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Posto da PRF de Caarapó está desativada desde a inauguração em 2016 por falta de policiais. (Foto: Rachid Wiqued)

Responsável pela fiscalização e combate a ilícitos nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal corre o risco de fechar postos de fiscalização da jurisdição de Dourados por falta de efetivo. Alguns deles nem sequer saíram do papel, como o Posto da PRF de Caarapó, que nunca funcionou e está de portas fechadas. Com apenas 34 policiais, a PRF de Dourados tem hoje nove policiais que podem se aposentar a qualquer momento, razão que inviabilizaria o atendimento do Posto de Dourados ou do Capey. O efetivo ideal seria de cerca de 64 policiais, mas para isso o Governo Federal teria que providenciar cerca de 30 policiais para Dourados.

Para se ter uma idéia da gravidade, a PRF tem hoje um dos menores efetivos históricos desde o ano de 1994, ou seja há 24 anos. A consequencia é o prejuízo do atendimento da sociedade e o enfrentamento ao crime.

Atuando no limite, a PRF, apesar de ser destaque no Brasil em apreensões, está tendo que eleger prioridades, que são os crimes de maior potencial ofensivo. A situação é preocupante porque a cidade de Dourados está localizada em região de fronteira. As informações são do Conselho Intitucional de Segurança Pública de Dourados (coised), que tem apelado a classe política local para expor a crise nas instituições de segurança pública e buscar meios de resolvê-las.

Comparação

Em 2016 uma recomendação do Ministério Público Federal alertou para os riscos de fechamento de unidades. A Procuradoria também viu desiquilíbrio no efetivo de MS com os demais estados. "A título de comparação, o estado do Ceará, com 2191 km de rodovias federais pavimentadas, tem 419 servidores. Já Mato Grosso do Sul, com 3822 km de estradas federais (74% a mais) possui apenas 403 policiais". A situação ainda é agravada pela dupla fronteira do Estado, com a Bolívia e com o Paraguai.

Alta produtividade

Apesar do baixo efetivo, a produtividade dos policiais rodoviários federais no Estado é destaque nacional, representando 60% das apreensões que acontecem em todo País. No Estado, 45% das apreensões são feitas pela PRF de Dourados, uma das mais atuantes do país. Intervenção O Coised tem pedido para a classe política do Estado intervir junto ao Ministério de Segurança Pública para que façam gestões mostrando a necessidade do envio de policiais para Dourados.

Atribuições da PRF

A Polícia Rodoviária Federal tem uma gama imensa de atribuições dentre elas a fiscalização de trânsito em rodovias e estradas federais, atendimento/prevenção/perícia de acidentes de trânsito, combate aos ilícitos, entre outras, todas no âmbito de sua área de atuação.

Concurso

A portaria autorizativa do concurso PRF deverá ser publicada até a próxima sexta-feira, dia 15. De acordo com o vice-presidente da FenaPRF, Dovercino Borges Neto, essa é a expectativa com base nos prazos legais para que a lotação ocorra no primeiro semestre de 2019. A federação ainda luta pelo aumento do número de vagas. De acordo com Neto, não há uma data exata para a portaria ser publicada. O Ministério do Planejamento não estima um prazo para que o aval ocorra. Isso deverá acontecer somente após a definição do quantitativo de vagas.

A princípio, estão autorizadas 500 vagas de policial rodoviário federal que foram anunciadas pelo ministro Raul Jungmann. Entretanto, a Federação Nacional dos Policiais Rodoviário Federais segue em negociação junto ao congresso com o intuito de sensibilizar o governo, mostrar a atual necessidade e conseguir aumentar as vagas do concurso PRF.

O ideal, segundo o vice-presidente da FenaPRF, seria uma autorização para 3 mil vagas de policial rodoviário federal, tendo em vista a necessidade da corporação. A lotação seria feita em partes, com mil vagas a cada ano até 2021. Isso ajudaria a suprir o grande déficit da corporação. "Nós tivemos agora a greve dos caminhoneiros, que mostrou para muitos que não conheciam e não tinham noção do nosso trabalho, o tamanho da importancia ficou bem evidente. Estamos ainda com esse objetivo de conseguir 3 mil vagas. Esse é o nosso primeiro objetivo", enfatizou ao site Folha Dirigida.

 

 

Dourados Agora

Foto: Simted Dourados

Em assembleia realizada na tarde de quinta-feira (7), educadores(as) da Rede Municipal de Ensino do Dourados (MS) deliberaram uma paralisação no próximo dia 19 de junho, exigindo da prefeitura pagamento do Piso Salarial Municipal, com reajustes vencidos em 2017 e 2018 que, somados, chegam a 14,97%.

Os(As) trabalhadores(as) em educação estão em campanha pelo cumprimento da Lei do Piso Nacional e Municipal e a devida aplicação dos recursos da educação, já que o ensino público municipal dispõe de recursos próprios, como o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e obrigatoriedade da aplicação de 25% de recursos próprios do município na educação.

