 milhões. 

A reportagem acompanhou um desses pontos na avenida Guaicurus, bem no início da rua Monte Alegre, onde demanda até às Universidades, Aeroporto Municipal e saída das escolas do entorno, próximo ao CREA/MS.

Os estudantes, principalmente da Escola Reis Veloso, têm que aguardar para atravessar, pois os veículos não estão respeitando mais o limite de velocidade, já que estão afixados anúncios de que o equipamento está desligado.

A situação não é diferente em outros locais de Dourados, como por exemplo próximo às escolas, hospitais e afins, o que deve demandar o índice de acidentes.

Com a palavra, nossos governantes.

(Cérgio Ferraz)

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