Dourados-MS,
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Foto - Divulgação

A proliferação do Aedes aegypti levou Dourados não só a chegar em nível de alta incidência da dengue, com 801 notificações, mas também ao alerta sobre a febre do Chikungunya, causada pelo mesmo mosquito transmissor. 

Até o momento, o maior município do interior sul-mato-grossense registrou 33 notificações da doença, conforme boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na quarta (3). Desse total, sete já foram confirmados. 

A cidade só perde em números para Campo Grande, com 74 notificações. Logo abaixo de Dourados aparece Amambai com 26 e Corumbá, 13.

No ano passado, o município liderou o ranking da doença no Estado, com 89 casos positivos.

De acordo com o relato da Secretaria, até o final de março, 39 pessoas haviam contraído a Chikungunya em Mato Grosso do Sul. Já as notificações chegavam a 242. 

SINTOMAS

Os sintomas da febre do Chikungunya são praticamente os mesmos da dengue. Individuo apresenta febre inicial maior que 38,5°C e dor intensa nas articulações, acompanhada ou não de edemas (inchaço). 

A doença causa dores nas articulações que podem durar anos. 

Entre as recomendações, conforme a SES, estão, manter-se em repouso, tomar muito líquido e sempre ao perceber os sintomas, procurar imediatamente um posto de saúde. 

Foto - Thiago Morais

O presidente da Câmara de Vereadores de Dourados, Alan Guedes (DEM), negou nesta segunda-feira (1/4) o pedido de três, dos quatro parlamentares afastados dos cargos por suspeita de corrupção. Eles buscavam receber os vencimentos mesmo fora da Casa.

Em março, Cirilo Ramão (MDB), Pedro Pepa (DEM) e Denize Portollan (PR), protocolaram documento em busca dos pagamentos mensais de pouco mais de R$ 12 mil, bruto. 

O outro vereador afastado por determinação da Justiça, Idenor Machado (PSDB), foi o único a não entrar com a ação. 

As negativas dos pedidos ocorreram após a procuradoria jurídica da casa se posicionar contra o pagamento em todos os três casos. 

Denize Portollan 

Fora de ação no Legislativo desde o dia 6 de novembro, seis dias após ser presa na Operação Pregão, Denize Portollan, solicitou o pagamento relacionado aos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro desse ano. 

A defesa da ex-secretária de Educação argumenta que ela foi afastada de maneira cautelar e usou os artigos 7º e 20º da Lei de Improbidade administrativa, que permitem o pagamento desses subsídios aos investigados, além de citar os repasses realizados a ela pela prefeitura de Dourados, onde é servidora efetiva. 

Porém, no entender do jurídico da Câmara não existe nenhuma menção de manter os vencimentos à parlamentar na decisão judicial que a afastou e cita a possibilidade de realização desses pagamentos acabar implicando na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outra alegação é de que a vaga de Denize já vem sendo ocupada por outra pessoa, no caso a sua suplente, vereadora Lia Nogueira (PR).

Pepa e Cirilo

Pedro Pepa e Cirilo Ramão, presos no dia 5 de dezembro na Operação Cifra Negra, que apura esquema de corrupção dentro da própria Câmara, também alegaram ter direito a receber os pagamentos. Eles foram afastados judicialmente de suas funções no dia 13 de dezembro. 

A Casa utilizou os mesmos argumentos no caso de Denize ao negar os valores, que implicam entre os meses de dezembro e fevereiro.

Corrupção

Denize Portollan foi presa no dia 31 de outubro do ano passado, dentro da primeira fase da Operação Pregão, que apura esquema de corrupção dentro da Secretaria Municipal de Fazenda de Dourados. 

O Ministério Público investiga supostas fraudes em processos licitatórios para a contratação de empresas para prestar serviço à prefeitura. 

Além da parlamentar afastada, o ex-secretário de Fazenda João Fava Neto e o ex-diretor de licitações do município, Anilton Garcia acabaram presos junto de empresários. 

Na época em que os contratos foram assinados, Denize atuava como secretária de Educação. A Operação Pregão já chegou na terceira fase.

Já Pedro Pepa e Cirilo Ramão foram presos durante a Operação Cifra Negra, desencadeada em 5 de dezembro de 2018 por suspeita também em fraude em processos licitatórios na área de Tecnologia da Informação.

Outro vereador, Idenor Machado (PSDB), acabou envolvido na ação, junto do ex-vereador Dirceu Longhi (PT), ex-servidores da Casa e empresários. 

 

Dourados News

Foto - Divulgação

Ontem (27) os postos de saúde de Dourados foram surpreendidos com uma população desesperada em busca de repelentes, que segundo eles estariam sendo distribuído como alternativa contra a epidemia de dengue na cidade.

O fato é que a informação não passou de um boato inflamado nas redes sociais e o produto na verdade, é destinado apenas para gestantes, pacientes acamados e idosos, com foco no combate ao zika vírus.

A reportagem conversou nesta manhã com a gerente do núcleo de assistência farmacêutica do Município, Melissa Brandolli. Ela explicou que tudo não passou de boato, e quando foi informada da procura por parte da população, não teve como limitar a entrega dos frascos. 

“As pessoas não entendiam do que se tratava de fato. E a gente entende, estão todos preocupados com a dengue, mas não é essa a finalidade do repelente e também não é para todos. Muitos ficaram irritados, e não foi possível impedir a entrega”, afirmou. 

Segundo ela foram distribuídos cerca de 700 a 800 fracos do repelente. Cada recipiente concentra 200 ml do produto, destinado ao público adulto. Melissa alerta que o uso em crianças pode provocar a intoxicação. 

“As pessoas queriam levar dois, três fracos para os familiares. Muitos estão usando como veneno, outros aplicando em crianças. E não é esse o uso. A concentração do repelente é para uso adulto e pode intoxicar as crianças”, alertou.

A distribuição do repelente acontece desde 2017, quando o Governo Federal iniciou os repasses do produto aos municípios como alternativa de combate ao zika vírus, que na época provocou vários casos de microcefalia no País. 

O encaminhamento é feito mensalmente e atualmente Dourados conta com estoque estimado em 4 mil frascos. Melissa garante para o público prioritário não haverá prejuízo na distribuição. 

 

Dourados News

Na madrugada desta sexta-feira (22) um menino de 11 anos, que estava internado no Hospital Universitário de Dourados, morreu em decorrência de dengue hemorrágica. 

A criança estava no hospital desde a manhã de ontem. Segundo a assessoria do HU, ele chegou em estado grave e muito debilitado. Ficou na UTI o dia todo, até que às 3h35 de hoje não resistiu e morreu após parada cardiorrespiratória.

Nas redes sociais amigos da família lamentaram o ocorrido e reforçaram a necessidade de conscientização do combate contra a dengue. O colégio em que o garoto estudava divulgou pesar e suspendeu as atividades nesta sexta-feira. 

Ontem, nas redes, internautas se mobilizaram para doação de sangue ao garoto. A mensagem replicada em dezenas de perfis anunciava a internação em estado gravíssimo da criança, sob a necessidade de doação de sangue B+ ou O-.

Dados da dengue

Somente nesses três primeiros meses do ano, a dengue já afetou 5.897 pessoas em Mato Grosso do Sul. A maioria se concentra em Campo Grande, com 4.028 casos confirmados, e Três Lagoas com 1017. 

Dourados já contabiliza 185 casos confirmados. A segunda maior cidade do interior mantém média incidência da doença. Conforme o levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, são 481 casos notificados da doença.

Em todo o Mato Grosso do Sul, são mais de 14 mil notificações. 

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