Um estudo dos Relatórios de Execução Orçamentária da Prefeitura de Dourados aponta que, somente no ano de 2017, houve um saldo positivo dos recursos da educação de mais de R$ 4 milhões. O relatório do primeiro quadrimestre de 2018 também aponta para um saldo positivo de mais de R$ 12 milhões para serem aplicados na Rede Municipal de Ensino.

Os(As) profissionais de ensino vêm questionando a administração sobre o destino que está sendo dado aos recursos da educação no município de Dourados, já que a prefeita nega o cumprimento da Lei do Piso, que em 2017 previa um reajuste de 7,64% e, em 2018, 6,81%.

Magistério e grupo administrativo exigem o cumprimento da reposição salarial, incluindo os valores retroativos referentes as perdas salariais do ano de 2017.

Programação

No próximo dia 19 de junho, terça-feira, os(as) educadores(as) de toda a Rede Municipal realizam a paralisação por um dia.

Às 8 horas, os(as) trabalhadores(as) se reúnem na Praça Antônio João, com panfletagens e diálogo com a população sobre a necessidade de união na luta por uma educação de qualidade.

O SIMTED Dourados também vem dialogando com a Câmara Municipal sobre a fiscalização da aplicação dos recursos da educação no município.

 

 

Simted Dourados.

Foto - Divulgação

O Procon efetuou pesquisa de preços do combustível nesta terça e quarta-feira e constatou alta de 14,3% no preço da gasolina a cidade. Foram pesquisados 37 estabelecimentos, na cidade e distritos. Foram pesquisados preços do etanol, diesel comum e S10 e gasolina comum e aditivada.

O menor preço encontrado na gasolina comum foi de R$ 4,400; no diesel comum foi de R$ 3,599; e diesel S10 R$ 3,649; e no etanol o menor preço praticado é de R$ 3,200.

A diferença entre o menor preço encontrado na gasolina comum (R$ 4,400) e o maior preço (R$ 4,699) é de 6,8%. No etanol a diferença entre o menor e maior preço é de 12,4%; no diesel comum é de 18,0% e no diesel S 10 é de 17,8 %.

O preço médio da gasolina em Dourados, hoje, é de R$ 4,580. Em maio era de R$ 4,005; ou seja, alta de 14,3%. O preço médio do etanol nos postos em Dourados é de R$ 3,472.

O menor preço encontrado na gasolina (R$ 4,400 ) é 0,18 centavos mais barato que o preço médio praticado (R$ 4,580) nos postos  em Dourados.

O preço médio da gasolina segundo a ANP em Campo Grande é de R$ 4,372 e o etanol é de R$ 3,140.

O Procon informa que os consumidores poderão exigir a análise do combustível para descobrir o teor de álcool presente na gasolina, teste esse que será feito pelo próprio funcionário do posto de combustível na frente do consumidor.

Dúvida ou reclamação podem ser tratadas pelos telefones 151 ou 3411-7754.

Veja a pesquisa completa aqui

Foto - Divulgação

O abastecimento nos supermercados em Dourados está praticamente normalizado. Em pesquisa em alguns estabelecimentos na tarde de segunda-feira (04), conforme os comerciantes, na semana “pós-bloqueios dos caminhoneiros” não ocorreram impactos em valores de produtos.

Foram nove dias de bloqueios em rodovias de Dourados.

O fato ocasionou escassez de alguns produtos nos supermercados do município, como carnes, frutas, legumes e verduras estavam entre os itens que tiveram em falta nas prateleiras. A diretoria dos estabelecimentos colocava placas sobre o desabastecimento. 

Em poucos dias após o fim dos bloqueios em Dourados, as prateleiras já estão cheias nos supermercados. Em um estabelecimento situado no jardim Maxwell, o subgerente Walcir Ader Cardoso, citou que já não há produtos em falta e que os valores não contaram com alterações. 

Ele cita acreditar que a situação deve se manter estável nos próximos dias e afirma que só devem ocorrer reajustes de preços se houver alteração nos valores de frete. 

Em outro estabelecimento situado no Jardim Climax, a situação também estava regularizada. O representante Dimas Esquivel de Arruda citou que o estoque estava “cheio” e os preços se mantiveram. 
Na área central, a direção de um supermercado afirmava que não faltavam produtos, no entanto, a situação de oferta de produtos variados se encaminhava até ao final de semana. 

“A variedade vai voltar ao normal nos próximos dias, estávamos no limite na questão de itens básicos, frios e laticínios”, conta o representante Edson Dutra. 

No estabelecimento ocorreu reajuste no preço do frango, devido a “alta que veio já embutida no produto”, conforme informou a direção. 

 

 

 

Dourados News

 

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